Coletânea : Planetas

3 Capítulo 3 — Vênus e Marte


“ Quando nos Vênus juro a-Marte.”

Ela era bela, sedutora, apaixonante e sabia que aquilo sem conteúdo não lhe valeria nada. Ele era corajoso, entrava numa briga de cabeça mas se pudesse evitar o faria — e se não desse bateria até o rapaz sangrar desmaiado no chão.

Ela era puro encanto, se entregaria às artes pois admirada era por elas, era apaixonada por Van Gogh e tinha uma paixãozinha por Frida, mas a quem realmente amava era (sua) Tarsila do Amaral.. Ah sim, a nomeava com pronome possessivo tudo que era seu, ou que achava que era, e era tão esplêndida na cozinha quanto pintando algum quadro que a lembrava Marte, ou pessoas, ou cores. Ou tudo isso junto.

Já ele era apaixonado por futebol, amava ver lutas na tevê, era confiante em tudo que fazia e adorava uma ousadia, não nomeava coisas ou pessoas com pronomes possessivos pois sabia que se fosse pra ser seu ninguém lhe tomaria. Era conhecido pelos amigos como o próprio Satã quando estava nervoso e entrava numa briga, vai ver por isso eles se conheceram.

Enquanto ela era calmaria e possessividade, ele era corajoso e determinado.

Eles eram opostos, mas eram piores que cargas positivas ou negativas que idênticas se repeliam e opostas se atraem.

Ela era sensualidade, possessão, seriedade e amadurecimento. Era das artes e culinária como eram suas tais requisições, o amava que chegava a enlouquecer. Mas sabia que ele era seu, sempre soube.

Ele já era o caos, determinado, corajoso, racional. Ele se entregava ao que gostava como ela o entregava seu coração, ele via em seu esporte aquilo que faltava em sua vida e a ele se entregava como havia entregado a ela tudo aquilo que mais amava.

Eles se atraíam, e só os deuses sabiam como se queriam.

Notas finais
Obrigada por ler até aqui.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.