Coletando Lembranças...
15 Bem-vindos ...(Cumprimentos de...)...
Notas iniciais
Os cidadãos de Magnólia encaravam aquela “marcha” com curiosidade, afinal, não era todo dia que se via uma coisa daquelas...
Pelas ruas da bela cidade, os magos da Fairy Tail andavam, carregando malas e suprimentos para viagem que duraria um tempo indeterminado e que eles também não tinham vontade de cronometrar.
Ignorando os olhares, os magos continuavam sua caminhada, o objetivo era a turística vila Tulipano d'oro, onde uma mansão abandonada e amontoada de segredos dos Heartfilia os esperava.
Natsu caminhava na frente, e apesar de estar com a cabeça enfaixada e o resto do corpo repleto de curativos, o rosado não dava sinais de cansaço e seus companheiros não sabiam se aquilo era bom ou ruim, conheciam o jeito irresponsável de Natsu e não se surpreenderiam se subitamente ele desmaiasse por conta de sua teimosia.
No dia seguinte, o grupo de magos logo conseguiu avistar os imponentes e alvos muros que circundavam a rica vila.
Os cidadãos de Tulipano d’oro fitaram os barulhentos e agitados visitantes. As mulheres elegantes e vaidosas os encaravam com um ar superior, como se eles fossem apenas um enxame de insetos desagradáveis.
As crianças eram mais receptivas, os examinando com uma curiosidade natural da idade, mas mesmo assim se escondiam atrás das saias das mães ou babás quando algum dos magos olhava na direção deles.
Os homens não disfarçavam o desprezo, chegando até a murmurarem entre si frases ofensivas, mas nada que um olhar aterrorizante de Gajeel não mudasse a situação, e logo tais homens foram para longe.
—Ei Natsu!—Gritou Makarov, lutando para acompanhar Natsu, mas felizmente o rosado parou de andar e olhou para seu mestre. —Por favor, diga para mim que você sabe onde fica a casa da Lucy não é...
O Dragneel sorriu de lado, assim como Gajeel fazia, se divertindo com o cansaço do mais velho e respondeu.
—É aquela ali, velhote. — E dito isso, o mago apontou para frente, onde a mansão destruída os aguardava, quase que suplicando para ser desvendada.
Lentamente, todos os dez magos levantaram a cabeça, contemplando a imponência que aquela casa mesmo destruída passava.
E mais lentamente ainda, eles voltaram a caminhar. Assim que chegaram, Gray tirou as roupas, reclamando do calor que parecia fritar o asfalto, e Erza fez questão de armar um piquenique onde todos puderam desfrutar das guloseimas que a própria Scarlet fez antes de começarem a missão.
—E então, por onde vamos começar? —Perguntou Happy lambendo as patinhas sujas de bolo.
Todos se entreolharam, sem saber o que responder ou pensando se usavam a desculpa de estarem comendo para ficar quietos.
—Vamos vasculhar. —Respondeu o DragonSlayer do fogo se levantando. —Procurar!
—Mas, procurar o quê?—Indagou Levy e os magos ao seu redor concordaram, trocando olhares e murmurando.
Todos queriam ajudar, mas não sabiam nem por onde começar, e isso inclui até o próprio Natsu.
—Ora, procurem por qualquer coisa!—Respondeu como se aquilo fosse irritantemente obvio. —Procurem e peguem qualquer coisa suspeita.
—Certo, vamos começar logo com isso. —Pronunciou-se Jet, se espreguiçando. —Vamos nos separar em duplas, assim vai ficar mais fácil e...
—Ah não!—Berrou Droy, furioso enquanto engolia o ultimo pedaço de seu sexto sanduiche. —Assim você vai querer ficar com a Levy-chan somente para você!
Jet o olhou com desdém e cruzou os braços antes de soltar uma gargalhada que era no mínimo, histérica.
—Vejo que não é tão burro quanto aparenta, Droy, e é isso mesmo, eu quero e vou fazer dupla com a Levy-chan sim, e daí?!
Enquanto os dois trocavam faíscas no olhar e insultos não muito graves, todos sentiram como se uma gota percorresse suas cabeças e Levy, coitada, estava corada tanto de vergonha por causa daquele vexame e por raiva por seus colegas de equipe discutirem por um assunto tão besta quando deveriam estar procurando por pistas sobre a Lucy.
De súbito, Jet pegou um dos delgados braços da azulada e a puxou para si, ou pelo menos tentou puxá-la para si, já que Droy segurava o outro braço, tentando fazer o mesmo, sem se importarem em como Levy se sentia.
E conseqüentemente a pequena Mcgarden foi puxada de um lado para o outro, como um brinquedo preferido de duas crianças birrentas, e era assim como a maga se sentia, entre duas irritantes crianças.
De súbito, tomada pela raiva, a garota conseguiu se soltar com pouco esforço dos dois e os encarou enfurecida.
—Vocês deveriam se envergonhar de serem tão infantis!—Gritou chamando a atenção de todos que não eram acostumados a ver a azulada tão... Zangada. —Eu poderiam fazer as buscas em um trio, com os dois! Mas não, vocês precisam sempre fazer esse pandemônio todo! Você vão aprender a se respeitar para poderem me respeitarem, e por isso eu não vou fazer dupla com nenhum dos dois!
—Levy-chan... —Os dois choramingaram em uníssono, enquanto caiam de joelhos aos pés de Levy, mas a azulada estava brava demais para ligar para estas demonstrações de afeto, afinal, era sempre assim, eles mordiam e depois assopravam.
—Ah, nada de Levy-chan dessa vez!—Exclamou dando as costas para os dois e caminhando na direção oposta, onde havia um certo DragonSlayer descansando sob a sombra de uma arvore.
Ao ver a Macgarden se aproximar, Gajeel tentou reprimir um sorriso, parecia que só ele percebia como ela ficava fofa quando zangada?
O cenho estava franzido, uma imitação adorável e subconsciente da carranca do Redfox, a face ficava corada e as bochechas ficavam mais tentadoras de serem apertadas, ela parecia uma cereja, uma bela e zangada cereja.
Os olhos do moreno logo pousaram no delicado beicinho de irritação que se formara nos pequenos lábios da maga, e enquanto ele estava perdido vendo esses detalhes que ninguém parecia notar, a pequena passou por ele como um furacão e pegou-lhe a mão com firmeza, o arrastando para dentro da mansão.
—Vamos Gajeel, estou apreensiva demais para esperar por aqueles bobões!
Ele poderia ter se soltado dela com um simples puxão ou ter soltando algum gracejo para alimentar ainda mais a fúria da Macgarden, mas Gajeel permaneceu quieto, e se deixou ser guiado pela pequena figura que ainda não notara que segurava sua mão, e quando percebesse se soltaria com rapidez.
Então o moreno simplesmente queria aproveitar o momento, e fez questão de segurar com a mesma firmeza a delicada mão de Levy.
Poucos minutos depois, as outras duplas já estavam formadas, Droy e Jet se juntaram de má vontade, visando que assim a azulada voltaria para eles; Natsu e Gray entraram na casa logo depois que Gajeel e Levy; a seguir foi a vez de Erza e Happy; Freed e Bickslow optaram por examinarem o vasto jardim e que agora mais se assemelhava a uma selva.
Evergreen corou, mas mesmo assim aceitou fazer dupla com um gaguejante Elfman e a irmã mais velha do mesmo ficou radiante com a campainha ranzinza de Laxus, que se esforçava par ser uma presença mais agradável para albina.
Lisanna saiu de braços dados com Cana seguindo no caminho oposto que Freed e Bickslow, mas com o mesmo objetivo; Max fez campainha a Warren que tinha o dever que comunicar a todos se algo acontecesse.
O dia foi passando, e as duplas se esforçaram para encontrar qualquer coisa que fosse relevante, sem muito sucesso.
Tudo o que encontravam não passava de documento inúteis, tralhas ou móveis que um dia foram elegantes, mas que agora eram corroídos por cupins, sem contar da poeira, muita, mas muita poeira.
As horas foram passando, e o céu alaranjado os lembrava de que o dia fora totalmente perdido em uma busca tão mal planejada.
Sob a luz do por do sol, todos os dez magos estavam reunidos como estavam há algumas horas.
Só que dessa vez, nem o ânimo e a esperança de antes estavam presentes.
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