Coletâneas

44 Vida e morte


Notas iniciais
Boa leitura, beijos, Lo.

Deixo-me cair nas tuas mãos

Derreter-me em teus braços

Perder-me em ti

Eu me permiti

Aceitar tuas ilusões

Aumentar tuas farsas

Em torpes atuações

De meia ameaças

Aceitei como aceito a ti

Minha pobre existência

Está vinculada a tua

Eu não serei capaz de existir

Não sem ti

Como sei que o mesmo lhe caberá

Pois estamos vinculados a força

Uma impotência demasiada

Não queria ter a mim

Tua existência atrelada

Mas me cabe tal fardo

Não irei renega-lo

Irei, então, fazer que me perdoe

E a ti enviarei doces lembranças

Memórias para aprimorar

Perdoará meus deslizes

E as limitações

Que implicam as limitações daqueles que criamos

Ficaremos presos ao nosso mais antigo inimigo,

Tempo amargo,

Que anda de braço dado com meus presentes

E para retarda-los de ti faz deles amigos

Exceto alguns

Os que nos lembram em demasia

Há! Esses envia logo,

Para não atrapalhar os outros.

Peço com carinho que aceite meu afeto

Mesmo que ele não seja retribuído

Pois amo-te demais para abandonar

Aceitei que necessitamos de nossas existência

E a única coisa que mantém a minha enfraquecida existência

Presa a essa terra

E saber que sem ela a tua não existirá.

Eu sei apesar de tudo

Que sou a mais fraca força

E a mais importante

De tua eximia existência.

Algum dia levará este presente

Como outros tantos mais

E verá o que lhe desejo

O que sinto

E o quanto lhe amo

Até lá

Me contento em amar-te a distância

Mesmo partindo-me assim.

Notas finais
E aí, gostaram??