Precisei de inspiração para escrever

Uma inspiração farsa e falha

Mas não quis nem saber

Que me apaixonei pela sua fala

Armas apontadas ao papel fino

E as poesias tem nome, agora nem as tenho

Ao longe escuto os sinos

Dos medos infortuno que me mantenho

Afundo meus medos nas santas drogas

Da cafeína ao cigarros e ao álcool

Para pode escrever nos dias de agora

As memórias que me consome como ácido

Me matando lentamente em vida

Por falta de uma imagem feliz

E nos papeis, hoje vejo mentiras

Que me feriu por dentro de uma raiz

Nas chamas lentas e iluminadas

Sinto meus erros transpassar o pepel

E nas poesias não declaradas

São agora condenadas ao meu Réu

Inspiração de uma laço falho

Encontrei entre as bitucas de cigarros

Agora vejo de todos os lados

que pertenço ao mundo errado