Pecamos em tudo ao redor

nas palavras ditas

e nas não ditas

São apenas feridas

Que cicatrizam ao acorde de dó

mentiras, ganância, soberba

Tudo vício que nos consome a mesa

devorando a alma como sobremesa

Enganando a si mesma

Enrolando-se iguis a nós

Somos racionais e raciais

Esquecem que somos

ou o que fomos

Nas noites de sono

Somos todos iguais

Perante o universo infinito

diante de uma crença ou mito

Somos famintos

Por quer mais e mais

Precisamos de uma coexistência

Para "saber" a inocência

Junto a essência

Morremos para viver sem poder ter

nas guerras cotidianas

nas profecias mundanas

nas palavras profanas

Erramos sem poder ver

Quem atingimos ou ferimos

Queremos mesmo ser o infinito

Para isso que mentimos

Sem entender se vamos ou não compreender

Os fatos e os versos escritos

Em linhas paralelas

que formam uma aquarela

em tons de verde e amarela

Em uma coexistência cheia de livros

Em um mundo alternativo

para onde foram os sentidos

para isso que mentimos

Agora vamos entender aonde devemos ter ido