Coletânea de minhas Poesias 3: Coexistência
32 Meus Atos
Meus atos
Tenho meus espelhos
Que se quebraram
Para mostrar uma realidade
Criada pelo meu desespero
De uma forma que adorna a simplicidade
Versos codificados
Em linhas transversais e unidas
Feridas que cicatrizaram meus erros
Querendo cometer um ato implicito
De uma vida cheia de mentiras
Onde tudo que se tem são as marcas
Sensata são as palavras de cada verso
Em todos os metros remetentes aos versus
De um sentido que se partiu
Rompendo meus atos e meus lados
Sem cometer nenhum pecado
Retardado fui ao tentar te encontrar
E teus braços sentir seus abraços
Mantendo seus amores
Meus temores
Sem ter cores e muito menos flores
Que se mataram aos poucos
Fui um louco em viver sem ter vida
Procurando uma falsa saída
Retida em meus versículos
Mentindo sempre estou
Fui abençoado com uma maldição
De ver o tempo sem ver o horário
Sem se fazer de otário
Caminho ao contrário
Para olhar os versos mortos de um poeta
Fale com o autor