Coletâneas
40 Medo.
Notas iniciais
O preto destaca o tom
As cores se amontoam
Sobrepondo uma a outra
Com a escuridão
Que valoriza a forma
Assusta a muitos
Pelo mundo de matrizes disformes
Quem nunca teve medo do escuro?
Um medo do que nele se esconde
Medo que some com a descoberta
Tenho para mim que não há medo da escuridão
Há medo daquilo que ela esconde
Mas, não é assim todo o medo Não é nisso ao que se resume?
O medo verdadeiro de todo ser humano
Não está em nada além do desconhecido
Porém o desconhecido é um mistério
E o mistério tem o dom de andar por uma rua estreita
Onde de um lado se espreita o ódio
Do outra a paixão
Mas não anda assim também a imaginação?
São poucos aqueles que se aventuram
Dando a mão ao desconhecido
São tidos por curiosos
São tidos por aventureiros
São tidos por criativos
Aquele que se aventura na escuridão
Dá a mão ao desconhecido
Caminha ao lado do mistério
Dá asas à imaginação
E num mundo com tanta escuridão
Só mesmo os criativos e corajosos encontraram a luz.
Somente esses superarão o medo.
Fale com o autor