Collide

3 Capítulo 2 - I'll be there for you


Notas iniciais
oi amores! demorei pra escrever pq estou cheia de seminários pra apresentar na faculdade e 'tá tudo uma loucura. Viram os novos episódios?? estou bem surtada com eles... enfiiiiim, espero que gostem desse capitulo, apesar de eu achar que poderia ter sido bem melhor, já que teve muito romance... ops boa leitura :)

Felicity descia a escada da mansão dos Queen evitando fazer qualquer tipo de barulho e se guiando pela lanterna de seu celular para que não houvesse chances de cair, o que com a sorte que julgava ter, com certeza aconteceria se estivesse no escuro. Já se passavam de duas da manhã e ela deveria estar dormindo, mas simplesmente seus olhos não conseguiam se fechar. Não era a primeira vez que sofria de insônia, estava acostumada a não conseguir pegar no sono quando sua mente era invadida por cenas do dia do acidente.

Ela costumava rondar pela sua casa, quem sabe comer algo quando isso acontecia, mas normalmente o que funcionava era o colo de Sara a fazendo se sentir quase completa e menos culpada, sua amiga de infância era quase seu refúgio e tê-la por perto era um alivio. Mas ali naquela mansão ela não tinha Sara, a amiga estava em sua casa com sua família há alguns metros dela, matando as saudades ou a essa hora simplesmente dormindo e seria injusto ligar agora só porque não conseguiria dormir. Assim como seria injusto acordar Caitlin, ela muitas vezes conseguia ajudá-la a passa por cima as suas feridas, mas que agora já devia estar no décimo sono, mesmo que ela tivesse dito que qualquer problema ela poderia ser acordada. Então decidiu que talvez tomar um copo de água fosse uma boa idéia e era isso que estava indo fazer naquele exato momento, seguindo seu caminho para a cozinha que ela esperava lembrar onde ficava quando escutou o barulho da porta sendo aberta atrás dela.

No primeiro segundo Felicity foi tomada pelo medo, podia ser um ladrão, um assassino em série, um mendigo com fome, algum tarado, ela não sabia e deveria continuar não querendo, mas no segundo seguinte ela foi contra todos os seus instintos e se virou em direção a porta que se fechava e então o viu. Oliver olhou assustado para ela, ele estava com a blusa aberta e o seu abdômen envolto a uma atadura que tinha uma mancha vermelha em um dos lados. Ele começou a caminhar lentamente e ela percebeu que ele mancava, desfez a sua postura surpresa e caminhou em sua direção apoiando em seus ombros.

– Oliver, por Deus! – Falou com certa dificuldade já que o peso que carregava era bem considerável, mas com certo esforço conseguiu o guiar até a sala e o sentar no sofá se sentando ao seu lado em seguida finalmente o encarando, sua expressão não era de dor, nem de longe, ele ainda não havia falado nada apenas o encarava como se buscasse palavras para justificar o que havia acontecido. – Como? — Ela disse sussurrando o analisando. Seu rosto estava indecifrável a fazendo ficar cada vez mais preocupada.

–Você não precisava se preocupar, eu estou bem – ele disse quase como se pudesse ler seus pensamentos, mas não levou muitos créditos já que me seguida quando tentou se levantar voltou a sentar no sofá devido à perna. – talvez nem tanto, mas vou ficar – ele disse sério e se levantou resignado começando a mancar em direção a escada escondendo sua feição de dor.

– Você pretende ir até onde mancando assim? – Ela suspirou. O conhecia tão bem, mesmo estando há quase dois anos sem se falarem, ela o conhecia melhor que a si mesma se duvidar. – deixe-me o ajudar – aquelas palavras tinham certo efeito sobre ele e sabia que o significado era mais profundo do que segurar sua mão enquanto subiam a escada. Ele parou antes do primeiro degrau apoiando seu peso na perna não machucada e segurando a si no corrimão esperando ela se aproximar, quando ela o fez então eles subiram. Em silencio nesse silencio familiar e nada constrangedor, até mesmo agradável. O silencio com ele era confortável, a presença um para o outro bastava. Mesmo que para ele isso tenha um significado a mais.

Enquanto caminhavam pelo corredor Felicity não deixou de pensar que cuidar de Oliver com toda certeza melhoraria sua insônia, gastaria seu tempo e se tivesse sorte não resultaria em alguma briga, na verdade parecia uma ótima desculpa pra tentar se reaproximar do amigo sem qualquer conversa esclarecedora de fatos antes. Algumas portas passaram desde que chegara ao segundo andar e finalmente o quarto dele em sua frente.

– Não precisa entrar – disse abrindo a porta – consigo me virar daqui. – sua voz não era rude, era um alerta gentil para que ela se afastasse antes que tudo entre eles desmoronasse em gritos e brigas como normalmente acontecia nos últimos tempos, como há dois anos atrás ou mais. Mas ela queria cuidar dele e sentir que não eram dois conhecidos, ainda eram os melhores amigos de infância. Ela queria aquela amizade de volta, sabia que aquele elo entre eles era forte demais pra ser quebrado. Mas ele não entendia, era egoísta demais para saber que Felicity se arriscaria para que pudessem ser amigos como antes, que não importa o que estava o fazendo se afastar ela não desistira. Ao menos era o que ela achava quando ele falou aquilo.

Oliver queria protegê-la, queria que ela se afastasse de algo que não pensou quando saiu bufando antes do jantar de mais cedo. Queria que ela ficasse longe de toda essa loucura que ele havia se metido desde que ela havia partido, mesmo que ela fosse à razão. Queria que ela não entrasse demais e o fizesse voltar atrás em suas decisões.

– Deixe-me entrar, só quero te ajudar, Oliver. Quero estar aqui por você, como sempre esteve por mim. – ela sentia culpa por ter o afastado por tanto tempo. E ele viu isso no olhar que ela lançou. Era sua melhor amiga parada na sua porta pedindo, suplicando para ajudá-lo. E ele sorriu doce abrindo espaço para ela, sabia que poderia se arrepender depois, mas era Felicity ali. Nada tinha realmente mudado afinal. Mesmo que ele quisesse colocá-la longe dele agora.

***

Oito anos e meio antes

Felicity nunca se sentiu tão derrotada em toda sua vida, estava sozinha em seu baile de formatura e uma música lenta havia começado a tocar. Precisou respirar fundo para que as lágrimas que queriam sair de seus olhos não caíssem e borrassem sua maquiagem tão perfeita que Thea havia se engajado em preparar.

Seu date daquela noite havia furado com ela há uma hora, bem quando já estava completamente pronta apenas a sua espera para ir. Cooper nunca havia sido o melhor namorado do mundo, mas dispensa — lá na noite que deveria ser memorável para ela já era um pouco demais, até mesmo para um cara como Cooper. Babaca. Felicity quis desistir de tudo, mas Sara não deixou, alegou que ela e Tommy ficariam ao seu redor a noite toda e que nenhum idiota metido a garanhão estragaria a noite dela.

Então Felicity foi, mas depois de alguns minutos, e principalmente quando Tommy e Sara foram dançar a primeira música lenta juntos, Felicity sentiu aquele gosto amargo na boca de novo, o gosto da derrota. De ser largada, mesmo que tivesse dito que tudo bem ele irem dançar, não queria ser um fardo para os amigos que já estavam fazendo de tudo para que pudesse se divertir. Ela estava só quando todos estavam dançando. Ou se pegando. Não importa o que estivessem fazendo todos tinham um par. Que inferno, não? Ela estava sentada em uma daquelas estúpidas mesas redondas no começo do ginásio do colégio com uma estúpida tolha de mesa lilás e seu rosto apoiado em uma de suas estúpidas mãos.

Felicity não era nenhuma machista, sempre achou que mulheres deveriam ser fortes e tão independentes quanto os homens, mas isso é um pouco difícil quando se tem 18 anos e o seu namorado te dá um pé na bunda a poucos minutos antes do seu baile se formatura. Qual é? Ela queria um acompanhante com ela agora. Todas as garotas ali tinham um (ou uma). Tinham um corsge no braço e ela só queria se sentir assim. Não que ela amasse Cooper, mas ele era algo, tudo bem que algo que ela chutaria após terminar o colégio, mas era seu hot date e ele não tinha o direito de larga — lá e ainda trazer outra para o baile. Tornando tudo muito mais humilhante.

Bufou, definitivamente frustrada, se levantando da mesa. A segunda música lenta havia começado a tocar e ela não parecia estar no humor para ficar sozinha quando tinha planejado essa noite como sendo perfeita e memorável há semanas. Até mesmo um namorado havia arrumado em um tempo recorde. Mas assim que Felicity virou em direção à porta ela o viu. Lá estava ele é toda sua beleza.

Oliver Queen estava parado na porta do ginásio vestido com aquele maldito smoking cinza que o deixava extremamente sexy e sua gravata borboleta exatamente do mesmo rosa bebê perolado que dava cor ao vestido que ela usava, ele parecia procurar algo quando a avistou. Era ela quem ele procurava e quando a viu caminhou a passos apressados em sua direção parando bem a sua frente.

– Ollie? — perguntou confusa, afinal — que diabos está fazendo aq... — antes que ela concluísse sua frase ele fez sinal com a mão para que ela parasse de falar e tirou de dentro do seu paletó uma flor para seu pulso branca com rosa fazendo-a o encarar chocada enquanto, sem ainda dar uma única palavra, ele pegava seu braço e depositava a flor em seu pulso.

– achei que precisasse de companhia para hoje — falou sorrindo quando ela ainda encarava o corsage em seu pulso perplexa — pensei que fosse gostar de dançar com alguém no seu baile. — então ela finalmente o encarou encantada. Seu melhor amigo era a junção de tudo que ela precisava naquele momento e ele estava ali, abdicando de alguma noite de bebedeira do seu primeiro ano de faculdade para dançar com ela em um baile que ele nem havia sido convidado.

– Como soube? — foi o que conseguiu dizer quando o olhou, mas antes que ele falasse a palavra saiu fácil da boca da mesma — Thea — ele concordou — claro que foi Thea. — Ela suspirou enquanto ele ainda sorria — Oliver, escuta você não precisa está aqui, esta tudo bem, não tanto no momento, mas sei que ficará. Não é sua obrigação, eu já ia embora mesmo, você não tem que escutar ordens de sua irmã, não que você seja um pau mandando, só estou dizendo que provavelmente tem outras pessoas que querem sua companhia agora, não que eu não queira é só que você não...

– hey– ele a interrompeu sério, o que foi estranho já que normalmente nesses momentos em que ela tropeça nas palavras ele é o primeiro a gargalhar — eu quero estar aqui com você e não por obrigação. Não me importa se outras pessoas querem minha companhia, Não importa o que. Nesse exato momento você precisa de mim e não há outro lugar no mundo que eu deveria estar se não aqui do seu lado, sendo o seu acompanhante. — ele finalizou e ela sorriu pela primeira vez desde que havia saído de casa aquela noite, mesmo sendo apenas um levantar de lábios.

– tem certeza disso? — ela já sabia a resposta, mas precisava que ele falasse.

– mais do que a certeza que preciso de ar para continuar vivo — falou rindo agora.

– tecnicamente...

– Felicity! — ele a repreendeu rindo

– Ok... Ok eu entendi. Você tem certeza que quer está aqui.

– eu sempre vou estar aqui pela minha melhor amiga. essa foi à deixa perfeita para que Felicity sorrisse tão puramente como Oliver julgava que nenhuma outra garota da idade dela sorria quando olhava pra ele. Isso foi demais pra ele que parecia a mesma criança de dez anos atrás quando estava com ela, sempre um passo a frente dele sem ao menos saber, sempre sabendo como o deixar vulnerável. E eles ficaram se olhando enquanto a música terminava ao fundo, se olhando em silêncio, mas nada constrangedor, na verdade era como se eles fossem o lar um do outro. Quando as primeiras notas de collide ecoaram pelo ginásio Oliver estendeu a mão para a amiga em um gesto de demonstrar o que desejava e os dois foram para a pista de dança improvisada mais ao meio. As mãos dele invadiram a cintura dela quando os braços dela envolviam a nuca dele e sua cabeça descansava em seu peito.

– aí meu Deus — começou ela em tom de brincadeira — estou dançando com Oliver Queen e ele é meu acompanhante! Alguém me segure, por favor!- falou baixo fingindo um tom histérico e fazendo Oliver rir.

– Qual é, Liss? Sou um cara como todos os outros — disse ainda se balançando com ela nos braços.

– para metade das meninas aqui você é um sonho de consumo – falou levantando a cabeça e olhando em seus olhos ainda rindo.

– só para metade? Outh– se fingiu de ofendido e logo depois gargalhou quando ela deu um leve tapa em seu braço — E você entra nessa metade? — seu sorriso se esvaiu e ele realmente queria saber

– você é muito mais que um sonho de consumo Ollie, você é minha realidade, meu melhor amigo. Sei que sou a única menina, não família, que você nunca foi um completo babaca. Me sinto bem privilegiada com isso.

– isso doeu – falou ainda se fingindo de ofendido — tem Sara também — ele se limitou a dizer e Felicity riu. Ao menos ele sabia o Don Juan sem jeito que era.

– tem Sara também, mas ela é namorada do seu melhor amigo — piscou pra ele e voltou a se deitar em seu ombro — o ponto é que você é quase como meu príncipe encantado sem a parte do beijo na boca.

– podemos resolver isso — ele sussurrou em tom de brincadeira, mas no fundo sabia que era verdade, que era o que ele queria. Felicity riu alto e ele continuou fingindo. Fingindo que não doía pensar nela com outro e que não doía ela o ver como um irmão. Sabia que ele era muito pouco pra aquela mulher fantástica que ela sempre fora. Inteligente, linda e guerreira. Não existia espaço para ele. Ele sabia que era o príncipe que ela falava só porque não teve a chance de estragar tudo. Ela sempre seria sua boneca de porcelana e ele desejava que um dia fosse bom o suficiente para aquela mulher que era seu mundo sem nem ao menos saber.

– sabe, sempre achei Cooper um imbecil — falou Oliver quase no final da música depois de um tempo em silêncio. — entende que podia ter me chamado para ser seu date desde o princípio?

– não queria que pensasse que...

– Felicity, você é minha melhor amiga, pare de achar que não me importo com você. Já falei que sempre estarei aqui — Oliver tirou as mãos da cintura dela e segurou seu rosto com as duas mãos fazendo-a olhar bem nos olhos dele, a aproximação era perigosa demais, quem os olhasse de fora diria que era um casal a apaixonado. Sara e Tommy observavam a cena com curiosidade enquanto a música dava suas últimas notas e batidas. Ele sabia que ela não entenderia o sentido por trás das palavras que iria falar. Mas mesmo assim o faria. — eu amo você, Liss. – sussurrou

Ela sorriu com a singela declaração do amigo e o abraçou forte. Nunca queria o perder, ele era quem a fazia feliz quando nada mais podia.

– Também te amo, Ollie! — ela falou em um sussurro em seu ouvido. Ele sorriu triste. Ela nunca entenderia o que ele sentia e se dependesse dele, ela nunca saberia também. Mas quando se tratava de Felicity, ele não ligava pra seus próprios sentimentos. E sabia que por mais que doesse nele de todas as formas, ele estaria lá por ela.

***

Agora

– Vai me dizer onde conseguiu uma queimadura de terceiro grau no seu joelho? – A, agora, loira perguntou enquanto espalhava uma pomada no local e Oliver fazia algumas caretas de dor. – Vou ter que acordar sua mãe para que me responda? – a raiva era evidente em sua fala e sua feição, até mesmo no jeito que tratava o machucado do amigo.

– Isso de chamar a dona Moira não funciona mais comigo – Falou rindo entre uma careta de dor e outra. Enquanto Felicity começava a fazer um curativo com gazes e sorriu esperta. Nada muito serio, mas o faria abrir a boca.

– Talvez se eu apertar mais a gaze... – ela começou a pressionar o curativo com um pouco mais de força até que ele soltasse um pequeno urro de dor.

– Já entendi — começou falando meio que gritando baixo devido a dor que sentia enquanto fechava fortemente seus olhos. – Pare de me torturar, ok? – Ele disse e ela parou de pressionar a gaze voltando a fazer o curativo cuidadosamente. – vou lhe contar – ele suspirou pesadamente, se lembrando de como havia conseguido aquilo naquela noite, ou como sua ferida em seu abdômen havia aberto novamente. Quando ela sorriu largamente terminando o curativo e o encarando atrás das respostas.

***

Algumas horas atrás

– Oliver atrás de você – Diggle falou pelo comunicador enquanto via a imagem dele pelo monitor de uma câmera de segurança das docas. Oliver deu uma cotovelada atingindo em cheio o estomago de um dos tais fantasmas que estavam assombrando a sua cidade há algum tempo.

Aproveitou que ele se curvou de dor para mudar de posição ganhando vantagem para puxar seu braço até as costas em um movimento rápido e eficaz para causar dor. Seja o que for que eles tenham ido fazer ali já tinham cumprido seu objetivo e estavam prontos para sumir quando o arqueiro chegou para uma briga.

Precisava saber o que eles eram e algo dentro de Oliver tinha certeza que eles estavam relacionados com os supostos acidentes ocorridos com sua família e de outras pessoas importantes para ele. O cara o qual segurava o braço resmungava algo em uma língua que ele não conhecia. Parecia algo do oriente médio, uma língua morta? Não sabia, mas se fosse isso faria jus ao nome de fantasmas atribuídos a eles.

– Sabe que posso quebrar seu braço, pare de lutar contra! – Falou com a voz alterada pelo modulador e puxando mais ainda o braço do tal fantasma fazendo-o urrar de dor. – Me conte quem esta por trás disso que o deixo sair com vida. – O problema é que vida não era algo que ele prezava.

– nunca – ele sussurrou e para a surpresa de Oliver um cheiro estranho saiu dele, algum gás tóxico Oliver supôs rapidamente, mas não deu tempo de controlar seus efeito, seu braço amoleceu liberando o homem que segurava e o mesmo caiu de joelhos no chão, ele estava prestes a tentar reagir quando uma explosão perto de sua perna o fez cair longe e sentado com seu joelho em carne viva e o sutura que havia feito semana passada devido a um tiro no abdômen aberta.

Sua visão começou a ficar turva e não entendia o que havia acontecido. Aquele cara por acaso era um homem bomba? Ele explodiu bem na sua frente. Ele se matou. O raciocínio faltava e aos poucos foi tomado por uma escuridão.

***

Agora

– Quando eu saí daquele jeito antes do jantar... – Oliver começou hesitante. Claro que não lhe falaria a verdade. Simplesmente não podia virar para Felicity e dizer que ele era o vigilante de Star City. Ele mentiria, e talvez essa mentira quebrasse todo esse vinculo que eles estavam reconstruindo

– deixe-me adivinhar, você não tinha problemas da QC para resolver – ela começou antes que ele falasse algo e ele a encarou surpreso. Eles estavam sentados em sua cama como nos velhos tempos em que viravam a noite conversando. Ela o conhecia bem demais para saber quando estava mentindo ou achava que conhecia. Aquela desculpa tinha sido extremamente esfarrapada, quem tinha problemas com a empresa às oito da noite? Ele era o chefe. O dono. Oliver não era tão responsável assim. Não quando se tratava da QC

– Tommy me chamou para o Verdant – Agora uma desculpa na qual ela acreditaria, já que vivia duvidando se sua índole. – Como sabia que eu estava mentindo? – Perguntou antes que continuasse com a história que criara a caminho de casa para caso alguém perguntasse sobre sua perna.

– Oliver, eu conheço você – ela simplesmente falou. Ele ficou tentado a dizer que mais como há cinco anos quando as coisas começaram a desandar entre eles, ela não o conhecia tão bem agora, ela só conhecia a parte do que foi aquele Oliver de quatro anos atrás. – e também depois que te vi chegar a casa foi só ligar um mais um, a não ser que a maquina de café tenha explodido bem no seu joelho e algum atirador tenha entrado bem na hora e atirado em seu abdômen – ela disse e ele fez uma careta – eu estou loira, mas não tanto assim.

– como falei, Tommy disse que queria minha ajuda no verdant, sabe que não nego nunca ir até lá – Não negava antes e é claro que não negaria agora, ele nunca iria muda para ela. Felicity concordou com a cabeça e fez um gesto que ele prosseguisse. Tommy, na verdade, queria me apresentar uma de sua amiguinhas, claro que a intenção dele era das melhores, mas o problema é que a garota tinha namorado e muito ciumento

– Oh – Felicity juntou um mais um e entendeu o que ele quis dizer sem que ele precisasse prosseguir com a farsa do verdant. Teria que avisar Tommy que o usara como álibi. – Não avisaram para ele que estaríamos na cidade? – Ela perguntou agora tentando entender o porquê de ele ter tirado Oliver de casa antes mesmo do jantar. Não, ela não estava com raiva dele. Sabia que ele tinha medo de se aproximar dela e estava fugindo com medo que ela rejeitasse sua amizade de novo, mas ele tinha que saber que ela não o faria.

– Não, desculpe Fel, não tem nada a ver com você. – Ele não precisaria arrumar desculpa para isso. Tommy realmente não sabia que ela viria. Por apenas um único motivo – Ele e Sara...

– Ele nunca a superou? – Felicity disse torcendo o nariz – Não precisa me falar sobre isso. É Tommy — Ela suavizou a expressão. – Esta se sentindo melhor?

– Acho que agora só preciso dormir – Ele suspirou se arrumando na cama. Vestia apenas a bermuda de um pijama, ela já tinha o visto em menos trajes isso não era motivo pra eles se envergonharem. – estou exausto.

– e essa é minha deixa pra ir embora – Felicity falou e direcionou seu olhar para ele, mas se desconcentrou um minuto quando seus olhos passaram pelo abdômen desnudo de Oliver. Não tinha o direito de ser tão bonito assim. Sabiam que eram amigos e que já tinham se visto em menos trajes, mas ela não podia negar o quanto ele era atraente e o quanto estava mais atraente com o tempo. oh frack, quando ele iria parar de ser tão sexy? – Obrigado – sibilou rindo da loira que agora estava mais vermelha que um tomate.

– Eu disse em voz alta? – Ela perguntou mesmo a resposta. Ele acenou com a cabeça rindo – merda – resmungou baixinho se afastando para sair da cama.

– Sempre soube que também era seu sonho de consumo, Liss – Falou a provocando quando ela já estava saindo pela porta. E ela parou por um segundo virando-se de volta para o amigo, antes de fechar a porta. A surpresa passava pelo seu rosto, mas também estava feliz.

– Senti falta que me chamasse assim, Ollie

Notas finais
por favor não deixem de comentar e deixar a opinião de vocês, queria muito ter um feedback de vcs. Me digam o estão gostando, os casais que querem ver, o que vcs querem que eu explore ou algo que ficou confuso, gosto de ter essa interação com meus leitores. até próximo cap.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.