Coletâneas
32 Por cariocas
Sou uma errante
Que acerta Sou uma perdida Que encontrou Em meio a encantos esquecidos Um lar e amor Sou uma atração Que se atraí pelo erro, incerto e duvidoso Uma loucura Que se encanta com as verdades da vida Nunca me fiz valer E já ouvi um tanto de absurdos Já fui comparada a Jesus! A fada A anjo A demônio A feiticeira Já me disseram que sou recheada de metáforas E admiti que minhas falas são pura figura de linguagem Uso de hipérbole Eufemismo Sinestesia Ironia E essa última uso tanto Talvez tanto quanto a primeira Mas por vezes sinto Em rompantes da madrugada Que o que falo Escrevo E façoNão são apenas isso: Falas, Palavras Ações completas e quebradas Em momentos singelos Eu creio O que faço é algo mais É como uma luz Minha vida inteira É como uma estrela. Não me comparo a estrelas por pretensão Não me comparo pela sua beleza Por sua capacidade de dar vida Não me comparo por se capaz de iluminar noite ou escuridão Me comparo a uma estrela por seu brilho E digo isso dá forma mais singela Como o brilho de uma estrela Posso durar um segundo E perdurar por todo um infinito Seja pelas palavras ditas Pelas ações feitas Pelas emoções escritas Serei eterna na memória No coração E, se algum dia houver, Na canção. Mas já dizia o carioca: " Que seja infinito enquanto dure" E como era sabido esse Vinícius! Entretanto hei de discordar com vias de quem concorda Não é "chama" é o brilho que dela emana.
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