Coletando Lembranças...
35 A verdade sobre Cacius
Notas iniciais
Oiê! ^^ Está tudo bem com vocês, meus amores? ^-^ Olha, eu sei que a titia demorou, mas é que tava organizando a minha vida, agr to c tempo livre p escrever! o/ Espero q gostem do capítulo! ;-) Sabe, se eu não me animar demais, acredito que esse é o penúltimo ou antepenúltimo cap... T.T
Lucy teve de fechar os olhos por causa da forte luminosidade que parecia vir de todos os lados. A única coisa que a deixava se sentir segura, era ter a mão de sua mãe segurando a sua. A loira se permitiu se perder naquele toque tão singelo e que fazia tanta falta... Sentia a mão macia e o calor que emanava até o seu coração. Por alguns instantes, a Heartfilia se esqueceu de todo o caos que germinava ao seu redor, se esqueceu de Cacius, de portais e dragões, esquecera-se de toda a dor e esforço que passara até chegar até ali, tudo isso por que agora, só o fato de segurar a mão de Layla, compensara todo o restante, toda a saudade de outrora.
Aquele êxtase em que a garota estava se esvaiu, assim que sua mãe falou, pedindo que ela abrisse os olhos. As duas já estavam em outro cenário, bem diferente do anterior. As arvores deram espaço para paredes grossas, a grama, por tapetes macios, e o céu, emprestara a sua exuberância para o afresco que decorava o teto do cômodo com anjos e querubins. Aquilo definitivamente era um quarto, um quarto delicado e silencioso, do tamanho do apartamento inteiro de Lucy, mas era apenas um quarto. —Eu vivia aqui.—Respondeu a mais velha por fim, olhando para o lugar detalhadamente, como se gravasse tudo o que via em sua mente, em seu coração. A mais nova ficou em silencio, sabia que aquela fala de sua mãe saiu mais para ela mesma do que para a filha. Layla caminhou pelo cômodo quase que solenemente, admirando aquele lugar tão cheio de significado para ela. Por mais que aquilo não fosse real, a loira ainda tinha as lembranças em seu coração, e tudo parecia ganhar vida novamente ao estar ali. Ela se lembrava de tudo, de quando teve seus infantis pesadelos naquela cama gigantesca e seus pais vinham dormir com ela, ocupando o vazio assustador daquela cama, ou quando passava as tardes a brincar com suas bonecas naquele tapete magnífico. Mas também lembrou-se de coisas amargas, como quando passara noites chorando contra o travesseiro, ou quando, expulsa de casa, sentiu vontade de atear fogo aquele quarto. Com essas lembranças ruins, a mesma se lembrou de sua missão ali, afinal, Cacius também estava na lista de lembranças ruins de Layla. Suspirando profundamente, a loira se virou para a filha e declarou, a sua voz profanando o silencio pueril daquele lugar: —Quem é Cacius?Aquele pergunta soou estranha e confusa para a ouvinte, mas o olhar penetrante da outra não a deixa escolha de se esquivar da pergunta.—Quem é Cacius?—Indagou a Heartfilia novamente, pressionando a filha a lhe responder. A garota quase se irritou com a mãe, teve vontade de gritar com ela dizendo que só viera junta para descobrir quem diabos era Cacius, além de que lá fora, a coisa estava feia demais para ficar enrolando, mas foi então que Lucy finalmente entendeu a pergunta. “Quem era Cacius?”, a loira sempre vira o loiro como um guia, um mestre, mas às vezes, como um colega que merecia desconfiança, mas ao mesmo tempo, nenhuma dessas definições parecia se encaixar perfeitamente com a personalidade e vontades volúveis daquele homem. Ele, por fim, era um... —Um desconhecido.—Completou a loira, em voz alta, com a cabeça perdida em seus pensamentos.O olhar de Layla pareceu ficar mais amável e sua voz, mais dócil quando lançou a segunda pergunta: —Qual é a magia de Cacius?—Ai estava outra pergunta sem nenhuma resposta exata. Lucy se esforçou para lembrar qual seria a magia de Cacius, mas tudo parecia amplo demais. O loiro conseguira alterar a gravidade, entrar na mente das pessoas, além de usar de teletransporte, e inúmeras outras estripulias, Lucy não demorou a se ver frustrada por não conseguir responder aquela pergunta também... Mas o que a loira podia fazer se a magia do loiro parecia tão ampla, invadindo todas as variáveis, todos os limites possíveis, se enquadrando em tudo e no nada. —Você alguma vez já se perguntou no por que ele sabe de tanta coisa?A Heartfilia se sentiu afundar em sua própria ignorância e ingenuidade, como pôde ter isso tão burra?!, questionava-se, tendo em sua mente um redemoinho de informações e lembranças, além de que os olhos penetrantes de Layla não a ajudavam a manter a sua sanidade. De súbito a porta do cômodo foi aberta quase como se alguém tivesse arrombado a mesma para libertar alguém de um seqüestro, o que fez com que a mais nova pulasse de susto como um gato, enquanto sua mãe apenas voltara os olhos para a porta aberta, como se já esperasse os invasores. Da porta, entrou uma Layla mais jovial, trotando para dentro do cômodo em um misto de fúria e desespero, sendo seguida pelo Rei dos Espíritos, que também não estava muito calmo. —Não e não e não!—Gritou a loira se virando para o pai. —Layla por favor, pare de birra, eu não te criei desse jeito...—Disse o patriarca, sua voz era firme, mas seus olhos borbulhavam de raiva, mostrando o quanto ele estava se controlando para não perder o pouco da paciência que lhe restara. Antes que o mais velho pudesse continuar a sua fala, a Heartfilia se jogou em cima da cama, abraçando seu travesseiro com força contra o peito antes de retrucar com veemência: —Eu não o amo!Ao escutar aquilo, o homem revirou os olhos e passou a mão pelo rosto com tanta frustração que quase arrancou o bigode.
—Amor!—Repetiu com desdém.—Pelamor dos espíritos! Amor é, é...—Repetiu gesticulando as mãos com impaciência, procurando uma palavra para usar.—É um detalhe! Ao ouvir aquele ultraje, a romântica Layla ficou de joelhos na cama, inflando o peito para soltar mais um comentário para continuar a briga, mas foi então que um distinto homem adentrou no cômodo tão tumultuado. A briga se dissipou com a entrada do rapaz, trazendo sensações variadas aos presentes. O Rei dos Espíritos sorriu sem graça para ele, toda a ira e impaciência sumira em meio a vergonha de toda aquela discussão diante do convidado. Ele caminhou até Layla, que lhe endereçou um olhar que o desprezara profundamente. —Sou paciente, Milady...—Disse o loiro, em um tom de voz sutil e quase amável, um tom de voz que Lucy conhecia muito bem de quem era. —Jamais serei a sua esposa.—Retrucou Layla entre-dentes, ameaçadora e determinada, mas aquele tom de voz quase assustador, não teve impacto no rapaz, que soltou uma risada casual antes de se afastar, como se aquela fala fosse apenas um gracejo de moça. —Sr. Cacius, eu peço desculpas por... —Não se preocupe com tão pouco senhor, não estou ofendido.—Respondeu ele antes de sair do quarto acompanhado do Rei, deixando para trás, uma chorosa Heartfilia. Lucy, que assistira a tudo aquilo, agora se encontrava perplexa, não conseguindo acreditar que aquele homem era Cacius. Mas tudo combinava, ele só estava mais jovem, assim como sua mãe, mas o sorriso ganancioso, a voz de veludo, a postura pomposa... era tudo dele... Era ele... —Cacius, ele...—Balbuciou olhando para Layla, que virou os olhos para ela e completou a fala engasgada da filha. —Sim, Cacius era o meu noivo.—Respondeu a mais velha com um suspiro amargo, que a fazia parecer velha e cansada.
Notas finais
E aí? ;-D mereço reviews :3? Recomendações s2? Bem, o que vocês acham que vai rolar agora? xD
:*
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