Colisão - Garras e Deduções
3 2. Chegada, interrogatório e... Corpo - parte I
Quando John acordou não se surpreendeu ao constatar que Sherlock já tinha preparado tudo pra viagem, sendo que o detetive até tinha feito suas malas, e o medico até se perguntava como o amigo tinha entrado em seu quarto sem que percebesse, pois desde o exercito tinha adquirido o habito de se manter alerta até mesmo dormindo, então a única coisa que restava pro medico era se arrumar e questionar o detetive sobre o tal caso.
A viagem não demorou, sendo que os dois haviam viajado de jato e John não precisava pensar muito pra saber com quem Sherlock havia conseguido aquilo, pois o nome Mycroft era a primeira coisa que vinha a sua mente. Realmente ele nunca ia entender a relação dos irmãos Holmes.
– Minha relação com Mycroft é mais formal do que fraternal. – pronunciou o detetive enquanto dirigia.
John nem mais se surpreendia quando Sherlock respondia a perguntas que nem havia feito. O detetive parecia ler sua mente ou algo assim, sendo que eles haviam chegado há algumas horas e agora, em meio à alvorada, estavam no carro que o moreno tinha alugado e o mesmo dirigia tranquilamente pela rodovia em direção ao destino, a dita Beacon Hills.
– Bem incomum. – pronunciou John depois de uns minutos se ajeitando um pouco melhor no banco do carona e o medico estava com seu notebook no colo. – Então já tem algum palpite sobre o caso?
– Palpite, John. – pronunciou Sherlock rindo.
– Você entendeu Sherlock. – disse o medico um pouco sem graça.
– Palpites, eu não tenho John. – falou. – Só... Uma ou duas idéias. – e antes que John o questionasse continuou. – Então, o que me diz do caso, John? Gostaria de uma segunda opinião.
John mesmo querendo saber quais eram as idéias que o amigo tinha resolveu responder a pergunta.
– Bem estamos indo pra Beacon Hills investigar a morte de um garoto, que tinha por volta de dezessete anos, num jogo de Lacrosse. – começou, nunca havia ouvido sobre aquele tipo de esporte antes. – E também pra investigar o desaparecimento do corpo do mesmo. É isso? – falou, pois Sherlock só tinha lhe dado poucas informações até o momento.
– Correto John. – pronunciou o detetive fazendo uma curva. – Então o que você acha que aconteceu no campo de Lacrosse naquela noite?
– Pelo que o email diz: Ao final do jogo as luzes se apagaram por um tempo causando uma agitação nas pessoas e quando se acenderam o corpo do garoto estava caído no chão com ferimentos no abdômen. – relembrou. – E os paramédicos que haviam o socorrido disseram que os ferimentos pareciam ter sido feitos por algum animal, no entanto é estranho por que... – disse abrindo o notebook e abrindo o email. – Nos depoimentos que ele nos mandou não há relatos das pessoas ouvirem um animal e nem mesmo o rapaz, Jackson Whittemore, gritou por socorro ou algo parecido.
– Oh John! – exclamou o detetive sorrindo. — Aos poucos você esta aprendendo a observar, mesmo que tenha deixado passar alguns pequenos detalhes.
– E quais seriam? – perguntou o medico cruzando os braços, esperando que o amigo fizesse sua minuciosa e perfeita analise.
– A questão das luzes. – começou o detetive. – É incomum que luzes desliguem sem haver um blecaute em pelo menos parte da cidade, sendo que isso ocorreu apenas no campo.
– Poderia ser um problema no sistema. – colocou o loiro.
– Oh não! John. – pronunciou Sherlock. – Veja bem ocorreu uma morte, num lugar que havia varias testemunhas...
– Você quer dizer que o assassino apagou as luzes pra cometer o crime e não ser visto. – disse o loiro.
– Isso seria o seu palpite John. – disse o detetive com um meio sorriso, que fez John fechar um pouco a cara e fazer levemente aquele bico que Sherlock tanto adorava. – Desculpe-me eu não resisti. – falou ainda sorrindo vendo que John já deixara pra lá tal assunto por sua postura corporal. — No entanto precisamos ver as fotos dos ferimentos. – ditou.
– E o que tem eles?
– Isso é o que quero que me responda quando às vir. – disse o detetive. – Afinal você é o medico. – concluiu.
– Certo. – falou John.
Stiles acordou com o barulho estridente do despertador e gemeu irritado antes de silenciar o irritante aparelho enquanto lentamente começou a se levantar sentando-se na cama onde coçou os olhos e logo percebeu que dormira com a roupa que usara pra ir à casa do Hale e informar sobre o detetive, mas não ligou muito pra isso, e lentamente se dirigiu pro banheiro, onde em poucos minutos se livrou das peças de roupa e entrou debaixo do chuveiro, deixando a água quente começar a deslizar por seu corpo ao mesmo tempo em que se ensaboava, quando finalmente terminou se secou um pouco com uma tolha e logo a enrolou na cintura pra assim voltar pro quarto.
E ao andar em direção ao guarda-roupa Stiles meio que olhou pra janela e percebeu que timidamente a luz do sol começava a invadir o quarto, o que significava que o dia seria ensolarado, e com base nisso selecionou uma camisa preta, uma camisa xadrez de manga longa nos tons verde, cinza e preto e uma calça jeans, e assim que vestiu uma cueca boxer branca, as vestiu onde em seguida colocou os tênis, mas logo voltou ao banheiro, pra escovar os dentes e pentear os cabelos.
E devidamente pronto saiu do quarto e se dirigiu pra cozinha, onde seu pai já tomava seu café da manhã.
– Bom dia pai. – falou ao sentar-se à mesa e começar a colocar uma boa quantidade de cereal e leite numa tigela.
– Bom dia Stiles. – pronunciou o Xerife que terminava de tomar uma xícara de café preto. – Bem eu já tenho que ir. – informou se levantando e colocando a xícara na pia. – Até mais tarde.
– Até. – falou Stiles com a boca um pouco cheia antes de seu pai sumir pela porta da cozinha.
E o adolescente não demorou pra terminar de comer e tirar a mesa colocando a louça na pia pra que mais tarde, quando chegasse do colégio, pudesse lavar. E sem demora voltou ao quarto, onde escovou os dentes novamente, vestiu uma jaqueta fina e pegou a mochila, além das chaves do jipe e o celular e em poucos minutos saiu de casa e entrou no jipe jogando a mochila no banco do carona, e assim que ligou o motor e olhou no retrovisor, pra garantir que não havia ninguém passando, deu marcha ré e começou a seguir pela rua que dava acesso a sua casa, no entanto Stiles não percebeu que em uma casa que ficava perto de uns dos acessos da rua, não tinha mais a placa de aluga-se/vende-se e havia um belo e caro jipe preto na frente da entrada da garagem.
– Nossa me lembra um pouco a casa dos meus pais. – pronunciou John fascinado pela casa. Não percebendo que atrás de si o detetive tinha um sorriso de satisfação e encantamento, pois uma vez quando estavam conversando sobre banalidades o medico contara que no futuro gostaria de morar numa casa, que fosse um pouco parecida com a de seus pais já que tivera uma boa infância nela, isso com sua futura esposa e filhos. Bem esses dois pontos, esposa e filhos, eram irrelevantes pro detetive, pois aos poucos iria fazer John perceber que não precisava de mais ninguém além de si, do mesmo jeito que ele só precisava de John, e se o medico quisesse ter filhos, eles poderiam adotar ou então conseguir uma barriga de aluguel, simples não. – Pensei que alugaria um apartamento ou que ficaríamos num hotel. – pronunciou o loiro virando e encarando o detetive que, agora, estava com sua típica expressão enigmática. Sendo que depois o valor do aluguel seria reembolsado pelo cliente, não que Sherlock cobrasse, mas os clientes se sentiam na obrigação de fazer isso.
– Apenas quis mudar de ares. – falou o detetive com ar entediado. – Venha John, você precisa comer alguma coisa. – pronunciou Sherlock seguindo por um corredor e John o olhou intrigado antes de seguir o amigo, e ver que Sherlock havia entrado num cômodo que devia ser a cozinha.
– Como assim comer, Sherlock? Não deve haver nada na geladeira e nos armários. – falou, mas assim que entrou na cozinha viu que havia uma pequena mesa e sobre ela algumas sacolas de compras e Sherlock parecia procurar algo nelas. — Mas da onde saíram essas sacolas? — perguntou.
– Pedi pra imobiliária providenciar, assim não perderíamos tempo com as compras. – informou Sherlock sem olhar pro amigo. — Vou fazer o café e você prepara o resto. – ditou com um pote de café na mão e logo foi até uma pequena maquina de café que havia na bancada do armário.
– Você realmente é uma caixa de surpresas. – pronunciou o medico antes de começar a buscar alguma coisa que pudesse acompanhar o café, mas parou no meio do processo quando se lembrou de algo. – E, por favor, Sherlock não coloque nenhuma substancia estranha no meu café. – ordenou e o detetive lhe deu um curto sorriso.
Stiles tinha acabado de estacionar na primeira vaga que encontrara. E ao sair do jipe pegou a mochila e colocou sobre o ombro onde ao longe viu Scott conversando com Allison, os dois tinham passado por muita coisa meses atrás, mas o amor deles era forte o suficiente pra passar por cima de quaisquer provações, nesse quesito tinha uma pequena inveja do amigo. Mas logo percebeu Scott acenar pra si e se dirigiu até os dois.
– Bom dia. – os cumprimentou.
– Stiles. Scott me contou sobre esse tal detetive. – começou a morena serenamente.
– E você também não esta muito preocupada com isso. – afirmou, pois Allison estava tranqüila assim como todos os outros.
– Bem sim. – ela afirmou um pouco sem graça e continuou. – Mas acho que pelo menos devemos conhecer todas as peças no jogo. – afirmou como uma verdadeira Argent.
– Pelo menos alguém sabe usar a cabeça. – ironizou.
– Menos Stiles. – pronunciou Scott.
– Sabe que me refiro aquele projeto de Alpha. – falou fazendo Scott dar de ombros. – Bem eu pesquisei sobre ele. – informou se voltando pra morena. – E achei dois blogs. Um se chama: A ciência da dedução, que é o blog do próprio detetive e lá tem tópicos bem interessantes. E o outro é do Doutro John H. Watson, que esta com o nome dele mesmo, onde ele narra os casos que Sherlock já solucionou, com seu auxilio, ele deve ser o braço direito do detetive ou algum assistente, eu acho. Mas tenho que dizer que fiquei bastante surpreso com o que li. – disse por fim e logo os três ouviram o primeiro sinal e sem demora entraram no edifício e seguiram pra sua primeira aula.
Ao entrar na sala de Biologia Stiles se sentou ao lado de Danny, seu parceiro de laboratório, eles não eram amigos a principio, estavam mais pra colegas de atividades e trabalhos e também por causa do time, no entanto depois do que aconteceu com Jackson e depois que descobriu o que sentia por Derek ambos foram aos poucos se tornando mais amigos, já que Danny poderia lhe ajudar sobre o que sentia, quando quem sabe tivesse coragem de dizer isso pra alguém. Enquanto isso Scott sentou-se à mesa da frente com Allison. E em menos de cinco segundos Lydia chegou e atrás dela estavam apenas Erica e Isaac já que Boyd tinha uma grade de aulas um pouco diferente das deles, mas tinham aulas conjuntas de historia, geografia, e física pelo dia.
– Olá. – a ruiva disse pra todos antes de se sentar-se à mesa a frente de Scott e Allison, se voltando em menos de cinco minutos pra morena começando um pequeno assunto feminino.
Realmente não sentia mais nada pela ruiva, apenas um carinho de amigo.
– Então Stiles vai me levar hoje na sua moto? – perguntou Erica perto de seu ouvido, e a loira havia sentado-se na mesa atrás da sua com Isaac. E antes que pudesse responder seu parceiro de laboratório se pronunciou.
– Você dirige uma moto? – Danny lhe perguntou.
– Dirijo. – respondeu olhando o mais novo amigo. – Mas hoje eu vim de jipe. – informou à loira que não ficou muito desapontada.
– Ah certo. – disse Erica. – Mas não se esqueça disso. – ela afirmou e Stiles apenas lhe deu um aceno positivo.
– Que modelo de moto? – questionou o Mahealani.
– Ah é uma Honda antiga, mas eu a levei pro mecânico e pedi pra ele fazer algumas modificações e por causa disso, ela ficou meio parecida com a Honda Tornado. – respondeu.
– Legal, poderia me deixar andar nela. Prometo não arranhar a pintura, sou um motorista consciente. – pronunciou.
– Você sabe andar? – perguntou.
– Assim como você. – disse Danny divertido. – Eu tinha uma moto antes, mas ela foi roubada.
Stiles tinha ficado surpreso, e logo os dois começaram a falar sobre motos. Sendo que Isaac e Scott também começaram a participar do assunto, enquanto Erica resolveu falar com Allison e Lydia pra deixar ainda mais feminina à conversa da morena e da ruiva, no entanto Stiles já tinha percebido que Scott parecia não gostar muito da sua amizade com Danny, era como se estivesse com um pouco de ciúme, mas o que podia fazer, e também era uma forma de Scott ver o que sentiu ano passado quando o mesmo ficou mais com Isaac.
No dia que fora levado pelo caçador de Gerard, sabia que logo o amigo viria atrás de si e deixou claro isso pra Gerard quando ele apareceu, no entanto, no tempo que ficou ali, levando socos atrás de socos daquele velho ninguém apareceu. Ninguém. E no final Gerard lhe deixou ir, pois se cansara e vira que não conseguiria nada de sua boca. E andando de volta pra casa, no frio da noite sentiu finalmente as lágrimas quentes escorrerem por suas bochechas, se sentia abandonado, e aquilo doía mais que os socos que havia levado, sabia que Scott não tinha culpa afinal estavam acontecendo varias coisas ao mesmo tempo e o amigo quase não conseguia respirar, porém mesmo assim aquilo doía. E demais. No entanto logo voltou sua mente pro assunto da conversa com Danny e os demais.
Sherlock e John tinham tomado um breve café da manhã, sendo que o detetive só havia tomado uma xícara de café. E nesse momento ambos se dirigiam pra casa do cliente, o Sr. Whittemore.
– Como sabe que ruas pegar pra chegar lá? – perguntou o medico, pois Sherlock dirigia por aquelas ruas tranquilamente, sem nem usar o GPS, como se morasse em Beacon Hills há anos.
– Memorizei todas as ruas daqui enquanto você dormia. – informou o detetive. – Veja chegamos. – anunciou parando o jipe preto na frente de uma bela e moderna casa. Onde sem demora saírem do veiculo.
– Essa casa se destaca e muito das outras. – comentou John olhando as casas vizinhas que eram mais clássicas, enquanto subia uma pequena escada pra porta de entrada com Sherlock.
– O que mostra claramente a diferença de nível social. – comentou Sherlock, antes de tocar a campainha e em poucos minutos à porta foi aberta por um homem.
– Em que posso ajudá-los? – pronunciou um homem alto, mas não tão alto quanto Sherlock, e este usava um terno azul marinho, camisa social branca e não usava gravata.
– Sr. Whittemore. – pronunciou o detetive serenamente, após seus olhos analisarem o homem a sua frente.
– Quem gostaria? — perguntou intrigado, afinal nunca vira aquele homem antes.
– Sherlock Holmes.
– Oh! Sr. Holmes é um prazer conhecê-lo pessoalmente. – falou David depois de uns minutos e logo estendeu a mão pra cumprimentar o detetive, mas Sherlock não mexeu um músculo pra apertar a mão do homem. John vendo isso resolveu interferir, pois o amigo não era muito fã de contatos físicos.
– Igualmente. – falou chamando a atenção do homem pra sua presença.
– E você? – perguntou o advogado.
– Doutor John Watson. – no entanto não fora o medico que pronunciara, mas sim Sherlock. – Meu melhor amigo. – completou, mas em parte queria ter dito outra coisa.
– Oh. É um prazer. – pronunciou o Sr. Whittemore estendendo a mão ao loiro que apertou.
– Digo o mesmo. – disse o medico educadamente.
– Vamos entrem. – falou o homem dando passagem pros dois que entraram e logo os guiou pra sala e fez um gesto pra que os dois se sentassem. — Gostariam de uma xícara de chá ou café? – perguntou ao se sentar no sofá a frente dos dois.
– Não obrigado. – John respondeu.
– Estou realmente surpreso o Senhor me respondeu ontem e já esta aqui. – começou. – E eu não o reconheci sem o chapéu. – comentou Davi.
– Não era meu. – informou Sherlock meio emburrado, não gostava que as pessoas comentassem daquele chapéu, e não percebeu que John se segurou pra não rir da expressão aborrecida que fizera. — Então Sr. Whittemore poderia me passar os fatos do caso? – pronunciou Sherlock ao advogado.
– Ah sim Sr. Holmes, se quiser podemos ir à delegacia pra que o Senhor veja o resto dos depoimentos e relatórios do inquérito. Eu não pude mandar tudo porque sabe como é a burocracia. – falou o homem pronto pra se levantar, mas a voz do detetive o fez parar.
– Sim, seria bom. – concluiu. – No entanto nesse momento gostaria de ouvir todos os fatos da sua própria boca. – ditou autoritário.
– Se não se importa. – completou John educadamente pro homem, pela falta de tato do amigo, e logo tirou do casaco seu caderno de anotações, pois diferente de Sherlock que retém todas as informações em seu palácio mental o loiro usava o velho e pratico ato de anotar.
– Oh claro. – concordou o Sr. Whittemore se ajeitando melhor no sofá e sem demora começou a relatar tudo ao detetive e ao medico.
Peter Hale podia ser considerado algum tipo de psicopata, mas o lobisomem sabia bem que não devia ignorar certas coisas, por mínimas que fossem. Enquanto Jackson treinava sozinho do lado de fora e Derek tinha saído, ele estava pesquisando sobre o que Stiles os havia comunicado, o tal detetive de nome Sherlock Holmes. Vasculhando pela internet o Hale mais velho logo encontrou o blog do Doutor John H. Watson, onde havia vários relatos dos casos resolvidos pelo detetive e ao ler alguns o lobisomem ficara entre o divertimento e o fascínio, realmente o humano tinha uma capacidade incrível.
Mas logo Peter percebeu que o blog tinha um atalho que levava ao blog do detetive e não pensou duas vezes antes de clicar no atalho, onde foi direcionado pra outra pagina, essa de tons mais escuros, que tinha vários tópicos e sem demora se colocou a ler, leu por volta de dez tópicos do blog e foi o bastante pro lobisomem ver que o detetive era uma peça que não devia ser ignorada.
Derek estava no posto de gasolina enchendo o tanque do camaro, e enquanto esperava o tanque ficar cheio, pensava nos últimos acontecimentos, sendo que além do Pack de Alphas ele também tinha que se preocupar com Gerard, que podia não estar em boas condições, mas conseguira sair daquela fabrica abandonada sem que percebesse.
No entanto, mas um tópico lhe vinha em mente, e esse tópico estava com o titulo: Stiles. O adolescente estava mais do que envolvido em tudo desde o começo e por mais que estivesse incluído no treinamento, Derek sabia que por mais que o Stilinski fosse esperto ele era apenas um humano que não teria muitas chances contra um Pack de Alphas, e até os Argents com seus anos de treinamentos e historia estavam receosos sobre isso, já que tal fato – um Pack unicamente de Alphas — nunca acontecera antes. Mas continuando em Stiles, o Alpha não sabia o que pensar ou concluir, era fato que o adolescente lhe irritava, no entanto não conseguia ignorá-lo e tão pouco suas ameaças faziam muito efeito em Stiles, era como se adolescente fosse um completo enigma pra si. Algum tipo de oposto. Uma peça de um complexo quebra-cabeça que não sabia onde encaixar, pois sabia que o quebra-cabeça de sua vida estava completo, no entanto seu lado lupino parecia lhe dizer que havia um lugar que não estava preenchido. Um lugar que por mais que Derek procurasse não conseguia achar, e isso lhe irritava. No entanto foi tirando de seus pensamentos quando percebeu que o tanque já estava cheio e logo colocou a mangueira de volta na bomba e deixou o local.
Depois de mais ou menos duas horas onde o detetive e o medico ficaram ouvindo o Sr. Whittemore, sendo que demorou um pouco mais por que Sherlock interrompera algumas vezes o homem dizendo pra que o mesmo parasse de ser entediante ou então não repetisse o que já sabia. John até ficara um pouco constrangido pela atitude do amigo e, algumas vezes, tinha que dar uns pequenos puxões de orelha no detetive, no entanto eles logo conseguiram boas informações.
Neste momento ambos se dirigiam pra delegacia, o Sr. Whittemore até quis acompanhá-los, mas Sherlock dispensou o homem na sua forma mais sutil, sendo que tal palavra não havia no dicionário do detetive pra pessoas que não fossem John. Apenas o medico merecia sua gentileza. E em menos de meia hora Sherlock estacionou em frente à delegacia.
– Estamos aqui pra ver o Xerife Stilinski. – pronunciou John assim que adentraram no local pra policial feminina que estava na recepção.
– A quem devo anunciar? – perguntou à policial olhando intrigada pros dois homens, já que nunca os tinha visto pelas redondezas.
– Sherlock Holmes. – pronunciou o detetive e logo completou. – Ele já sabe que viríamos.
– Ah certo, aguardem um minuto. – falou a mulher os deixando sozinhos e depois de uns cinco minutos retornou. – Podem entrar, é a primeira porta da esquerda.
– Obrigado. – falou John antes de seguir Sherlock.
E em poucos passos os dois chegaram à sala do Xerife onde Sherlock entrou sem ao menos bater na porta que já estava aberta.
– Então qual dos dois é o Sr. Holmes? – perguntou James olhando pros dois homens.
– Eu. – falou Sherlock. – E esse é meu amigo Doutor John Watson. – disse.
– Ah é um prazer. – falou o Xerife estendendo a mão pro detetive que fez a mesma coisa que fez com um Sr. Whittemore.
– Igualmente. – pronunciou o medico estendo sua mão ao Xerife que o cumprimentou.
– O Senhor é medico? – perguntou o Xerife pro loiro após soltar sua mão.
– Há sim. – afirmou John.
– Gostaria de ver o relatório. – pronunciou Sherlock chamando a atenção do homem.
– Entendo Sr. Holmes, mas gostaria que o Senhor cooperasse conosco como eu vou cooperar com o Senhor, sendo que nem precisaria que Davi Whittemore conseguisse uma procuração pra isso. – pronunciou o Xerife.
– O Senhor gosta do termo que duas cabeças pensam melhor que uma. – afirmou Sherlock.
– Certo... – disse James, mas antes de continuar Sherlock lhe interrompera.
– Por isso não se opõe que eu, um detetive de outro país, estivesse no caso também. Mas em parte o Senhor esta receoso afinal por causa de um tipo de brincadeira de seu filho quase perdera o cargo de Xerife mesmo que mais tarde tenha sido readmitido, mas mesmo assim esta se esforçando nesse caso, pois o Sr. Whittemore é uma pessoa bastante influente, principalmente pelo fato de ter conseguido uma procuração em meu favor em poucas horas, no entanto isso são meros detalhes. – disse rapidamente enquanto o Xerife o olhava meio espantado.
– Como sabe disso? – questionou James.
– Observando – disse. – Mas considerai sua sugestão de cooperação, então poderia me entregar o resto do relatório.
– Por gentileza, Xerife. – completou John depois de uns minutos, pois o homem ali parecia meio atônico com a capacidade e o jeito do detetive.
– Oh certo. – respondeu James se virando pra sua mesa e pegando uma pasta de tom pastel e logo a entregou pra Sherlock.
Assim que pegou a pasta o detetive rapidamente a abriu e folheou alguns paginas pra achar o que queria no momento, já que podia ler os depoimentos e as anotações mais tarde, e logo encontrou o que queria. As fotos. No total eram cinco. Duas de corpo inteiro e três dos ferimentos, e sem demora Sherlock as colocou sobre a mesa do Xerife e se voltou pra John.
– O que me diz dos ferimentos, John?
E automaticamente o medico começou a olhar com atenção as fotos. Analisando bem os ferimentos, sendo que nunca tinha visto ferimentos daquele tipo, pareciam que tinham sido feitos por algum animal, mas ao mesmo tempo não.
– O legista disse que pode ter sido um animal. – informou James.
No entanto Sherlock ignorou o homem.
– John. – pronunciou o detetive.
– As perfurações parecem ser profundas e eles cobrem parte do abdômen. O objeto que as fez tinha por volta de cinco laminas e foi afundado e puxado, o que resultou nesse tipo de ferimento.
– Certo. – pronunciou Sherlock. – Mas sua primeira visão dos ferimentos, no que eles lembram?
– Algo parecido com garras. Garras de algum animal. – falou. – Mas Sherlock, você disse que não podia ser um animal, no entanto essas fotos mostram que foi um animal. – disse olhando confuso pro detetive.
– Como assim Sr. Holmes? – pronunciou o Xerife. – Como não pode ter sido um animal? O legista disse que foram feitos por um animal. E agora mesmo, o Doutor Watson afirmou isso também.
– Irrelevante e irrelevante. – pronunciou Sherlock com cara de entediado. – Esse é o máximo que suas mentes simplórias e mal-usadas conseguem chegar. – falou cruzando os braços.
E os dois loiros não gostaram nada do jeito que o moreno falou.
– Então porque não nos esclarece Sherlock. – falou o medico cruzando os braços e olhando serio pro amigo.
– Vejam. – falou o detetive apontando pra uma das fotos. – As perfurações realmente parecem ter sido feitas por garras, mas nenhum animal de todo globo terrestre teria capacidade de provocar esse tipo de ferimento, pois se fosse feito por um animal teria entre três a quarto perfurações e aqui temos cinco, e a quinta esta bem nítida. – afirmou fazendo ambos, médico e Xerife, olharem com mais atenção as fotos e por causa do que Sherlock havia dito foi que eles realmente perceberam que os ferimentos não pareciam ter sido feito por algum tipo de animal. – Sendo que nenhum rastro de animal foi encontrado. – afirmou e olhou pro Xerife que nem precisava afirmar ou negar sua afirmação, pois estava totalmente correto como sempre. – Então Xerife. – pronunciou o detetive. – Gostaria que me mostrasse à cena do digamos crime e que informasse ao diretor do Colégio que eu quero interrogar alguns alunos que nesse momento devem estar em aula, não todos os envolvidos apenas aqueles mais próximos da vitima. Amigos, namorada, adolescentes com quem Jackson teve algum desentendimento... Mas vou precisar disso também. – falou pegando as fotos e a pasta dos relatórios. – Vamos John temos muito que fazer. – ditou saindo da sala.
O caso poderia parecer simples, mas desde que Sherlock tomou os fatos viu que havia algo mais naquilo tudo e não descansaria até descobrir.
E o detetive só faltava dançar de tão animado que estava.
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