Pouco depois do pôr do sol, as nuvens eram riscos cor de rosa enfeitando um céu violeta profundo, onde algumas poucas estrelas adornavam uma meia lua que brilhava como um holofote sobre a minha cabeça.

Seguindo o sol, as ondas se arrastando pelas pedras da orla, as árvores se abriram como cortinas para me mostrar outra vez que os gregos estavam certos: Contra qualquer razão, o vinho do mar me fazia questionar o qual doce ou pungente ele poderia ser. Um sabor perto como uma tentação e longe como um caminho sem volta.

Ao longe, repousados ladeando a maior ponte que já vi, haviam grandes navios cujas luzes alaranjadas radiavam sobre cada pequena crista de onda. O porto e a ponte e o mar me lembravam de outras miragens tão similares e tão distintas, de um lugar tão material quanto intangível, tão saudoso quanto temível.

Outra ponte que eu poderia cruzar e ainda assim, nunca chegar do outro lado.