Coletânea de minhas Poesias 3: Coexistência
1 Coexistência
Pecamos em tudo ao redor
nas palavras ditas
e nas não ditas
São apenas feridas
Que cicatrizam ao acorde de dó
mentiras, ganância, soberba
Tudo vício que nos consome a mesa
devorando a alma como sobremesa
Enganando a si mesma
Enrolando-se iguis a nós
Somos racionais e raciais
Esquecem que somos
ou o que fomos
Nas noites de sono
Somos todos iguais
Perante o universo infinito
diante de uma crença ou mito
Somos famintos
Por quer mais e mais
Precisamos de uma coexistência
Para "saber" a inocência
Junto a essência
Morremos para viver sem poder ter
nas guerras cotidianas
nas profecias mundanas
nas palavras profanas
Erramos sem poder ver
Quem atingimos ou ferimos
Queremos mesmo ser o infinito
Para isso que mentimos
Sem entender se vamos ou não compreender
Os fatos e os versos escritos
Em linhas paralelas
que formam uma aquarela
em tons de verde e amarela
Em uma coexistência cheia de livros
Em um mundo alternativo
para onde foram os sentidos
para isso que mentimos
Agora vamos entender aonde devemos ter ido
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