Colegas

26 Capítulo 26


Notas iniciais
Boa Leitura! NOTA IMPORTANTE: No meio da história, tem um conto de terror, está em aspas, portanto, se vc não curte ou não se sente confortável lendo, eu estou avisando logo! auhsuahs Eu sei que é só um conto, mas da 1° vez que li eu me caguei um pouco kkk então já aviso ;)

PSM: Miley

Com a noite caindo na casa de campo do Freddie e o frio gostoso, os rapazes tiveram a ideia de fazer uma fogueira e ficar conversando em volta dela. Eu estava entre algumas árvores um pouco distante da casa, perto do celeiro, pois ali tinha um pequeno córrego e era gostoso ouvir o barulho da água descongelando.

–Oi mocinha. – Beck disse sentando ao meu lado numa pedra. – O que faz aqui? Daqui a pouco a fogueira vai estar acesa.

–É que eu gostei daqui. – dei de ombros sorrindo. Ficamos em silencio ouvindo o barulho da água.

–É, aqui é bom. – ele concordou.

Aquele bosque, isolada dos outros me fez pensar muito, talvez essa seja a minha última e única chance.

–Beck, eu gosto de você. – disse. Eu estava tão ‘zen’ ali que nem me importava.

–Também gosto de você, rebelde.

–Não Beck, eu gosto de você. –disse rindo. Porque ele não soube responder de imediato.

–Não quero que diga nada do tipo “sinto muito, mas... somos amigos” ou “Olha, você é linda/gostosa, mas...”. Não precisa. – acrescentei rindo. Mas depois me acalmei. – Eu gosto de você desde quando surgiu minha primeira espinha. – ele também riu, e não estava nada constrangido o ar. – E te achava lindo, ficava brincando de que eu me casava com você e tinha três filhos. Aí eu fiz quinze anos e eu sentia uma vontade imensa de fazer sexo com você, seria a melhor experiência da minha vida. – suspirei, ele prestava atenção em cada palavra que eu dizia como se eu contasse uma história. – Aí, aquele ‘gostar’ e aquele desejo sexual foi passando e então eu sentia meu coração inchar de dor quando eu via você, algo sufocante. Acho que comecei a te amar, devo amar até hoje. – suspirei e finalmente o encarei nos olhos. – Quando começamos a conversar como se fossemos melhores amigos algo mudou. Uma satisfação, algo que dizia que era o “suficiente” ou talvez porque eu nunca imaginei você nem me olhando e a gente ser amigos, eu achei que era muito. Eu te olho e eu ainda acho que gosto, ainda quero transar com você, ainda sinto dor no peito, mas... eu sou feliz sendo sua amiga, e não quero que isso mude.

Então ouvi uma coruja piar e foi o único som, além da água que se seguiu. Beck levantou e começou a andar de um lado para o outro. Não estava feliz, nem triste, nem com raiva, nem intrigado, nem envergonhado... só andava pensativo.

–Sabe, desde que a Sam me deixou eu não sei, alguma coisa mudou em mim. E, eu realmente gosto de estar perto de você. Mas, eu tenho medo de acabar me apaixonando por você e eu acabar me machucando... Você é linda, divertida, legal... Mas, acho que eu já te machuquei muito. – ele ainda estava pensativo. Me levantei e parei a sua frente tentando entender o que ele quis dizer.

–Beck, eu não entendi... – mas eu não pude dizer mais nada, pois seus lábios me calaram e eu nunca quis tanto gritar de alegria. Ele me apertava contra seu corpo e eu acho que ia desmaiar de tanta excitação. Mas eu acho que por exatamente já ter sentido isso ele me segurou com mais firmeza e soltou um risinho.

–Significa que, vamos ser amigos e nem por isso vamos negar o que você tanto quer e ao que eu tanto quero agora. – ele sorriu, mas era um sorriso malicioso, safado, e eu estava derretendo por ele.

PSM: Carly

–Alguém viu a Miley? – perguntou Freddie. Eu ri.

Enquanto o pessoal se ajeitava em volta da fogueira eu fui pegar o saco de marshmallow e vi Miley guiando Beck para o quarto. Os dois ofegantes e ansiosos. Eu estava feliz com isso, mas fingi não ter visto.

–Acho que ela foi dormir, ela tava meio cansada.

–Mas, e o Be... – ia perguntar Cat, mas eu a cortei para ninguém desconfiar. – Olha, é a True!- disse feliz ao rever minha colega de infância. Ela estava linda.

–Oi. – disse ela timidamente.

–Galera, essa é a True. Minha amiga. Senta com a gente. Vamos contar uma história de terror.

–Ok... eu começo. – disse Sam.

Uma certa noite, uma garota de 13 anos, Jessica, iria ficar sozinha em casa com seu cachorro Lupi, pois seus pais iriam sair aquela noite.Ela estava com um mal pressentimento, mas, como seu valente cachorro iria ficar ao seu lado, ela não temia mais nada.Chegou a hora de dormir.Jessica, trancou todas as portas e janelas de sua enorme casa.De madrugada, a garota escutou pingos(aparentemente de água) no banheiro, que ficava ao lado de seu quarto.Com medo, colocou a mão embaixo da cama, para verificar se Lupi continuava ao seu lado.Sentiu a lambida do cachorro e voltou a dormir, estava certa de que qualquer mal que lhe rondasse,não era suficiente para lhe atingir, já que tinha um enorme e corajoso cão ao seu lado, como escudo.Poucas horas depois, Jessica acordou novamente, com o barulho dos pingos que escutava no banheiro.A garota ficou horrorizada, então colocou a mão de novo debaixo da cama.Sentiu novamente a lambida do cachorro.Pensou que poderia ser alguma torneira pingando, então voltou a dormir, pois não tinha certeza se seus pais já haviam chegado.Acordou duas horas depois, por causa do mesmo motivo:o barulho no banheiro.Resolveu se levantar.Foi até o quarto de seus pais, eles não estavam.Então, foi até o banheiro, decidiu enfrentar seus medos.Abriu a porta, e gritou tanto, que ficou sem voz.A cena era de arrepiar:

Viu seu cachorro pendurado por suas proprias tripas, no teto.a cabeça, totalmente desfigurada, e insetos saindo de dentro de si.O banheiro todo ensanguentado.No espelho,escrito com sangue:

–Humanos também lambem.

–Ai, Sam! Credo! Que horror! Óh! Até arrepiou! – gritou Carly massageando o peito.

–Ah, que isso Carlinha! Nem foi pesada! – disse Beck e ele bateu na mão da Sam. – Essa foi boa! – comentou.

Foi então que vi André conversando com a True, ele estava nervoso e eu quase pulo em cima deles de tanta fofura que os dois eram juntos. Tudo parecia tão perfeito!

PSM: Tori

Quando deu umas duas da manhã entramos porque estava muito frio. Miley estava deitada na cama olhando a lua pela janela.

–Fecha a janela, está congelando! — disse.

–Pode abaixar a de vidro? Eu quero olhar bem para a lua. — disse ela concentrada.

–Okay. — disse. — aonde estava? Perdeu as história de terror.

–É, eu sei. — ela levantou e de repente ela sorri e me puxa para eu sentar em sua cama. — estava com Beck. — ela sussurrou sorrindo. Meus olhos se arregalaram e eu ri.

–Que maravilha! Me conta! — disse quase gritando, ela pulava feliz.

–Acabei dizendo tudo o que estava guardado, eu não esperava nada mais do que um “você é só minha amiga”, mas não! Nossa, ele é tão bom. — disse ela revirando os olhos. Taquei um travesseiro nela e rimos. — Tori, sabe o que isso significa? — ela sussurrou segurando minhas mãos com força, havia um brilho indecifrável em seu rosto.

–50? — perguntei e ela acentiu devagar.

–50. Acabou! E fechei com chave de ouro, meus dois últimos. — disse ela se jogando na cama, fiquei em silencio.

–Liam? — ousei a perguntar, ela me olhou e ela não precisava responder.

–Já posso morrer em paz. — ela riu como se ainda não acreditasse que finalmente terminou essa loucura dela.

Continua...

Notas finais
Miley assanhada hehehe #AdoroSaMenina kkkkk