Notas iniciais
O título original era Hipnos, mas preferia alterá-lo para Hipnose. Enfim, apreciem. Trata-se de um poema escrito em 2011 e que não merecia ficar preso.

Oh, doce pêndulo!

Que vem e vai sedento

que vai e vem atento

em vicioso entorpecer.

Deixas-me de ti cativa;

Deixas-me livre, altiva

em teu acre bem-querer.
–-
Sugeriste — puro — a mim,

em adoráveis momentos,

cada sonho, cada tormento

de minh'alma esquecidos...

E tomaste meu não, meu sim

arfante, torpe, sussurrado

a meia luz, como alento.
–-

De minhas cinzas fizeste

o que jamais fora feito

Bebeste de meu leito,

Sorriste em meu pranto

Pediste, outorgaste e levaste

o que não poderia ser levado

Então te fostes só.

E só me deixaste
–-

Oh, pêndulo maldito!

Por que tanto tardas

em teu retorno?

Por que sumiste e partiste

para longe de tua metade,

para onde não te vejo,

para locus sem consolo?

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.