Coletando Lembranças...
10 Barão Hiro...
Notas iniciais
Um gato azul dormia sobre a cabeça de seu dono, a cabeleira cor de rosa de Natsu era extremamente confortável na visão do felino. O rosado caminhava até o local de sua missão, que seria proteger algumas casa nobres de algumas pessoas estranhas que eles julgavam ser perigosas, na opinião do DragonSlayer isso não passava de frescura e preconceito, ora só porque as casas eram de pessoas ricas, parecia que qualquer viajante humilde que passasse por perto seria considerado um ladrão.
Mas isso pouco importava no momento, apesar dessa não ser seu gênero de missão favorita, ele a pegara pelo “privilégio” de poder ficar mais tempo fora da guilda, não que o rapaz não gostasse mais da Fairy Tail, na verdade ele amava a todos como se fossem da sua família.
Mas... Havia um problema... Tudo lembrava Lucy. Desde a porta da entrada até o quadro de avisos, na verdade tudo em Magnólia lembrava a Heartfilia, e essas lembranças o deixavam atordoado e sufocado a ponto de fazê-lo querer ficar distante, já que assim, a dor parecia abandoná-lo um pouco...
Logo atrás de pequenas colinas verdejantes, grandes e detalhadas mansões apareciam de forma imponente e Natsu apertou o passo, apesar de sua inacreditável resistência física, o rosado também era humano e seu estômago roncava de forma ameaçadora.
Antes de apertar a sonora e harmoniosa campainha da mansão, o Dragneel passou a mão nos cabelos rebeldes, tentando em vão ajeitá-los, afinal Natsu iria encontrar um barão. A porta rapidamente foi aberta por uma jovem um pouco mais alta que o mago e de medianos cabelos prateados, vestida como uma empregada francesa, o vestido indo até o seu calcanhar, parecia uma boneca européia.
Por detrás dos grandes óculos, a criada examinou o rapaz e o gato que particularmente achara fofo, esperando que Natsu dissesse algo senão ela simplesmente fecharia a porta na cara de ambos, essas eram as ordens expressas de seu patrão para com estranhos.
—Yo! Sou Natsu Dragneel, o...
—Mago da Fairy Tail?—Completou a moça sorrindo e dando passagem ao garoto que entrou se sentindo deslocado em um ambiente tão limpo e glamoroso ao contrário dele.
—Me acompanhe Natsu-san, irei guiá-lo aos seus aposentos. —Chamou a criada caminhando até uma grande escada em espiral feita de granito que era tão limpa que até brilhava.
—Espere... Onde está o barão?—Indagou ele olhando para os lados, procurando o homem, como se o mesmo fosse surgir de qualquer lugar, o que arrancou um sorriso da jovem.
—O barão está no trabalho, Natsu-san, ele só vai voltar na hora do jantar, ás 20:00.
A casa era rica em detalhes e tudo chamava a atenção do Dragneel, que se sentia atordoado de ver quadros abstratos e sem sentido e ficava curioso ao ver vasos que eram considerados relíquias decorando os corredores.
Antes que percebesse, o Dragneel havia chegado ao seu aposento.
—Se precisar de algo é só me chamar, com licença. —Disse a garota dando ás costas para o rosado e caminhando até a escada calmamente.
—Ei!—Chamou o mago com seu jeitinho nada discreto.
Pronta e calmamente a moça se virou e o encarou, esperando por alguma ordem ou pedido.
—Qual o seu nome?—Questionou o garoto e a expressão tranqüila da criada se tornou confusa diante da pergunta dele, que vendo a confusão dela, tratou de se explicar. —Como eu poderei te chamar se eu não sei o seu nome?
Após falar, Natsu deu um de seus famosos e largos sorrisos de criança o que fez a jovem corar mesmo que levemente e responder meio gaguejante:
—Eu me chamo Natsume, Natsu-san.
—Natsu-san?—Repetiu o Dragneel fazendo uma leve e engraçada careta. —Assim eu pareço um velho! Chame-me só de Natsu, entendido?—Falou dando uma piscadela inocente e camarada para Natsume, mas que fez o coração de Natsume bater descompassado.
Assustada com as reações incontroláveis de seu corpo, a criada assentiu discretamente e a passos largos e rápidos desceu os degraus da escada. Apesar de ser meio distraído demais, o mago ganhara a simpatia da jovem serva.
As horas pareceram passar devagar e Natsu sentia o peso do tédio cair sobre si nauqle quarto onde tudo parecia. Uma hora, o Dragneel imitou Happy e adormeceu, outra hora viu o gato azul comendo algo que a Natsume devia ter preparado para eles.
—Natsuuu!—Exclamou o gatinho com a boca cheia. —Que bom que acordou, achei que tinha morrido!
O rosado sorriu levemente ao perceber como a imaginação do amigo era fértil e sem dizer nada, o mago caminhou até a bandeja prateada que mais parecia um banquete de comidas.
Ali tinha vários tipos de frutas e pães, queijos e todas essas frescuras que rico gosta de comer, como Laxus costumava falar sobre o gosto um tanto “refinado” de Evergreen.
—Os peixes são meus!—Disparou o azulado ao ouvir a barriga do garoto roncar.
—Quem trouxe essa comida toda, Happy?—Perguntou o DragonSlayer coçando um dos olhos, tentado dissipar o sono de seu corpo.
—Deve ter sido Deus. —Respondeu tranqüilamente o gato pegando mais um espeto de peixe. —Peraí... Nós estamos no céu, Natsu?!—Gritou o azulado já desesperado. —Isso explicaria estas coisas chiques, mas... Eu não em lembro de ter morrido e...
—Não morremos Happy!—Assegurou o DragonSlayer , rindo da descrença de Happy. —Você dormiu durando a nossa viajem até aqui, a casa do barão.
—Ahhh!—Exclamou o gato, sua boca formando um “O” perfeito. —Mas mesmo assim, quem trouxe toda essa comi...
A fala do gato foi interrompida por três batidas ritmadas na porta de madeira nobre e logo uma voz feminina, porém abafada falou:
—Natsu, o barão o aguarda na biblioteca...
Mais que rapidamente, Natsu dissipou o sono e com um sorriso de empolgação, o rosado se dirigiu até a porta. O Dragneel abriu a porta para Natsume e a mesma sorriu abertamente ao ver o “gatinho fofinho” que comia a comida que ela preparara.
Os olhos curiosos de Happy encararam a criada e depois o mago.
—Quem é ela?—Perguntou o gato e que fez a serva suspirar de tão lindinho que ele era.
—Ela?—Indagou o garoto apontando para a moça. —Ela é o Deus que trouxe a sua comida, Happy... —Falou Natsu rindo, deixando um azulado e uma Natsume confusos para trás.
A biblioteca era ampla e bem iluminada apesar de ter poucos livros era um lugar meio bagunçado para ser um escritório do atrapalhado barão Hiro. A porta estava aberta e por alguns segundos, o rosado ficou em dúvida se deveria ao não bater na porta, mesmo ela estando aberta...
Enquanto se decidia da melhor forma de se apresentar, seus olhos se focalizaram em um homem baixinho e que usava um nobre terno marrom, que parecia torturá-lo de calor, já que o mesmo estava com gotas de suor pelo o rosto.
O Hiro tinha fisionomia, um tanto... Diferente? Parecia que ele era uma fusão muito mal sucedida do mestre Bob com o mestre Makarov. Os poucos fios em sua cabeça eram brancos e os olhos eram tão enrugados que parecia que ele vivia de olhos fechados, apesar dele não ser tão velho a ponto de ter tais rugas...
O tal barão olhava por entre a persiana da enorme janela, como se procurasse algo, mas seu medo era de encontrar alguém... Sentindo-se desconfortável, o Dragneel deu um longo passo e pigarreou alto, capturando a atenção do barão para si.
Ao ver o mago, Hiro abandonou as persianas e sorriu abertamente.
—Boa tarde, barão-san, eu sou Natsu Dragneel e vim da...
—Fairy Tail!—Berrou o homem correndo em direção do garoto com os braços abertos, como uma criança pedindo colo para os pais, só que Natsu não era seu pai e o barão era BEM mais pesado que uma criança.
Notas finais
:*
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