Notas iniciais
Adivinhe quem brotou do além..... Sei que aparecer aqui é meio raro, mas não pensem que abandonei essa coletânea. Jamais! Eu só posto quando sentimentos fortes afloram no meu peito e clamam por liberdade. Então, os despejo nas palavras de um capitulo novo. Desta forma, meus pequeninos textos ganham vida. Estou enchendo linguiça, né? Chega de enrolação e boa leitura. P.S.: Meus agradecimentos ao meu amiguinho, Adson, que de um jeitinho involuntário me deu coragem para atualizar a coletânea (Ele só disse que toquei a alma, que nem mesmo sabia que tinha) — Dramático! ♥

Lá estava ela, trajando um vestido longo de mangas compridas e folgadas — vestimenta que uma vez fora preta, agora marrom encardido —, uma bota já danificada pelo tempo e várias correntes escuras penduradas pelo pescoço. Seu cabelo era curto de tom negro e espessura oleosa.

Fazia malabarismo com tochas e cuspia fogo em meio a praça central da capital, enquanto as pessoas que gostavam de seu simples e monoto show, jogavam algumas esmolas dentro de uma lata de tinta vazia.

Seu nome não importa, muito menos de onde vem ou como vieste parar numa vida como esta, a única coisa que pode ser dito por hora, é que viver como uma mendiga fora uma mera opção e não resultado de quaisquer circunstâncias financeiras.

Seu passado é oculto.

Já passando das onze da noite, recolheu seu material de trabalho e os pôs dentro de uma velha mochila, antes de contar o dinheiro, que mal deu ele para comprar um sabonete e um pacote de pães.

Andou durante vinte minutos sem pressa alguma, aproximando-se de uma estação de metrô desativado. Dentro, era pura imundície: jornais, sacolas plásticas, algumas poças de água. Um odor horrendo de ratos mortos, comida azeda e o cheiro de algo queimando, vindo de uma enorme fogueira feita no centro do acampamento, invadia as narinas da mulher.

Esse era seu lar. Seu e de mais algumas pessoas, na qual nem ao menos trocava olhares.

Entrou dentro de uma tenda feita por lonas escuras e madeiras podres, jogou-se em cima de uma cama improvisada de papelão e uma coberta doada por alguém.

Solidão.

Sentia uma dor terrível no peito, as lágrimas escorriam de seus olhos escuros. A melancolia invadia cada pedacinho da sua alma. Era a sensação mais deslumbrante que já sentira.

Ela podia simplesmente voltar para a casa de seus pais para matar a saudade, e livrar-se da solidão, até mesmo poderia encontrar um homem para amar, mas não.

Ela gostava da dor, a dor da saudade, a dor de um coração que almejava um amor verdadeiro, a dor da solidão, do desprezo e da miséria.

Levantou-se do coxão e tirou a roupa, deixando amostra seu corpo magro e doente. Entrou dentro de uma bacia de água ao lado do leito para levar-se.

O suicídio já visitara sua mente muitas vezes, mas tirar a própria vida e forçar o estado estado de inexistência não era exatamente o que queria, além do mais, já estava morrendo pouco a pouco. Ela sabia disso, mas não tinha noção do que a matava.

A morte era atrativa. A jovem a desejava, do mesmo modo que uma leoa faminta desejava sua presa.

Depois de se lavar, deitou-se novamente embrulhada em uma toalha, esperando sua amada buscá-la, e a aceitaria de bom grado.

O fim não seria hoje, talvez em outro dia, outro ano, mas amanhã ela abriria os olhos e a dor seria a única beleza de seu mundo.

Notas finais
Cá estou eu novamente; doida para saber o que acharam. Vago?(isso não é novidade) Gostaram? Odiaram? Amaram? Sua vida refletida?(exagerei?) Melhor ainda: Criticas construtivas? Me deixem saber e façam-me feliz, please! ^-^ Até... ♥ Beijinhos da srta. Müller. ;♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.