Notas iniciais
Um esposa perfeita, perfeitamente frustrada.

ST VOY não me pertence, só peguei emprestado e devolvo limpinho!

Mais um convite, com esse era o terceiro deste trimestre, mas para aceitar ela teria que sair de Trebus.

Ela olhou pela janela.

O jardim estava lindo as flores tão cuidadosamente plantadas e cuidadas estavam florindo em toda sua gloria, ela mesma tinha feito o trabalho de paisagismo, escolheu as espécies e preparou a terra, dividiu o espaço em formas geométricas perfeitas, as cores das flores eram para parecer em degradê de branco a vermelho na parte interna do jardim, e em branco a lilás na parte externa, com plantas com folhas exuberantes, emoldurando e fazendo os limites que davam mais destaque as cores.

Ela suspirou.

Abriu a gaveta que ela separou só para os convites que ela rejeitara, os tirou da gaveta empilhou-os encima da mesa olhou para eles com amargura, separou por data, verificou que eles estavam diminuindo com o tempo.

Ela tinha tomado sua decisão, ela tinha perdido a infância e a adolescência para os Borgs, e ela estava perdendo sua juventude sendo uma sombra.

Sra. Chakotay, ela não tinha mais nome.

O objetivo de todos ao seu redor é ajudá-la no que um dia já tinha sido o seu objetivo, ajudá-la a eliminar sua herança Borg e se torná-la completamente humana, ela mudou seu modo de andar, seu modo de falar, começou a rir de piadas que ainda não entendia direito para ser simpática e sorrir sempre, mesmo sem vontade, para mostrar que era amigável, aprendeu a cozinhar perfeitamente e todos os costumes, língua, a culinária, as lendas... mesmo não entendendo ao certo nem concordando contudo.

Ela aprendeu que para ser curiosa tinha que ser indiscreta e sincera, e a sinceridade nem sempre era bem vinda.

Deixou sua curiosidade de lado.

Conseguiu parecer menos direta, parecer ser menos objetiva e parecer mais emotiva.

É mais fácil fingir uma emoção do que senti-la, assim ela era aceita, era amada, era admirada.

Mas, não se reconhecia, não sabia mais sua cor favorita nem o que gostava de comer, nem o que gostava realmente de fazer,

Ela aprendeu como ser uma esposa perfeita na cultura de seu marido e isso ela Conseguiu fazer com perfeição.

Ela sentia a ansiedade de sua chegada quando ele voltava de suas pequenas missões, ao sentir sua aproximação, o arrepio quando ele beijava sua nuca, o prazer que ele tão amorosa e atenciosamente lhe dava, sua gentileza, paciência e atenção, o modo como a incentivada dia a dia a ser... Humana.

Até um tempo atrás isto bastava, ia ser difícil, ia ser sofrido, mas ela estava estacionada no tempo perdendo sua individualidade para um novo coletivo chamado casamento.

Obrigado pelos comentários.

Fim capitulo 1

Notas finais
Comentários são bem vindos! Amo criticas construtivas!