Meus atos

Tenho meus espelhos

Que se quebraram

Para mostrar uma realidade

Criada pelo meu desespero

De uma forma que adorna a simplicidade

Versos codificados

Em linhas transversais e unidas

Feridas que cicatrizaram meus erros

Querendo cometer um ato implicito

De uma vida cheia de mentiras

Onde tudo que se tem são as marcas

Sensata são as palavras de cada verso

Em todos os metros remetentes aos versus

De um sentido que se partiu

Rompendo meus atos e meus lados

Sem cometer nenhum pecado

Retardado fui ao tentar te encontrar

E teus braços sentir seus abraços

Mantendo seus amores

Meus temores

Sem ter cores e muito menos flores

Que se mataram aos poucos

Fui um louco em viver sem ter vida

Procurando uma falsa saída

Retida em meus versículos

Mentindo sempre estou

Fui abençoado com uma maldição

De ver o tempo sem ver o horário

Sem se fazer de otário

Caminho ao contrário

Para olhar os versos mortos de um poeta