Colorido

13 Getting Real...


Notas iniciais
Oi meus amores! Quanto tempo, não? Então, eu não vou dar desculpas, a vida é corrida. Porém aqui está o novo e muito esperado - né Moony e Padfoot?! - capítulo treze e, se tudo ocorrer como esperado, teremos mais capítulos nesse mês! Mas anyway, espero que gostem! *aparata para as notas finais*

Jocelyn P.O.V:

CADÊ O MEU CORPO?! Assim que desativei o alarme do casarão, voltei para a topiaria na forma da Marilyn Monroe, onde meus amigos esconderam meu corpo, porém assim que cheguei lá meu corpo não estava naquele lugar! Fui tentar ir atrás do meu receptáculo, quando percebi algo muito preocupante, vi três guardas, um carregando uma Bliss inconsciente, uma Megan com sacos em suas mãos e cabeça, se debatendo contra os seus captores e o meu corpo... ai ai ai, tem alguma coisa muito errada aqui. Em alguns segundos, tive certeza: os garotos estavam frente a frente com o senhor Bishop, e a energia dele... eu já a tinha sentido antes, e naquela ocasião, senti como se todo o ar de meus pulmões tivesse sido sugado para fora.

Como Alastor nos encontrou tão rápido? O que ele planeja agora? Os meninos não se movem, mas não os culpo. Os guardas estavam nos levando para dentro do casarão. Me pergunto se eles também estão possuídos. Então, desde o início, isso era uma armadilha do Alastor para nos capturar? Ele planeja usar Bliss, Megan e eu de isca? Ai, meu Deus... não tenho muito tempo, o “senhor Bishop” está quase fazendo com que Ress perca as estribeiras, nos usando para isso.

Não sei quanto tempo tenho antes que minha astro-projeção retorne para meu corpo, mas antes que isso aconteça, tenho que arquitetar um plano para nos tirar dessa... pensa Jo, pensa... hum... é impressão minha ou o guarda que está me segurando está meio displicente?

Jared P.O.V:

Nunca fui o maior fã do Alastor, mas mesmo para ele isso é baixo.

Enquanto digeríamos a situação em que nos encontrávamos o possessor da aura negra se aproximou de B rindo —debochadamente de nós— ele dispensou o guarda que a segurava e a aninhou em seus braços. B —como se sentindo que algo estava para dar MUITO errado— gemeu e se mexeu um pouco, mostrando que ela estava em um estado de semiconsciência, enquanto o estimado o “senhor Bishop” se dirigia a Ress:

— Então essa é a cordeirinha que capturou o seu coração? Honestamente, eu esperava mais, Ress, você estava cego pelo amor... mas apesar de não alcançar minhas expectativas, ela dá para o gasto.

Assim que ele terminou sua afirmação, ele moveu uma de suas mãos sobre um dos seios de Bliss, ela já estava consciente o suficiente para entender o que estava acontecendo e tentou se desvencilhar do homem possuído, mas ele a apertou contra ele, falando:

— Na na na cordeirinha amarela, ainda não acabamos... vamos mostrar para o Ress o que podemos fazer juntos...

Ress estava sendo segurado por T.J e Evan, urrando como um animal, pronto para acabar com Alastor, mas era isso que a aura negra queria, precisávamos pensar em algo rápido! Antes que B fosse molestada seriamente!

Estava queimando os miolos, tentando achar uma solução para o nosso problema, porém eu estava ficando cada vez mais nervoso, pois o “senhor Bishop” estava aproximando seus lábios dos de Bliss, que tentava se debater, mas sem resultado, contra o seu captor e estava ficando cada vez mais difícil segurar Ress, estava tão desesperado e com tantas coisas passando pela minha cabeça que eu não conseguia formular nada! O que faremos agora?!

Megan P.O.V:

O QUE RAIOS ESTÁ ACONTECENDO?! Assim que eu me livrar desse saco o Alastor pagará caro! Estou ouvindo Ress urrar irado, Bliss está resmungando coisas como “não” e “me larga” se aquele monstro estiver fazendo o que eu acho que está fazendo eu juro mata-lo assim que eu me livrar desses sacos da minha cabeça e mãos. Eu estava amaldiçoando a tudo e a todos até que escutei um barulho repentino e pessoas se agitando ao meu redor, WTF?! EU QUERO VER O QUE ESTA ACONTECENDO?! Ouvi “Bishop” gritar para os guardas: “SEGUREM ELES! ” e sons de lutas ao meu lado, até que senti alguém soltando minhas mãos e sussurrar: “É o Jared, só me segue!” nós corremos e corremos e corremos mais um pouco... até o Jared me empurrou para dentro de algum lugar... só sei que dava para sentar... opa! Perai... se as minhas mãos estão livres eu posso tirar esse saco da cabeça! Assim que tirei aquela coisa vi que estávamos na van, fugindo o mais rápido daquele lugar... espera... cadê a B?! Estava para manda-los parar quando percebi que ela estava nos últimos bancos sendo cuidada por Ress e T.J... bom... eu gostaria de parar para matar o Alastor, mas eu acho melhor deixar para outra hora... agora eu me contento em saber o que aconteceu enquanto eu estava “encapuzada”... melhor ir falar com o Jay.

Jared P.O.V:

A Meg ficou muito curiosa para saber o que aconteceu, então expliquei da melhor maneira possível, inclusive a parte da cena desconfortável que aconteceu entre B e Alastor, nessa hora a atmosfera no carro esfriou consideravelmente e não só por causa do poder da M. Todos ali gostariam de esquecer daquela cena, mas sabíamos que não seria assim tão fácil... enfim, expliquei a ela que Jo voltou ao seu corpo e esperou uma oportunidade para atacar seu guarda de surpresa e que antes disso ela me avisou para ficar atento e pronto para atacar e correr, assim que ela o fez, eu fui para cima do guarda de Megan e soltei suas mãos enquanto Evan descobria uma nova habilidade: quando ele toca nas pessoas ele pode copiar os poderes dela por curto período de tempo e como ele estava ajudando T.J a conter Ress ele foi capaz de levantar um pedregulho e lança-lo sobre os guardas e do Alastor, nos dando a brecha que precisávamos para escapar dali, o resto foi tranquilo, eu peguei e guiei Meg para o carro, enquanto Evan levava B —por meio de levitação— para o nosso meio de escape, com os outros nos seguindo de perto e foi assim que escapamos; despistamos os capangas da aura negra a alguns minutos e, aparentemente, Bliss escutava a minha explicação também, ela começava a se recuperar da pancada na cabeça que recebeu dos guardas, porém, ao escutar o meu relato, seu emocional quebrou... não consigo imaginar o que ela deve estar sentindo... só sei de uma coisa com certeza, ela nunca será a mesma de novo e isso é desolador para todos nós, principalmente para T.J e Ress que, por sinal, ainda não à soltou e agora tenta confortá-la. Tenho um pressentimento horrível de que essa é só uma amostra grátis do que Alastor fará se nos capturar; isso não acontecerá, não enquanto eu viver. Nunca pensei que sentiria isso por pessoas fora do meu círculo familiar, mas, apesar de mal conhecer alguns deles, esses indivíduos se tornaram algo como uma família para mim e farei tudo em meu poder para protege-los mesmo que para isso eu tenha que perder a minha vida... Jared, concentre-se! Você tem de guiar T.J para o Novo México e colocar o máximo de distância entre aquele monstro do seu grupo, guia-los para um paraíso temporário, afinal precisamos de algum lugar para curarmos nossas feridas, tanto externas quanto internas.

Ress P.O.V:

Agora que estou um pouco mais calmo, propus ao grupo que parássemos na fronteira do estado de Nevada para acamparmos, precisamos descansar, delinear o que faremos daqui em diante e —principalmente— precisamos nos unir e nos conhecer melhor, para que sejamos mais unidos e para que aquele monstro não nos jogue um contra o outro. Ninguém estava em posição para discordar, estávamos esgotados. Assim que chegamos na fronteira encontramos uma pequena estalagem no meio do deserto e decidimos nos alojar lá pela noite, enquanto B, T.J e eu fazíamos uma fogueira na parte de trás do hotel os outros solicitavam algo para o nosso jantar; quando nos reunimos no fim da tarde um silêncio mórbido recaiu sobre o grupo, eu tinha que fazer algo para tentar quebrar o gelo, então falei:

— Gente, não foi um dia fácil para nenhum de nós, mas nós temos que conversar sobre tantas coisas, mas principalmente precisamos saber o máximo possível sobre cada um de nós, para podermos nos defender contra... aquela coisa.

A grande maioria olhou para o chão, demonstrando um sinal de relutância, contudo o olhar de B estava fixo no meu, me encorajando a prosseguir com a ideia.

— Ok... eu vou primeiro...

Contei a eles sobre meu irmão, sobre seu relacionamento com Alastor e sobre a sua morte que agora parecia muito ter sido uma ação da maldita aura negra, contei sobre minha obsessão por jogos indie e por coisas geeks e sobre o meu amor por jardinagem, contei sobre minha mãe e sua depressão que começou logo depois do meu pai morrer, contei tudo, não omitindo nada, mesmo coisas consideradas bobas como a minha cor favorita. B foi a próxima, contou sobre as suas mudanças incessantes até pedir para seus pais pararem quando ela tinha nove anos para completar a escola com tranquilidade, a escolha do seu nome, a maneira de vida dos pais e de suas inseguranças apesar de ser uma garota popular, sobre sua paixão compartilhada com T.J e seu relacionamento com este, de sua filosofia de sempre tratar os outros o melhor possível e de como ela se sentia suja depois do ocorrido hoje. Depois de B a roda continuou, ao lado de B estava Jared que contou muito sobre sua vida prévia na Inglaterra e da profissão arriscada de seu pai e, por causa desta, seu treinamento em artes defensivas e marciais, a mudança para os Estados Unidos, quando ele me conheceu, que eu fui seu primeiro amigo e a pressão de ser o filho de um Sir e a pressão que ele mesmo coloca em si para ser uma pessoa tão maravilhosa e corajosa quanto o seu pai. Jo foi a próxima, explicando a sua descendência japonesa e a influência desta na sua vida, a pressão por excelência que seus pais exerciam nela, sua infância no Canadá, a saudade que ela sente de sua amiga de infância que ela deixou lá e de como ela provavelmente será deserdada de sua família por ela ter fugido de casa... ela começa a chorar tão intensamente que B se levantou e se ofereceu para levar Jo para se acalmar um pouco na hospedaria enquanto T.J contava sobre a sua vida, sobre sua real paixão por música, como ele ficou feliz em encontrar Bliss que compartilhava dessa paixão, da falta de compreensão de sua mãe sobre o rumo que ele escolheu tomar e sobre a estoicidade do pai diante dessa situação e de como ele se sentia reprimido e obrigado a seguir a carreira de cirurgião que seria herdada de seu pai, também explicou que ele colocava uma fachada exterior na escola de felicidade sendo que, por dentro, ele estava ferido e enfurecido e que agora ele se sentia livre finalmente. Assim que Jo e B voltaram, Evan começou seu relato.

Evan P.O.V:

O temido momento chegou, meu relato...

— Não... é fácil... falar do que aquele monstro fez comigo, eu sinto por todos vocês, mas eu posso dizer com convicção, que a minha história vai dar um banho na de vocês... bom... até os nove anos tudo foi normal na minha vida, minha mãe trabalhava em um alto cargo em uma empresa de astronomia e meu pai era veterinário, mas, como ele atendia os animais na nossa casa, ele sempre estava comigo e ele era demais, o melhor pai do mundo... até eu completar nove anos, aparentemente, o... monstro possuiu o meu pai e o controlou, fazendo com que ele me maltratasse, dizendo que eu era fraco e inútil e que eu tinha que endurecer para sobreviver ao mundo adulto e assim ele fez... ele me batia, insultava, me destruía e eu não entendia porque? O que eu tinha feito? Foi por isso que do nada eu mudei tanto, B.

Assim que falei seu nome, a garota me olhou de forma inquisitória e surpresa.

— Eu li seus pensamentos sem querer, eu ainda não sabia dos poderes, foi por isso que eu fui daquele garotinho afável e feliz para essa pessoa amarga e revoltada.

Ela me olhou nos olhos, e dessa vez, não a bloqueei como normalmente eu faria na escola, deixei que ela vise tudo, toda a dor e sofrimento, acho que ela captou o que eu queria passar, pois ela estendeu sua mão para mim em um gesto que gritava: perdão, eu te julguei mal, peguei sua mão e a empurrei na minha direção, fazendo com que ela se levantasse de seu lugar na roda, e a abracei sussurrando:

— Está tudo bem B, não tinha como você saber... e obrigada... o seu pedido de desculpas me faz sentir como aquele garotinho.

Ela me abraçou de volta, enterrando sua face no meu pescoço e sussurrou de volta:

— Você ainda é aquele garotinho... ele só está machucado...

Senti ela sorrindo no pescoço e por alguma razão escutá-la dizer isso me fez incrivelmente feliz, eu realmente era aquele garotinho de novo! Apertei ela no abraço e ela riu com a minha ação, infelizmente o momento tinha que terminar, assim que nos soltamos e nos acomodamos novamente nos nossos lugares continuei com minha história:

— Anyway... depois de uns anos de convivência com meu pai possuído, meus pais se divorciaram e isto foi uma proposta do pai. Sempre achei que ele tinha feito isto por não se importar mais com a família dele... mal eu sabia que ele tinha feito aquilo para me proteger...

Todos ficaram em silêncio, mas não um silêncio cheio de tensão, mas sim um silêncio cheio de condolência por mim, nunca tinha sentido isso desde o meu pai! Eu ainda não estou pronto para falar isso para eles, mas estou feliz por ter estas pessoas na minha vida.

Resolvi quebrar o gelo e falar sobre meus gostos, assim como Ress fez, minha cor predileta, meu gosto por krump e minha afeição por biologia, que foi uma surpresa para os meus novos amigos.

Terminei o meu relato e me virei para a última pessoa que faltava para falar: a Megan, só que em vez de estar pronta para falar ela estava olhando para baixo e estava tremendo, não conseguia ver seu rosto, mas podia ter certeza que ela estava em pânico, estava para encostar em seu ombro para reconforta-la, mas antes que eu pudesse fazer isso, ela falou com seu rosto cheio de lágrimas:

— Eu matei meus pais!

Todos gelamos e olhamos para ela de maneira inquisitória e surpresa...

—Megan, como assim? Você perdeu seus pais em uma avalanche.

Ela respirou fundo e falou em uma voz fraca:

— Ele me fez fazer isso... meus pais... nunca foram ideais... assim que eu comecei a manifestar os meus poderes, sem querer, quando eu passava por emoções muito intensas, eles... não sabiam como reagir... e me batiam. E o Alastor começou a me atormentar e um dia ele me deixou nervosa e com raiva e... os meus poderes causaram a avalanche, era neve... eu matei os meus pais...

Todos ficaram em silêncio, alguns olhando para o chão, outros para Meg, outros para qualquer lugar menos para Meg. Estava pronto para consola-la, mas percebi que os músculos das pernas pela estavam prontos para atividade e a posição delas também estavam em um ângulo para sair correndo, prevendo o que ela faria. Segurei o braço de Meg, bem na hora que ela se levantou para fugir de nós.

— Evan!? Me deixe em paz!

Não a escutei, enquanto ela se debatia, eu a aproximava de mim, a abracei e ela continuou se debatendo.

— Meg... não foi culpa sua...

Com isso, ela parou de se debater e se agarrou em meu moletom, colocando os olhos para fora. Nossa... e eu achando que eu tinha a pior história, sinto por Megan, mas eu me sentia melhor, pois eu não estava sozinho... nenhum de nós estava sozinho, todos passamos por dificuldades, algumas piores do que outras, mas agora tínhamos um ao outro, éramos uma família e eu sabia que outros estavam sentindo o mesmo que eu.

Virei-me para Ress e falei com toda a sinceridade que consegui invocar no momento:

— Apesar de tudo, foi uma boa ideia, senhor líder...

Ress arregalou os olhos com o meu comentário e olhou para os outros, todos corresponderam o seu olhar, ninguém precisava falar nada, já nos compreendíamos tanto que entediamos um ao outro sem precisar de palavras, com isso, Ress foi escolhido como nosso líder.

T.J P.O.V:

Após a nossa sessão de troca de histórias e segredos e da “nomeação” do nosso líder conversamos mais um pouco sobre trivialidades, afinal precisávamos quebrar o gelo depois da nossa conversa anterior, porém Megan ainda estava tensa. Quando tive a oportunidade, perguntei o que estava errado com ela, depois de respirar fundo Meg falou que seria bom termos dois líderes, para caso um se machucasse ou... bem, acho que dá para entender, concordamos com ela e com isso uma votação rápida foi feita e assim B se tornou a mão direita de Ress, afinal eles já se dão MUITO BEM (*tosse tosse* eushippo *tosse tosse*) e os dois se equilibram e conseguem concordar um com o outro, como Jo falou, tão diferentes, mas tão parecidos ao mesmo tempo... aiai... anyway depois dessa decisão, já era quase uma da manhã, então voltamos a estalagem para dormir um pouco —até as quatro para ser mais especifico— para retomarmos a estrada para Phoenix assim que acordássemos.

Como Jay e eu lidamos bem com a falta de sono, fomos escolhidos para sermos respectivamente os primeiros motorista e navegadores do dia, sendo que iriamos revezar com os outros a cada hora na estrada, porém, assim que cruzamos a fronteira Nevada-Arizona Ress começou a passar mal! E de tal forma que Jo teve que entrar na mente dele para tentar descobrir o que ele tinha, pois ele estava com tanta dor que não conseguia falar, contudo quando ela voltou ela disse que só conseguiu ver uma coisa na mente do nosso recém nomeado líder, a aura vermelha, projetando coordenadas... mais especificamente 45° 17′ 39″ N, 111° 56′ 28″ W. Bem... nosso plano original seria ir para o Novo México, mas se tem uma coisa que aprendemos é que nunca é uma boa ideia contrariar as nossas auras, então nova localização, onde quer que você esteja, aí vamos nós.

Notas finais
... Aiai, o que posso dizer? Fazia muito tempo que eu não postava, então -para compensar- fiz um capítulo mais longo. O que acharam? E vocês podem me dizer para onde o grupo está indo? Deixem um comentário e façam uma Prongs feliz! Obrigada por ler e até o próximo. Mil beijos!! *aparata para a cozinha! Lunch time!!*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.