Coletânea poesias #1

1 O que estou fazendo?


A boneca

Sempre estive ali,

Olhando e observando

Com mensagens em meu coração dizendo:

Não saia daqui.

Com astúcia e carisma

Quis conquistar a todos

Mesmo falhando

Ainda continuaria com a cisma.

Entretanto, minha visão não era

a mesma que as demais.

Então desisti de ir atrás

Para conseguir minha novamente paz

Meu sorriso não existia

Nem tampouco pessoas ao meu lado

Usavam-me de muitas formas

Até ser chamada de boneca.

A distância.

Quando precisamos do conforto,
ele aparece e nos conforta.
Pode-se vir de qualquer lugar
demostrando que realmente se importa

Independente de sua forma e compreensão
ali estará ela
para ouvir seu coração

O sussurro acolhedor lhe aquece
vindo a toda velocidade
lhe acalma e lhe entristece
trazendo contigo a felicidade.

Todavia,este sentimento que lhe convém,
em sua maioria lhe vem de longe
ou alguém especial
que infelizmente,mora a distância.

Jogo das rotas

Estamos no jogo
onde a diversão é não ter volta
Suas decisões o levam
para indeterminadas rotas

Do que lhe adiantaria "um salvo"
se falharíamos da mesma forma?
Independente do que se faz
no final deste jogo
encontraremos a paz.

Nossas armas são as palavras
que pode-nos fazer capaz
do possível e do impossível
sentindo-nos vivaz.

Se o que passou pudesse ser "resetado"
da forma que gostaria
Independente das memórias vividas
Você "resetaria"?

Reflexo

Concebido á mim
Um espelho normal
Com bordas de marfim
Para fins de encontros formais ou casuais

Nunca achei que iria precisar usar
Pois de corpo inteiro mostrava
E nem ao menos lhe me interessava
De saber como eu aparentava

Sempre me diziam que estava ótimo
Andei sempre na moda e com os melhores cosméticos
Com dúvidas em minha aparência
Acabei-me por utilizá-lo mesmo

Contudo agradeço pelo meu senso
De ter me visto
Diante daquele grande espelho
Um reflexo não reconhecível

Uma imagem similar a mim
Foi mostrada em seu lugar
Sem descrições do quão horrível
E assustador eu parecia.

Com anseio, procurei meus outros espelhos
Para assim confirmar
A verdade que havia por trás
Daquele lustroso espelho

Todos os espelhos me diziam o que eu queria
Mas por que aquele não faria o mesmo?
Não adiantava o que eu fazia
No fundo sabia que a imagem do espelho nunca mudaria

Em um determinado momento
Deparei-me em uma situação
Onde não havia solução
A não ser encarar os fatos

Onde via aquela imagem
Que não mostrara mais somente no espelho
E sempre permanecia por perto e nunca soube
Que residia em meu coração

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!