Lobos comendo meus órgãos

Vislumbrando a carne fresca em mim

Com o sangue seco nos pelos cinzas

Pingando nas flores que florescem no chão

Juntos a ervas daninhas assim

Percorrendo o caminho em tinta

Libertando-me de meus pesos mortais

Onde minhas entranhas são devoradas

Por dentes afiados de animais selvagens

Causando dores bastante letais

levando meu corpo para a alvorada

Como folhas cheias de viagens

E o que nesta dos meus corpos

São apenas as peles e os ossos

Que estalam na boca furiosa

Destas criaturas chamadas lobos

Com olhos e dentes colossos

Alimentando as torturas psicológicas

Vendo meu sangue rubro em mãos

Os dedos ensanguentados vão sumindo

Nas sombras das morte que me abraça

A cada dentada furiosa em devoção

Destas feras que vão diminuindo

A cada dentada forte que me destraça