Colegas

16 Capítulo 16


Notas iniciais
Um beijão para os leitores novos! Haha vocês são de mais! Um beijão ainda maior para quem lê a fic desde o início, vocês são show!

PSM: Carly



Era uma quarta-feira quente e ensolarada e eu havia convidado James para tomar banho de piscina e almoçar aqui em casa.

–Freddie! Arruma isso aqui agora! – gritei para o garoto na cozinha, ele havia deixado mochila e tênis jogado na porta de entrada.

–Nossa! Esse chilique todo pelo namoradinho, é? – ele implicou de mau humor. Ele andava assim ultimamente.

–Pois é! E você, porque está todo enfezadinho desse jeito?

–Pergunta pra sua amiguinha loira! –disse ele subindo as escadas de mau humor.

–Espera! Que loira? – gritei para cima, mas só ouvi a porta dele bater com força. –Eu ein... – Ouvi a campainha tocar. Verifiquei como eu estava no espelho e corri para atender a porta, mas era só Sam.

–Oi morena! –disse ela já entrando.

–Oi Sam. O que faz aqui?

–Semana que vem tenho um teste de história da Rússia, e soube que é ótima em história!

–Foi mal, mas... Estou esperando o James para nadarmos. –disse sem graça.

–Ah, beleza! Posso te fazer companhia enquanto ele não chega. Assim que ele chegar, meto o pé! –ela disse de forma engraçada.

–Ta bom. Quer sanduiche?

–Mais é lógico, filha! – fomos ate a cozinha e ficamos conversando.

–Aí, aconteceu alguma coisa com você e o Freddie? –perguntei, na mesma hora ela se engasgou com o sanduíche.

–Co.. como assim Carls?

–é que ele ta alguns dias meio grilado, de mau humor, sabe... e acho que ele se referia a você.

–Freddie precisa de terapia, isso sim! –disse ela voltando a comer o sanduíche. – A campainha toca de novo. Sai correndo para atender. Cat?! Fala sério...

–Oi amiga. –disse desanimada. –Eu te falei que...

–Que vai nadar com o James, eu sei, eu sei! –disse ela um pouco pálida.

–Que houve ruiva? –perguntou Sam vindo em nossa direção.

–Er... nada! Só quis passar para dizer que eu amo você Carly! –disse Cat.

–Nossa... Depois eu sou a sentimental. Bom, vou retocar a maquiagem. Cat, faz companhia a Sam! – assim subi as escadas.



PSM: Sam



–Ta, agora fala ruiva! –disse encarando Cat.

–Acho que James está traindo a Carly.

–O que?! – gritei. Olhei para a escada para ver se Carly havia escutado e então puxei Cat para o jardim. – Como assim Cat?

–Quando eu estava vindo para cá, passei na biblioteca para pegar um livro, e de longe vi James beijando uma garota. Tenho certeza que é ele, mas e se não for?

–Cat, e se for?!

–Carly esta muito apaixonada por ele! Ficaria arrasada, e além disso, não tenho provas, ela pode ficar com raiva de mim achando que eu estou com “ciúmes”.

–Certo, então vamos seguir o James e descobrir, se isso for verdade vamos contar a Carly, mesmo que magoe, mesmo que chore. É o certo!

–Okay.



Depois que anoiteceu Beck foi me buscar.

–Como foi os estudos.

–Foi bem.

– Que bom.

–Beck.

–Fala.

–Preciso de um favor seu. Você é do time e o James também e vocês se falam né?

–Razoavelmente, não vou com a cara dele.

–Pois bem, acho que ele esta traindo a Carly e preciso que me ajude.

–Traindo? Como ele faria isso? A Carly é um doce! –disse ele indignado.

–Eu sei, e eu to me sentindo culpada, eu que os uni.

–Não se preocupe, vou segui-lo e monitorá-lo, se eu desconfiar de qualquer coisa eu mato ele!

–Não, só ...joga uma letra para ver se ele é fiel à Carly e se ele é dom bem. O resto eu faço.

–Tudo bem anjo. – ele estacionou o carro na frente da minha casa e me beijou, um beijo longo e bom. Sorri.

–Tchau. –disse saindo. Assim que entrei em casa vi minha mãe nervosa ao telefone.

–É de urgência meu senhor! A filha dela está com um maníaco! Serio? Oh, muito obrigada! Pode dizer... –minha mãe correu ate a bancada e começou a anotar algo. – Obrigada, muito obrigada! Adeus.

–O que houve? – perguntei.

–Achei um jeito de tirarmos Alex daquele animal! –ela sorriu vitoriosa.

–Então me fala!

–Por enquanto não posso meu anjo! E nem conte a Alex, só vou ter certeza depois que eu ir nesse endereço! –ela mostrou o papel sorrindo nervosa. –Não se preocupe, logo , logo ela estará conosco.

–Mãe! –a chamei receosa, queria muito lhe perguntar isso.

–Fala amor.

–Porque esse empenho todo em ajudar Alex?

–Querida, você sabe quem é seu avô?

–Sim, Sr. Puckett!

–Onde ele está?

–Na cadeia...

–Por quê?

–Acho que bateu num policial.

–Sim, mas, porque ele bateu num policial?

–Aonde quer chegar?

–Seu avô me batia, me explorava, me abusava sexualmente. –ela disse com os olhos brilhantes de lágrimas, mas sua postura era firme. Abri a boca sem reação, sabia que meu avô não prestava, mas, isso??!!

– O que?

– Ele desde nova me explorava em casa, eu cuidava de tudo e apanhava muito, de sair sangue. E quando comecei a ficar moça, ele começou a passar a mão em mim e dizer coisas chulas. Chegou a levar homem dentro de casa e cobrar para ficar num quarto comigo e fazer o que quiser. No inicio ficava com medo e deixava eles me tocarem, me usarem, mas depois fiquei mais forte e todos saiam com olhos roxos e sacos chutados, meu avô não tolerava. Meu castigo era ficar pelada dançando para ele, e se não o fizesse ele me batia de chicote. O auge foi quando ele me fez fazer isso e se masturbou a minha frente. Foi horrível, nunca me senti tão humilhada e mal amada.

Daí, conheci seu pai no colégio. Ele sempre me dizia que eu era especial, me fazia me sentir especial. Namorávamos as escondidas e ele descobriu o que seu avô fazia. Depois disso ele sumiu. E durante um mês no qual ele ficou fora quando descobriu, achei que tinha me abandonado por vergonhada de mim, foi muito ruim. Mas ele voltou! Com autorização dos pais para que nos casássemos e ele me levar para longe dali, seu pai tinha dinheiro. E assim que nos casamos escondidos do meu pai, ele de imediato o denunciou a polícia. E ele foi preso. Morei em Los Angeles quatro anos com seu pai na casa que era de praia da família que eles nos deram. Eu engravidei de você... Seu pai teve que viajar um ano para terminar os estudos, e nesse período a família dele descobriu de onde eu vim e me expulsou, eu era nova, seu pai também! Quando ele voltou, eu não estava mais lá e ele não sabe onde eu estava, e nem agora. Mas eu o amo muito e eu devo a vida. –ela disse já chorando, eu estava chorando.

–E sabe filha, ele me disse que era inexplicável a sensação de querer me ajudar, não porque eu era bonita, mas pelos meus olhos. E assim que vi Alex e vi seus olhos eu entendi o que ele me disse, e vou fazer o mesmo que ele me fez. – e nesse momento nos abraçamos e nunca tive tanto orgulho de minha mãe.



PSM: Alex



Estava trancada no meu quarto, fazia o dever no meu canto. Meu pai havia saído e finalmente me sentia em paz. Meu celular tocou e era Justin:

“Aparece na janela”

Fui ate lá e o vi com sua bicicleta jogada no meu jardim, sorri ao vê-lo. Desci correndo para abrir a porta.

–Oi! –disse lhe dando um abraço.

–Oi! Estava pensando... Que tal irmos comer algo? –ele perguntou sem graça colocando as mãos no bolso. Ele era fofo.

–Claro! –disse. –Só deixa eu pegar minha carteira. –mas quando eu ir me virar ele segurou minha mão, ele sorriu.

–Eu te convidei. Eu pago! Vem! – ele me guiou ate sua bicicleta. – Minha carruagem donzela. –eu ri, sentei no ferro que ligava o guidão ate o banco. Ele começou a pedalar e fomos rindo ate uma lanchonete na esquina. Sentamos numa mesinha na parte de fora. Ele pediu alguns pães de queijo e chocolate quente para nós.

–Obrigada por ter nos ajudado naquele dia!

–Que isso! Você foi ótimo, a propósito. – só sorri.

–Alex, posso te perguntar uma coisa? – acho que ele não tinha ideia de como ele estava vermelho.

–Pode falar.

–Em Nashville, todo ano ocorre um baile de inverno feito pela prefeitura. E eu queria saber, sabe, se você quer ir comigo? – eu sorri para ele.

–O que esta fazendo aqui? – meu sorriso desmanchou quando ouvi aquela voz.

–Pai, o que faz aqui?! – Me levantei.

–Vamos para casa! –ele me pegou pelo braço. Justin se levantou.

–Senhor, não precisa fazer isso. Só a trouxe para comermos algo!

–Você acha que não tem comida na minha casa o pivete?

–Não foi isso que eu disse. Não precisa levá-la assim. – Queria chorar. Vi que todos me olhavam e me dei conta de que Justin não tinha que passar por aquilo.

–Pode deixar Justin, obrigada por tudo. – deixei escorrer uma lágrima enquanto meu pai me puxava pelo braço de volta pra casa.



Continua...

Notas finais
Então..?