Notas iniciais
Gente, último capítuloooo! Muito obrigada por acompanharem e lerem até aqui! Amei os comentários, os favoritos e a recomendação! Espero que gostem e me desculpem pela demora! Boa leitura!

Novamente, me vi naquele tribunal completamente branco, com pequenos pontos pretos no alto, que eram os Conselheiros:

– Sabe por que está aqui?

Um deles me perguntou.

– Porque eu falei com uma humana.

– Você está errado.

Ele respondeu á sua própria pergunta. Mas por quê? Eu não tinha entendido, eu tinha descumprido com as regras, eu estava errado:

– Você achou uma brecha nas regras.

O outro disse.

Isso me deixou realmente assustado. Eu tinha aceitado, eu sabia que iria morrer naquele tribunal, mas ele resolveu me dar uma esperança. Por que?

Antes que eu pudesse os perguntar sobre o meu feito, aquela voz que soava mais alto, novamente ecoou pelo salão, batendo nas paredes e fazendo um eco quase interminável:

– Você é incrível! – Pude ouvir seus passos até atrás de mim — Você achou uma brecha numa lei dos Colhedores! Talvez você tenha vindo com algum defeito, sabe-se lá de onde tenha vindo, mas veio.

– Eu não estou entendendo Comandante.

– Adam... É assim que ela te chama, certo?

– Sim.

– Primeiro... Você se comunicou de forma que ela não compreendesse por completo, fez uma... Religião. Ela acredita na sua existência, mas ainda não sabe o que você é, talvez ela pense que você é um Deus.

– Isso é um elogio?

– Quase.

– Eu não esperava por elogios.

– Nem eu esperava elogiar alguém um dia, mas meus parabéns garoto... Meus parabéns.

– Obrigado Comandante.

– Sabe Adam... Você provou uma teoria interessante.

– Qual senhor?

– A de que os humanos conseguem. Eles conseguem Adam!

Eu permaneci parado, no mesmo lugar enquanto ele me rodeava gritando. Isso me assustava.

O Comandante em si, já tinha uma aparência assustadora. Ele era grande, musculoso e tinha uma grande cicatriz assustadora que atravessava um de seus olhos da testa ao queixo, o que era um fato curioso, já que Colhedores não tinham cicatrizes, afinal, nada nos encostava:

– O-o que eles conseguem s-senhor?

– Pensar por conta própria ora!

Parecia que a loucura tinha tomado conta dele:

– Sim, é o que parece... Senhor.

– Sabe... Quero te levar para um lugar.

Ele colocou o braço em volta de meu pescoço e estalou seus dedos.

Fomos para outro lugar, pelo que me parece, um parque, mas não era na Terra, isso era óbvio porque, o céu não tinha uma cor azul como sempre, por ele víamos estrelas, mais estrelas do que o normal, podíamos ver galáxias, Astros e Astros, era de tirar o fôlego:

– Onde estamos?

Ele riu e começou a andar.

O acompanhei:

– Aqui é de onde viemos Adam. Está com fome?

– Eu... Não sei o que é isso Comandante.

Na hora, nós passávamos por uma trilha que tinha uma espécie de “teto”, feito de longos galhos de árvores com folhas azuladas e alaranjadas, que estavam cheias de uma espécie de fruta.

Ele levantou um de seus braços e colheu uma delas:

– Tome.

Ele a me entregou e fez com que eu comesse.

Aquilo era novo para mim, assim como sentir sentimentos, sentir fome era algo que eu acreditava ser impossível. Na hora eu senti:

– Ok, senhor. Obrigado.

– Adam, você veio daqui.

– Eu não compreendo.

– Você tem uma família. Uma esposa, filhos, tem seus próprios pais e irmãos.

Dei uma breve risada nervosa, eu não queria aquilo, queria Elizabeth:

– Eu... Eu...

– Você quer conhece-los?

– Eu não me lembro deles Comandante.

– Adam, há muitos anos... Seres que não conhecíamos nos controlavam, sem que soubéssemos de suas existências, logo, um deles, o mais curioso, se apaixonou por uma de nós, foram a ele concedidos dois desejos, poder virar um de nós, fazendo a espécie dele abandonar o nosso planeta e nos deixando sozinhos, ou ignorar isso, e voltar para a sua própria família.

– Qual ele escolheu?

– Ficar.

– Por que ele fez isso? Ele poderia ter ficado com a família e...

– Adam...

– Ele tinha que ter escolhido a família e...

– Adam! – Me calei – Sou eu!

– Por quê fez isso?

– Porque eu não me lembrava deles.

Me senti olhando para um espelho:

– E por que fez isso com a Terra? Por que controla os humanos?!

– Adam... Onde você acha que está agora?

– No nosso planeta.

Ele sorriu:

– Adam... Essa é a Terra no presente.

Lembro-me de ter feito uma careta, ele riu de mim:

– Eu acho que quero ver minha família Comandante.

Dito e feito, ele estalou seus dedos e em menos de segundos eu estava de pé, diante de uma sala enorme, o Comandante estava atrás de mim:

– Mãe! O papai chegou!

Uma criança loira sentada no sofá olhou para mim e gritou:

– Adam!

Uma voz feminina gritou e logo uma forma feminina apareceu, me atravessou, como se eu fosse um fantasma e beijou o Comandante.

Achei que fosse algum tipo de saudação diferente, beijar o chefe do seu superior e não beijar o marido:

– Hã?

– Querida, eu não sei se você se lembra do nosso velho amigo.

Ele disse referindo-se a mim.

Ela se virou para mim e olhou nos meus olhos.

A reconheci, era Elizabeth, ou a alma dela:

– Quer dizer que...

– Sim, você é o Comandante.

Ele me interrompeu.

Aquilo significava, que eu podia ser mais de duas pessoas ao mesmo tempo, e que talvez pelo fato de eu ter me apaixonado por Elizabeth, tenha criado uma Terra Utópica, que ninguém jamais sonhou existir.

De certo, se eu escolhesse voltar e ficar com Elizabeth, o futuro continuaria sendo o mesmo.

Logo, eu voltaria no tempo, veria Elizabeth reencarnar novamente e dessa vez, eu ficaria com ela, me transformando em um hibrido entre humano e colhedor, fazendo em mim a cicatriz que o Adam do futuro tinha, eu me juntaria á Beth e graças á mim, os Colhedores não voltariam mais a controlar os humanos e sim a viver com eles, num novo mundo.

Notas finais
OBRIGAAAAADA!