Coletânea de minhas Poesias 3: Coexistência
30 Milênio
Lapsos atemporais subjugando o tempo
Que foi morto pelas mãos humanas
Com um corte em constante movimento
Foi assim quem matei quem me ama
Fecha o tempo para entender o clima
Acima de tudo ele não muda
É constante dentro de uma rima
A justiça além de cega é surda
Tentamos de tudo e mais um pouco
Tampouco é construída nos lapsos
Que vai me deixando louco
Rompendo os laços
Altos silêncios rompidos no tempo redigido
Nas mãos que cortam e matam o espaço-tempo
Percebe-se que o tempo sempre foi ferido
E nas dores dos mundos, me movo com o silêncio
Nada pode mudar o mundo
Apenas as pessoas que nele vivem
Mas o tempo leva apenas um segundo
Para romper aqueles que fingem
E a cada novo milênio
Os movimentos ficam uniformes
retilíneos e constantes sofrimento
Fecho-me e conformo-me
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