Coletânea de Palavras Vivas e Mortas

8 Jardineiro e auto-satisfação


Jardineiro

Bem-vindo ao meu jardim.

Descanse por um tempo.

Aproxime-se do lírio ou do alecrim

E aprenda a viver o momento.

Um descanso merecido

Para uma planta selvagem.

Escute os pássaros, sinta a aragem

E aceite estar perdido.

Com passos de broto

Deixe esse lugar remoto.

Faça pausas quando precisar,

Mas não perca o destino do seu olhar.

Auto-satisfação

Porque visitas os meus sonhos com a ternura de um anjo?

Porque de ti nunca me canso?

Porque perco sono, mas um sorriso esbanjo?

Porque por ti qualquer razão arranjo?

Num mundo de flores, serias lírio sincero.

Mesmo sem cores, apenas a ti quero.

De olhos abertos e cílios de perto.

Como estrela minha, apenas a ti venero.

Destino severo

para quem nunca aprendeu a amar.

Mas se é isso que quero

então não irei hesitar.

Desenho o exterior com as linhas da tua silhueta.

Preencho o interior com o vazio da tua ausência.

Que tipo de mundo se forma perante tal veemência?

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.