Coletânea de Poemas
7 Capítulo 7 - Sombrio
Notas iniciais
1
Quimera de palavras e ações
Onde o homem se difunde em monções
Vendo d'onde vens a vida
Que permanece junto a vós
E não vivida
2
Num soneto há de padecer
Todos os sonhos de se perder
Quando a noite chegar
Lembre-se de onde tu vens
Tenha em mente teu lugar
Em meio às nuvens
3
Saberás que,
Onde estiver
Teus pecados hão de te encontrar
E teus passados caberão
Em teus presentes
Duma vida banhada à café
Onde nem um único pingo
Te traz um bocado de fé
4
Quando a Escuridão lhe sorrir
Embalando-te num doce canto
Não a olhe com o espanto
Ela reconhece o que tu tens, e para onde vais
Mas jamais deixará de te ter
Sob seu próprio manto
Portanto, largue o uísque
E se arrisque
Mas lembre-se de que
A morte prometeu
E o que promete, cumpre
Nada de um dia ou dois
Porque a foice
Nunca deixa pra depois
5
Quando piscar
O riscar de seus longos dedos
Te cortará ao meio
Levará embora teus segredos
E antes que o ponteiro se mova
Te foste
Na mais leve forma
Ou mais pesada
Nem que tua alma
Exploda em penas negras
6
Ah, antes fosse
Se seu sangue já não tivesse se tornado chumbo
E teu pesar uma bigorna
Onde ir-se nada mais é
Do que fluir na onda morna
De um mar que já conheces
7
Que se lave
O que a vida leve
Não levou
Mas afogou.
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