Coletâneas
9 Razão
Perdoe-me a religião
Em mim há um desejo de geração
Comum a está a que pertenço
Me tranco, em mim, e esqueço
Sou devota de mim
E comigo vou me mantendo
Em uma aventura solitária, assim
Como uma viagem única
Sem caminho ou mantimento
Se fosse em outra era
Iria eu destinar isto a quem:
Euterpe, Erato ou Talia.
Lírica, amorosa ou uma pura comédia?
Isso que escrevo é Vida.
Verdade seja dita
Escrevo por escrever
Aquilo que a alma dita
Como um servo a servir
Faço a vontade da minha alma
Faço o que quero na imaginação
E me perco num rumo sem prumo ou volta
E caio nessa realidade fingida de canção
Não é a primeira
Provavelmente não será a última
Tento e retento escrever
Essa emoção que só faz me atingir
Quando encaro minha motivação
Também chamadas de palavras, para mim razão.
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