Lapsos atemporais subjugando o tempo
Que foi morto pelas mãos humanas
Com um corte em constante movimento
Foi assim quem matei quem me ama

Fecha o tempo para entender o clima
Acima de tudo ele não muda
É constante dentro de uma rima
A justiça além de cega é surda

Tentamos de tudo e mais um pouco
Tampouco é construída nos lapsos
Que vai me deixando louco
Rompendo os laços


Altos silêncios rompidos no tempo redigido
Nas mãos que cortam e matam o espaço-tempo
Percebe-se que o tempo sempre foi ferido
E nas dores dos mundos, me movo com o silêncio

Nada pode mudar o mundo
Apenas as pessoas que nele vivem
Mas o tempo leva apenas um segundo
Para romper aqueles que fingem

E a cada novo milênio
Os movimentos ficam uniformes
retilíneos e constantes sofrimento
Fecho-me e conformo-me