Notas iniciais
Boa leitura.

O preto destaca o tom

As cores se amontoam

Sobrepondo uma a outra

Com a escuridão

Que valoriza a forma

Assusta a muitos

Pelo mundo de matrizes disformes

Quem nunca teve medo do escuro?

Um medo do que nele se esconde

Medo que some com a descoberta

Tenho para mim que não há medo da escuridão

Há medo daquilo que ela esconde

Mas, não é assim todo o medo Não é nisso ao que se resume?

O medo verdadeiro de todo ser humano

Não está em nada além do desconhecido

Porém o desconhecido é um mistério

E o mistério tem o dom de andar por uma rua estreita

Onde de um lado se espreita o ódio

Do outra a paixão

Mas não anda assim também a imaginação?

São poucos aqueles que se aventuram

Dando a mão ao desconhecido

São tidos por curiosos

São tidos por aventureiros

São tidos por criativos

Aquele que se aventura na escuridão

Dá a mão ao desconhecido

Caminha ao lado do mistério

Dá asas à imaginação

E num mundo com tanta escuridão

Só mesmo os criativos e corajosos encontraram a luz.

Somente esses superarão o medo.