Coletânea das Damas

1 Capítulo um - A Mais Bela


Notas iniciais
Ora, ora, parece que alguém veio ler o desabafo de uma das damas, sinto-me feliz por isso. Como já tinha dito anteriormente, essa é a primeira vez que tomo coragem para postar algo que escrevo, mas isso não significa que devem diminuir as críticas, na realidade, por ser a primeira vez que posto algo, peço-lhes encarecidamente que criem e elaborem críticas construtivas para eu poder melhorar em cada um dos poemas. Obrigada por sua atenção, Dama da ilusão

" A beleza é um dom de Deus "

— Aristóteles

Aleifr

O som das almas perdidas

me assombra noite e dia.

Cada criança, cada alegria,

morre no lago que aqui existia.

Todo ser conhece o narciso,

todo ser deve conhecer a flor,

mas talvez, ninguém deve se lembrar,

da terrível morte que Narciso encontrou.

No desespero de seu olhar,

na graciosidade do movimento,

na dor do afogamento,

no meu sorriso por seu sofrimento.

Aqui jaz seu corpo,

em forma de flor.

Seu vazio me preenche,

sua morte traz-me vida.

Não importa quanto tempo passe,

o lago, o mesmo que retirou-te a vida,

ainda sente tua falta.

Maldita seja a flor, que te torna eterno

anseio tanto que ela morra,

pois sem ela,

já não és eternamente belo.

— Dama da beleza

Notas finais
Espero que tenham desfrutado do poema da Dama da Beleza. Devem ter reconhecido e percebido algumas... "Peculiaridades" no poema, e peço que escrevam nos comentários o que acharam, o que deve mudar, e o que perceberam da Dama da Beleza~ Aguardo-os no próximo poema, com a próxima dama.