Coletâneas
17 Preconceito
Notas iniciais
Hoje, eu admito, ter me deparado com um possível preconceito.
Surpresa estampou meu rosto ao me dar conta disso, afinal o preconceito foi feito por mim.
Li uma manchete de revista, O homem feminino, escrita em letras grandes e coloridas, comum as manchetes.
Foi nesse instante o preconceito, nenhuma imagem se formou em minha mente com aquelas palavras, mas veio em mim uma sensação de desconforto.
Chocada, desatei em pensamentos, homens femininos, mulheres masculinas, de alguma forma me parecia tudo muito... Desconfortável, quase errado.
Porque um homem feminino me incômoda? Em um questionamento perguntei se seria pelo fato de um homem feminino ser associado, geralmente, a homossexuais?
Não, não é isso. Esse não é nem de perto o motivo do meu desconforto.
Depois de um tempo nessa questão encontrei a resposta: o homem feminino não existe.
Homem feminino, mulher masculina, são apenas homens e mulheres.
Eles não mudaram o que são apenas possuem um ou outro traço diferenciado, traço que nos leva ao pensamento de ser feminino ou masculino.
Isso não poderia ser mais errado, um homem (ou mulher) não é menos homem (ou mulher) por sua opção sexual, sua fisionomia, suas ações.
Lutamos tanto por um mundo de igualdade e por fim de preconceitos, mas nos separamos com a ideia de aproximação.
Gays não são menos seres humanos, menos homens e mulheres, que heterossexuais e não devem receber tratamento especial, seja positivo ou negativo.
No fim é isso que realmente me incomoda, tenho preconceito, sim, com o preconceito.
Onde já se viu, um mundo que busca igualdade definindo: nações, raças, sexualidade, renda, religião.
No fim somos todos humanos.
Se crianças se encontram elas brincam independente de qualquer coisa, se um nazista perder a memória ele irá conviver com negros, ciganos, judeus e demais normalmente.
Se perguntarem a você, como eu pergunto agora, o que você é?
Qual seu primeiro pensamento? Duvido muito que a resposta seja humano. Porém é isso que somos, humanos.
Não sou hipócrita, me fiz essa pergunta e minha resposta não foi a certa, de quem é a culpa?
Não sei, não importa. Sei a quem cabe a solução.
A você.
E a mim. A todos.
Entretanto, você pode não concordar comigo.
Fica nessa sua ideia fixa, firme, quase como uma pura teimosia, sei bem do que falo, sou uma teimosa nata.
Estou aqui apenas pra dizer o que penso, os seus pensamentos cabem a você, suas decisões, suas escolhas, o texto é meu, mas a interpretação é sua.
Afinal, não é isso que mantém um texto vivo?
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