Respostas simples, cheias de mentiras

Caindo sobre a terra que governa

As mais puras feridas internas

São o mau que assola meu tempo

Sem ventos tento correr

Para não perecer

Nesta vida cheia de falsas ideias

Sobre quem é que esta certo ou errado

Estamos perdidos no passado

Que tentamos enterrar

Em um mundo cheio de egoísmo

Em prol do capitalismo

Vivemos para querer ser alguém

Rezamos e dizemos amém

Mas esquecemos de fazer o bem

São mentiras e mais mentiras

Que nos perseguem até hoje

São elas nossas maiores feridas

Como ainda somos jovens

Viemos entender nossa existência

Superando a coexistência

Presentes em nossas falas e vida

Procurando uma verdadeira saída

Cheia de altos e baixos

Caminhando sobre os tempos

Que passamos juntos

Minhas lembranças se vão como o vento

Invento histórias para viver

E para não morrer

Entre minhas palavras

São elas que me sustentam

Elas que me seguem

Elas que me erguem

E na contra-mão

Somos vazios, sem coração

Caminhando de olhos fechados na escuridão