Coletânea de minhas Poesias 3: Coexistência
21 Ressureição
As terras semeadas com amorSendo o mesmo que passouE agora que resta é nenhum saborSendo que isso nada restouAs luzes acesas ao seu tempoDe uma vida que passou e não viMeu amor foi dado aos ventosPelos deuses eu não sentiSão minhas feridas que cicatrizamNos olhares sedentos de carinhosE no céu as estrelas brilhamEm túmulos de azul marinhoFoi o tempo que me sepultouAlém dos deuses imagináriosFoi o amor que me matouNa falsidade de seus abraçosContra o tempo tento regressarPara tentar voltar a viverEu juro que por seu falso amorQue irei ressuscitarSão efeitos contrários de uma vidaDe um sentimento surreal
ressuscitado em mentirasVou amar-te de forma incondicional
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