Coletâneas

7 Praia na madrugada.


Ela vinha tal qual o mar,

O corpo em um eterno balançar.

Sua pele brilhava sob a luz prateada e o vento frio,

Embaraçava o fio.

Ninguém nega,

É a representação da beleza.

Alguns diriam ser celestial,

Eu a defini como pecado capital,

Não que isso fizesse alguma diferença.

Eu estava sob a pedra fria

Com o corpo quente

Areia morna, alma pedante.

Ela estava bela,

Com olhos faiscantes,

Exalando carícias e conforto

Elevando o ar por onde passa.

Seu charme é fatal

Eu estou morto

Ela é carnal

Eu (?), opaco

Tantos a desejam por luxúria

Eu a desejo por candura

Tantos em sua busca

Ela me encontra

Os olhos faiscando pelo reconhecimento

Amigo meu, aqui de novo?

Sua voz é melodia

E a minha sai arranhando

Esqueci esse corpo.

Seu riso tilinta no ar.

Não será essa noite que irá me deixar.

E enquanto observamos um ao outro, percebo:

Estará sempre aqui comigo e eu estarei sempre contigo a ama-la.