Collision

1 01 | Simba e Nala não são tão amigáveis


Notas iniciais
What's up, bitches?!

Então, aqui estou eu com o primeiro capítulo do meu mais novo xodó que eu planejo escrever faz algum tempo já.

Eu nem devia está postando essa fanfic, mas eu não me aguentei ksksks.

Well, vejo vocês nas notas finais.

SER UM MEIO-SANGUE É PERIGOSO E, PRINCIPALMENTE, ESTRANHO.

Sim, estranho.

E eu falo isso por experiência própria. Sério. Quantas vezes você já foi procurado por Afrodite durante uma prova muito importante para sair lutando contra monstros nos lugares mais inusitados possíveis porque ela perdeu sua escova de cabelo, novamente?

Já fui tantas vezes que não há como contar nos meus próprios dedos. Porém, eu não posso negar que já vi situações mais estranhas que os lugares que Afrodite penteia seus cabelos. As minhas primeiras contas e a conta de um centauro vestido para um baile em meu colar comprovavam isso.

Meus primeiros anos no Acampamento Meio-Sangue foram estranhos, mas o verão mais estranho que eu presenciei era, com certeza, o com a imagem de centauro com um vestido de baile — que nunca mais sairia da minha mente. Aquele tinha sido um ano, realmente, muito estranho.

Mas nós, semideuses, éramos felizes — de certa forma, eu acho — apesar da vida problemática. Eu, com toda certeza, gosto desta família disfuncional que pertenço e fui criada. As situações que vivermos chegam até mesmo ser suicidas, já que na maioria das vezes — praticamente sempre — nós mesmos nos colocamos em perigo por apenas sermos quem somos. Também podemos culpar o maldito cheiro que temos e que apenas os monstros conseguem sentir.

Sinceramente, você deve pensar que eu sou louca por ficar falando sozinha. E eu não nego, talvez eu seja mesmo louca. Porém, eu estou apenas tentando prepara-lo para qualquer sentimento de déjà vu quando a história realmente começar. Eu recomendaria que você desistisse de ler o resto se já sentiu algo estranho com apenas esse começo, mas quem desistiria de ler algo que possivelmente o matará? Eu, com toda certeza, não desistiria.

Meu nome é Lynx McKinnon.

E, sim, exatamente como a constelação e o termo cientifico para Lince.

Tenho onze anos de idade recém-completados na noite anterior. Infelizmente, continuava sendo a mais nova entre os meus amigos e tratada como um bebê. Não nego que, de certa forma, eu adorava toda atenção que recebia.

Eu poderia partir de qualquer ponto da minha vida curta e infeliz para contá-lo sobre o destino de todo o mundo, mas tudo realmente começou a dar mal nesse dois de julho, quando eu finalmente estava voltando para um dos dois lugares que eu chamo de casa: o Acampamento Meio-Sangue.

Deuses, eu conseguia sentir o meu coração querendo pular para fora do meu peito de tão ansiosa que eu estava para rever os meus amigos.

Graças a minha capacidade de manipular a névoa, fiz com que a escola me adiantasse e quando chegamos na metade do segundo semestre do ano escolar eu já estava livre dos estudos. Eu não tinha ido antes para a Colina Meio-Sangue, porque, como eu disse, o acampamento não é o único lugar que eu chamo de casa. E também tinha feito uma promessa a Jason que passaria o nosso aniversário de onze anos com ele. Porém, ele e esse lugar são histórias para outro momento.

Enfim, aquele ano tinha terminado de forma boa e eu esperava que esse sentimento continuasse até, no mínimo, o fim do verão e se estendesse para o próximo ano.

Eu estava terrivelmente enganada ao alimentar a minha esperança de vida normal.

Desde que eu saí do aeroporto e entrei no primeiro táxi vago que eu consegui achar — quase sendo atropelada no processo, porque eu praticamente me joguei no meio da rua e em sua direção para não perdê-lo —, tudo estava indo normal até que o motorista freou bruscamente e o meu corpo foi para frente, fazendo com que eu batesse a minha testa no assento vazio.

— O que foi isso?! — eu praticamente gritei com raiva enquanto massageava a minha testa que começava a latejar — Senhor? — chamei quando não recebi uma resposta, então olhei para onde ele deveria estar e não tinha ninguém, apenas a porta aberta. Grunhi. — Sério isso?! — exclamei olhando para cima — O que eu fiz para merecer isso, Zeus?! Seu grandíssimo idiota! — um trovão soou tão alto que quase senti os meus ouvidos doerem. Revirei os meus olhos. — Foi mal.

Só não faça chover, por favor.

Zeus deveria estar de mal humor, já que com o meu silencioso pedido o céu simplesmente escureceu. Ótimo, além de presa e sozinha no meio de um dos terríveis trânsitos de Nova York, ainda teria uma tempestade para piorar o dia.

— Maravilha! — exclamei sarcástica para mim mesma, enquanto eu deslizava o meu corpo inteiro no banco de trás até estar deitada de forma torta, mas confortável. Eu estava quase dormindo quando eu escutei gritos e alguém batendo na janela do táxi.

Nem posso mais dormir em paz, era só o que faltava.

— Saia do carro, criança! — eu estava disposta a ignorar o desconhecido, mas o tom desesperado da pessoa fez com que eu me sentasse ereta e tão rápido que a minha coluna doeu.

— O quê?!

— Fuja! — ele gritou, antes de simplesmente sair correndo de novo. Certo.

Revirei os meus olhos e pendurei a minha mochila nos meus ombros, antes de finalmente sair do carro amarelo e contemplar o caos que estava aquela avenida. Mulheres, homens e crianças estavam correndo e berrando em todas as direções possíveis que eu conseguia ver, seus gritos por ajuda misturavam-se com o barulho de alarmes dos carros, sirenes e da água que escapava em uma terrível abundância dos hidrantes espalhados na calçada.

— EI! — berrei quando uma adolescente qualquer puxou o meu braço com força — Me solta, louca!

— LEÕES! — a garota berrou de volta, fazendo com que eu franzisse o cenho.

— O quê?! — gritei em resposta, tentando me soltar do seu aperto enquanto ainda corríamos desesperadamente — Me solta, garota! Ou eu vou apelar. — ela não fez nada, apenas segurou mais forte o meu braço enquanto me puxava pelo caminho. — SOCORRO! Alguém me ajuda! Têm uma louca me sequestrando!

— Cala a boca. — ordenou, me puxando para um beco e empurrando o meu corpo contra a parede. Qual o problema dessa garota? — Ninguém vai ajudar você.

Sério isso?!

— Morra, monstro! — eu a empurrei com os meu braços, finalmente, livres de seu aperto e direcionei a minha mão esquerda ao pingente prateado com o formato pontiagudo que se misturava no colar de contas que eu usava. Puxei-o com força, logo tendo minha visão levemente cegada por causa do brilho forte que o mesmo emanou ao transforma-se na minha espada de bronze celestial; a primeira que eu tive. Apontei a ponta diretamente no pescoço do ser em minha frente.

— Isso é uma espada de verdade?! Que legal! — ela exclamou, aproximando suas mãos para tocar a lâmina. Eu afastei a arma antes mesmo que ela tentasse encostar a ponta dos seus dedos nela. Olhei para ela de forma ofendida. Garota ousada. Ninguém encosta na minha preciosa sem permissão. Ela nem pareceu perceber o meu ato hostil de tão animada que ficou de forma repentina. — Agora eu entendi. O seu pingente tem forma pontiaguda porque se assemelha com a ponta da sua espada!

— Ah, sério? — ironizei, olhando-a com o mais puro tédio.

— É a primeira vez que vejo alguém com uma espada, é tão legal! — gritou a garota, aproximando-se de mim e tocando na minha espada. Fuzilei-a com o meu olhar, mas ela nem se abalou enquanto falava sem parar — Geralmente, eu vejo seres humanoides. Monstros, sabe? É tão estranho que, às vezes, eu acho que sou louca.

— E você nunca foi atacada? — perguntei, girando a espada duas vezes antes de encostar seu cabo no colar. O brilho cegante veio de novo quando a arma tornou-se o pingente novamente.

— Legal. — sua voz soou pausada e como se estivesse sussurrando apesar do tom normal — E não. Nunca fui atacada, acho que eles não sabem que eu os vejo. É bizarro.

— Você é mortal. — afirmei, franzindo o cenho.

— Sou. E você, não é? — eu ri de leve, percebendo só agora que as pessoas ainda gritavam no meio da rua.

— Não exatamente. — respondi, fazendo com a a garota me olhasse brevemente desconfiada, antes de rir alegremente o que parecia ser mais um riso de nervoso. Foi quando eu finalmente reparei nela. Olhos azuis marcantes e sardas em abundância eram o que mais se destacavam, além do cabelo loiro e a palidez. Ela era baixinha e parecia ser mais velha que eu. Estiquei a mão direita em sua direção e sorri o mais amigável que eu sabia. — Lynx Elinor McKinnon.

— Delilah Le Roux-Jensen. — respondeu a loira, apertando minha mão de volta enquanto sorria abertamente.

— O que diabos vocês estão fazendo aí?! Fujam! — gritou um homem desconhecido, entrando no beco e segurando nossos pulsos, pronto para puxar nós duas para o caos novamente até que dois leões saltaram no meio do caminho e olhando para nós três.

Simba e Nala, em pessoa — ou em animal, o famoso live-action —, estavam bem na nossa frente e nos olhando como se fossemos sua próxima e apetitosa refeição. E éramos, infelizmente. Nós três andávamos para trás a cada passo que os predadores andavam em nossa direção, e eu temia pensar que podíamos estar muito próximos do final do beco.

— Quando você disse leões, eu achei que era negócio da névoa. Não os animais em si. — eu falei para Delilah, sentindo a mesma segurar o meu pulso.

— Houve um acidente no zoológico, e alguns animais acabaram fugindo. — a loira me respondeu. Nenhum de nós tinha desviado o olhar daquelas feras.

— O quanto são "alguns"? — perguntei nervosa, engolindo em seco.

— Têm certeza que você quer saber? — questionou o homem desconhecido, fazendo com que eu o fuzilasse com os olhos.

— Se eu estou perguntando é porque eu tenho certeza, idiota.

— Praticamente, a metade dos animais escaparam. — sussurrou a resposta receoso, após alguns minutos. Simba rosnou para nós, como se não aprovasse a nossa conversa.

— Pare de resmungar, Simba! Até parece que não viveu anos com Timão e Pumba para ficar reclamando da nossa conversa. — eu falei como se estivesse conversando com alguma pessoa, não com dois carnívoros famintos.

Nala rugiu tão alto que fez todos os meus pelos se arrepiarem.

Hécate, me ajude.

Olhei brevemente para trás, percebendo que estávamos quase no final do beco. E foi quando a palavra portal veio como um estalo na minha cabeça, como se uma voz tivesse sussurrado bem baixo tal informação. Eu te amo, Hécate!

Discretamente, eu me escondi atrás de Delilah e do homem para que os animais não percebessem os gestos que eu iria fazer com as minhas mãos. Olhei para mesmas, certificando que os meus dois anéis — um dourado e outro prata — estavam nos meus dedos, especificamente o do meio de cada mão. Suspirei pesadamente. Eu só tinha aberto um portal uma única vez, que não deu muito certo. James ainda têm medo e sai gritando escandalosamente quando eu faço alguns truques que se assemelham a magia usada para abrir o primeiro portal que eu tinha feito.

Virei de costas para eles lentamente, me preparando para fazer o meu truque. Juntei minhas mãos, as esfregando para criar certo atrito entre os anéis enquanto murmurava as palavras em grego do feitiço. Afastei minimamente minhas mãos, observando que dos anéis começou a sair a névoa roxeada especifica que parecia eletrizada. Então, separei minhas mãos o suficiente para que não percebessem o que acontecia.

Observei a névoa roxeada eletrizante ficar envolta das minhas mãos. Eu conseguia sentir a magia, era como se meu corpo recebesse mini descargas elétricas toda vez que a usava e eu me arrepiava por completo.

Primeiro, girei minhas mãos no sentido anti-horário, o que pareceu formar um L roxo na minha frente. Em seguida, girei no sentido horário e a imagem roxa de um sinal positivo foi completa. Ainda murmurando o feitiço, percebi que estávamos quase sem tempo. Redirecionei as minhas mãos para o meio da figura — com a mão esquerda sobre a direita — e a empurrei, ampliando-a. Pronto, lá estava o meu portal aberto para Long Island.

Eu abri um sorriso orgulhoso, que se desfez quando o portal recém-aberto começou a se fechar.

É, eu tinha que treinar mais.

Virei-me de frente rapidamente, segurando Delilah e o senhor desconhecido pela gola da camiseta e me joguei para trás, puxando-os comigo enquanto Nala e Simba pulavam na nossa direção. O portal se fechou logo após que tínhamos atravessado.

Teria sido um sucesso se não fosse por um único problema: eu, a loira e o homem que eu não fazia a minima ideia de onde surgiu estávamos despencando de uma altura que, com certeza, deixaria várias partes do corpo arranhadas.

Alguém gritou, e eu sabia que tinha sido o homem.

Caímos no meio da rua, e saímos rolando por alguns segundos. Eu sentia o asfalto contra minha pele exposta e aquilo queimava, os novos machucados já começando a arder, assim que paramos de rolar. Ficamos deitados ali por minutos.

— Ai. — disse uma Delilah ofegante, me fazendo rir de forma sofrida já que o meu abdomen começou a doer quando eu ri.

— O desconhecido desmaiou, não foi? — passei a língua pelos meus lábios secos, achando a minha mochila poucos metros longe de nós.

— Exatamente. — ela suspirou, rindo de leve — Por favor, que a próxima vez que nos encontrarmos não haja mais leões famintos soltos em Nova York.

— Ou portais. — adicionei, olhando-a de canto.

— Principalmente, isso! — exclamou — Olha que eu nem tinha percebido que era isso o que você fazia de costas. — ela olhou para mim sorrindo — Não faça mais. Sério.

Suspirei, me levantando rapidamente e o meu corpo implorou novamente pelo chão. Eu me arrastei até onde estava a minha mochila e coloquei novamente suas alças sobre os meus ombros e voltei até onde estavam Delilah e o desconhecido. A garota estava com um telefone no ouvido, ainda deitada. Esperei até ela terminar para ajudá-la a se levantar.

— Eu preciso ir. — falei baixo, observando-a pelo canto de olho assentir levemente com a cabeça. O cabelo loiro estava todo despenteado e o rosto sujo — Long Island.

— Como?

— É onde nós estamos. — respondi, sorrindo animadamente — E onde você pode me encontrar.

Então, eu sai andando rapidamente, deixando-os para trás. Conseguia ver o grande Pinheiro de Thalia na colina mais próxima, mas ainda sim bem distante.

— Como você pode ter tanta certeza que nos veremos de novo?! — gritou a loira, pouco antes de eu pensar em entrar na imensidão verde.

— Lembre-se que as Parcas são traiçoeiras. Elas colocaram você no meu caminho, e não foi atoa, Delilah! — gritei de volta — Além do mais, você sabe o meu nome! E isso é algo poderoso.

Simplesmente, não a dei a chance de responder já que eu tinha adentrado aquele lugar cheio de árvores e começado a habitual trilha imaginária até a Colina Meio-Sangue. Eu tinha um pressentimento bom, até que poucos minutos depois de caminhada eu escutei um rosnado familiar que fez com que eu parasse de andar subitamente. Fechei os meus olhos e virei para trás lentamente.

— Você de novo, Nala?! — gritei frustrada quando abri os olhos e encarei a leoa. Parece que um deles tinha passado junto conosco.

Infelizmente, ela estava sem paciência para brincadeiras. Eu não tive tempo para fugir correndo, o animal simplesmente começou a correr e saltou na minha direção. Gritei aterrorizada, eu sou muito jovem para morrer. Levei minhas mãos ao meu rosto como se elas fossem me proteger e acabei caindo para trás.

Fechei os olhos esperando pelo pior que nunca veio. Quando abri novamente os olhos, a primeira coisa que percebi foi uma camada fina e escura — parecia aquela névoa roxeada, mas aquela era mais escura e não era tão eletrizante, assemelhava-se com o universo. E Nala, a leoa vingativa, não estava mais lá.

Então, eu fiz a coisa mais sensata do dia. Eu me levantei e gritei o caminho todo que eu resolvi correr até o Acampamento. Apesar da dor e do súbito cansaço estarem pedindo para que eu me jogasse no chão e dormisse ali mesmo.

Eu corri tanto e gritando que nem percebi quando já tinha chegado em um dos lugares que eu chamava de casa.

Mas era tarde demais para parar.

Acabei tropeçando em alguma pedra no caminho e desci rolando a Colina Meio-Sangue.

Notas finais
O que acharam do capítulo? Ficou bom, ou tem algum erro?

Nem perguntem de onde eu arrumei essa ideia de como fazer um portal, apenas surgiu enquanto eu tomava banho por causa dos gestos estranhos que eu faço. Se acostumem que terão mais. *insira um grito aqui*

Gente, eu amo Rei Leão. E eu não resisti, tinha que colocar alguma referência. Resolvi escolher leões mesmo ao invés de monstros, dá uma diferenciada das demais histórias, sabe?

Falando em referência, pegaram mais alguma? *moon face*

Sim, eu sei que Delilah não está no cast da fanfic e eu não vou colocá-la lá no momento. Essa é a única vez que ela aparece em Collision, foi uma criação de último momento *risos*. Porém, ela retornará *insira moon face aqui again*. Ah, caso queiram saber, eu vejo minha doce mortal Delilah como a Freya Mavor.

Não se esqueçam dela, gente!

No próximo capítulo, o resto do cast original irá aparecer e alguns personagens de pjo também. Além de um certo velho barbudo também rs.

Well, eu tenho que ir.

Qualquer dúvida é só perguntar.

Beijos de purpurina púrpura!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.