Colecionista De Canções

31 Capítulo XXXI - A La Luz De Un Milagro


Notas iniciais
Olá colecionadoras olha quem voltou. Gente eu não pude escrever o capítulo antes porque estava terminando meu curso e com ele vem o TCC, para quem já fez sabe que ele toma nosso tempo todo e por isso não pude vir antes, mas graças a Deus terminei, apresentei e agora posso escrever de novo. Esse capítulo tá bem grande viu uma maneira de recompensa-los a demora. O capítulo que eu mais queria escrever e vocês lerem. Espero que vocês gostem dele, assim como eu gostei, que se emocionem assim como eu me emocionei. Ouçam essas músicas aqui https://www.youtube.com/watch?v=0skWoKi4GA0 https://youtu.be/wV4_oltRq0U Trilha sonora perfeita não? Sem mais delongas deixo vocês com o capítulo.

Minhas pernas tremiam que quase não conseguiam me manter de pé, minha boca abria e fechava e não conseguia encontrar as palavras certas, nesse momento elas pareciam não existir. Por tanto tempo eu esperei por isso, pelo momento em que veria meu irmão acordado, e por tantas vezes imaginei essa cena que agora não consigo acreditar que ela era real.

— Nii-san, não acredito que. Ah meu Deus, eu vou chamar alguém.

Sai correndo pelos corredores do hospital gritando feito um louco.

— Alguém, por favor, meu irmão acordou.

Parecia que naquele andar não havia ninguém, era tudo tão morto assim no andar dos internados com coma?

— Naruto! Narutoo! Itachi abriu os olhos, Naruto.

Eu não parecia eu nesse momento, eu voltei para o quarto do meu irmão e ele ainda estava lá, de olhos abertos, recostado na cama, me joguei em seus braços e chorei como um menino bobo. Por 15 anos venho esperando por esse momento.

— Sasuke? É você?

— Claro que sou eu, Itachi eu não acredito que você tá aqui, falando comigo. Você não sabe o tamanho da falta que você fez.

—Mas do que você está falando?

São tantas as coisas para explicar, dizer a ele. Como ele vai reagir ao saber de tudo? Estávamos abraçados ainda quando alguém entrou no quarto e teve a mesma reação que eu tive.

— Ah Jesus, Itachi você acordou.

Esse dia hoje está bem cheio de emoções.

***

Hinata e eu estávamos tomando café quando ouvimos gritos vindos do andar de cima, e pela voz era Sasuke. Mas o que ele berrava eu não conseguia acreditar. Subi aquele andar correndo e Hinata atrás de mim tentando me fazer desacelerar, Sasuke disse que Itachi acordou, não é possível isso ter acontecido assim. Depois de tantos anos.

Quase escorreguei ao virar a curva para o quarto, quando cheguei meus olhos não acreditavam na imagem que via a minha frente.

— Ah Jesus, Itachi você acordou.

A emoção tomou conta de mim e até mesmo de Hina, era um milagre, um presente que os céus estava nos dando. Sasuke não parava de abraça-lo, e a cena era comovente, não queria interromper, contudo eu precisava examina-lo, verificar se tudo estava bem.

— Sasuke sinto muito atrapalhar vocês, mas preciso realizar alguns exames no Itachi.

Se Sasuke pudesse me matar apenas com o olhar ele com certeza o faria, só que ele também entendia que era necessário tais procedimentos, afinal acordar de um coma de quinze anos é impossível, eu preciso ver se tudo está bem.

— Tudo bem, eu vou chamar o meu tio.

— Obrigado. Oi Itachi como você está se sentindo?

— Acho que bem. Onde eu estou afinal? E por que sua voz não me é estranha?

— São muitas perguntas, mas você está num hospital, você vai entender as coisas aos poucos vamos te contar tudo está bem. Por hora saiba que você vai ser bem cuidado aqui. Eu me chamo Naruto. Lembra-se de mim?

Suas orbes negras me olhavam examinando-me, querendo buscar algum traço que o fizesse lembrar do meu rosto, acredito que ele o encontrou, pois sua expressão de espanto e surpresa chegou a ser engraçada.

— Naruto? Não pode ser, você está um adulto. Mas, como...

— Como te disse Itachi tem muita coisa que você precisa saber, mas vamos fazer os exames e depois deixo você conversar com o seu irmão tudo bem assim?

— Tá, tudo bem.

— Olha eu sei que parece estranho tudo isso, acordar assim num lugar como um hospital, com todos a sua volta crescidos, mas Itachi você não faz ideia de como estamos felizes.

Chamei uma enfermeira para me ajudar e comecei a pequena bateria de exames no meu velho paciente, mas dessa vez com um sorriso no rosto, pois pela primeira vez ele está de olhos abertos.

***

Enquanto aguardava no carro a volta de Sasuke resolvi ligar para Madara, mas infelizmente o celular dele já estava desligado, liguei o rádio para sintonizar em alguma estação, foi aí que vi meu sobrinho afoito com a respiração acelerada correndo em direção ao carro. Pensei no pior, alguma coisa deveria ter acontecido com o Itachi, senão Sasuke não estaria desesperado assim.

Sai do carro e corri em sua direção, o segurei pelos ombros e esperei que ele se normalizasse.

— Tio, O Itachi ele...

— Aconteceu alguma coisa? Por que você está assim?

— Ele acordou tio, o meu irmão finalmente acordou.

Meu coração ficou acelerado, eu não conseguia acreditar que isso estava realmente acontecendo. Itachi, acordado?! Depois de tantos anos finalmente vamos poder abraça-lo, conviver com ele, Deus isso é um milagre.

— Está falando sério? Ele realmente acordou?

— Sim, ele está com o Naruto fazendo exames, mas ele acordou, eu entrei no quarto e ele estava deitado na cama de olhos abertos, parecia confuso sabe e quando eu o abracei e ele reconheceu a minha voz eu nunca senti tamanha felicidade tio. Meu irmão voltou para mim, para gente finalmente.

Abraçamo-nos com felicidade, eu subi junto dele até o quarto do Ita, uma enfermeira disse que precisávamos aguardar um pouco porque ele estava realizando os exames, ficamos no quarto esperando ele voltar, de repente algo me veio à mente. Como o Itachi reagirá ao saber de tudo que se passou? Da morte dos pais, do seu coma? Dos 15 anos que ele perdeu da vida do Sasuke, dele mesmo, com certeza tudo isso será como uma bomba para a cabeça dele.

— Sasuke?

— O que?

— Você já pensou em como vai ser quando o seu irmão souber de tudo o que aconteceu?

— Já. Vai ser duro, difícil assim como foi para mim, só que para ele pior porque ele estava em coma, perdeu tudo, o enterro dos nossos pais, todos os meus aniversários, concertos, shows, minha formatura, ele perdeu as coisas da vida dele também, o Tachi hoje é um homem adulto tio de 28 anos, ele perdeu o próprio concerto, perdeu a carreira linda que ele com certeza teria eu me culpo todos os dias por isso. Não sei como ele vai reagir ao saber de tudo.

Segurei na mão dele e o puxei para um abraço, ele não ter me afastado me deixou feliz, a felicidade vem duplamente para mim, Itachi acordou e consegui recuperar o carinho de Sasuke, somos uma família de novo.

— Eu estou aqui com você, por vocês.

— Obrigado.

Ficamos aguardando mais meia hora quando Naruto e Itachi adentraram o quarto, levantei em sobressalto, meu espanto de ver ele ali sentado na cadeira de rodas encarando-me com curiosidade me deixaram emocionado, não consegui evitar o impulso de abraça-lo.

— Ah Itachi meu querido, que bom que você está bem. Deixa eu olhar para você. – Afastei-me dele e fiquei vendo seus traços. – Tão parecido com a Mikoto. – Ele me olhou espantado e procurando pelos olhos de Naruto e Sasuke perdido. – Desculpe-me você não deve lembrar-se de mim né?

— Seu rosto não me é muito estranho.

— Sou seu tio Izuna, irmão da sua mãe.

— Nossa, por que todos vocês parecem tão velhos, estou com medo de olhar no espelho.

— Obrigado por nos chamar de velhos. – Todos começaram a rir inclusive o moreno, o clima ficou menos ameno. – Por que ele está nessa cadeira de rodas Naruto?

— Fiquem tranquilos, o nosso Itachi está bem, mas ele não pode sair por ai andando como um menininho então por isso o coloquei aqui, por enquanto é melhor assim.

— Naruto nós podemos conversar com o meu irmão?

O clima ficou um pouco apreensivo, nos entreolhamos e ficamos aguardando a resposta.

— Podem, mas peço prudência e principalmente a quantidade de detalhes, lembrem-se menos é mais. Vou deixar vocês mais a vontade e daqui a pouco eu volto para te ver está bem Itachi?

— Sim doutor.

— Pode me chamar só de Naruto, acho que você tem intimidade suficiente para isso.

Naruto saiu do quarto, o clima de apreensão ainda continuava no ar. Não sabíamos bem o que dizer, como falar, Itachi nos olhava curioso, aguardando que quebrássemos o silêncio, Sasuke me olhou e eu acenei para ele.

— Nii-san sei que você está confuso, muito né, aconteceu muitas coisas. Do que você se lembra?

— Nós estávamos indo à casa do tio Madara, e eu lembro de gritos e tudo ficou escuro e depois disso não sei de mais nada.

—Nii-san isso é muito difícil e doloroso, mas naquele dia a gente sofreu um acidente, o carro capotou e você me protegeu e com isso você bateu a cabeça, teve uma concussão e você entrou em coma, você esteve dormindo durante anos, eu vim aqui todos os dias, te ver, conversar, durante 15 anos Itachi você esteve em coma e isso me matava todos os dias. Você está bem?

Itachi parecia estar branco e assustado. Sua cabeça estava abaixada, era normal sua reação, imagina como deve ser acordar de um coma tão longo e descobrir isso assim.

— Você está dizendo que eu passei mais de uma década dormindo? Meu Deus isso é inacreditável, é por isso que todos vocês estão tão velhos, desculpe o jeito de dizer, mamãe e papai então devem estar bem velhos não. Cadê eles falando nisso?

O que mais temíamos estava agora diante de nós. Será que ele está preparado para tal notícia. Olhei para Sasuke e com um sinal eu disse que não, seria demais para a cabeça dele.

— Itachi eu acho que você precisa descansar.

— 15 anos já foram descanso demais.

— Eu digo sua cabeça, eu levo você até eles depois está bem?

— Vocês estão me escondendo algo?

— Não, é só que como o Naruto disse você precisa saber das coisas aos poucos. Eu prometo te levar até eles. Vem eu vou te ajudar a deitar.

— E o tio Madara cadê?

— Você lembra-se dele ainda Itachi?

— Claro! Ele me ensinou a tocar piano. Ele está bem?

— Sim, ele está viajando a trabalho Itachi, mas eu vou avisar ele, ele vai ficar muito feliz.

— Quero muito vê-lo, saber se mudou.

— Você vai ficar surpreso nii-san, o tio não envelhece.

Começamos a rir, fiquei observando os dois, a felicidade de Sasuke sobressaltava-se sobre seus olhos, o brilho que neles estavam só tinha visto quando ele estava com Sakura, depois de tanto sofrimento finalmente os dois irmãos podem ficar juntos novamente, todos nós juntos novamente, como uma verdadeira família.

— Tio, está tudo bem? – Sasuke me perguntou, percebi então que estava chorando, passei a manga da blusa sobre os olhos e as sequei, sorrindo respondi.

— Agora está tudo ótimo.

***

O avião foi decolando deixando todo o Japão para trás, assim como meu coração está deixando ele. Okaa-sama me dizia que o mar de rosas só acontece em contos, ela nunca esteve tão certa, pelo menos para mim o mar de rosas foi ilusório, enquanto eu acreditava que nosso relacionamento era o conto de fadas tudo estava certo, mas quando tudo ruiu eu vi o quão enganada eu estive esse tempo todo.

Madara parecia tranquilo enquanto dormia do meu lado, olhava a paisagem pela pequena janela e fiquei imaginando como vão ser esses meses longe de todos, tudo, longe de Sasuke. Tento não pensar muito nele, contudo a cada instante que me vejo com a mente vazia ele aparece para ocupar o espaço, não quero mais me prender nisso, quero focar agora na minha carreira, na realização dos meus sonhos.

De repente lembrei-me de Itachi, fiquei me perguntando como ele pode estar, sei o quanto ele é importante para Sasuke e como sua recuperação é o que ele mais deseja na vida, espero que tudo fique bem, que termine bem e que ele volte para o irmão e o concerte, pois Sasuke está muito quebrado.

Nossa primeira parada vai ser em Malibu, amei a ideia de um festival na praia, depois iremos para Los Angeles, Seattle, saímos dos Estados Unidos e partimos para Itália, a primeira cidade é Verona, seguida de Roma e Florença, encerramos no meu país Inglaterra, nas cidades de Liverpool, Cantuária, e minha cidade natal Londres. Não posso me sentir mais feliz, vou conhecer praias lindas, cidades históricas, castelos antigos, um verdadeiro sonho de princesa se tornando real.

Ao olhar para a poltrona ao meu lado vi Madara me encarando curioso, acho que sorri demais ao imaginar minha turnê acontecendo.

— Está feliz querida?

— Muito.

— Está realmente feliz Sakura? – No inicio fiquei confusa com sua pergunta, todavia compreendi o que ele quis dizer. Estou feliz por ter deixado os meus sentimentos, por deixar meu coração trancafiado para não perdoar tudo o que ele fez e seguir em frente sem ele me apoiando? A resposta é tão difícil, mas eu sei. – Sim Madara estou, e ficarei mais ainda quando eu cantar nos palcos de Londres.

Ele esboçou um sorriso de canto e voltou a recostar em seu assento.

— Você é igualzinha sua mãe.

Eu queria muito saber o que ele quis dizer com isso, só que Madara já havia voltado a dormir. Vou ter que esperar mais 9hs00 até pousarmos para descobrir, acho que minha curiosidade aguenta até lá.

***

Eu gosto muito de ver a vivacidade naqueles anises, o brilho no seu sorriso me encantava e agradava-me ver que Naruto está tão feliz com a melhora de Itachi, que seus exames estejam bons, eu podia ver o seu contentamento enquanto falava comigo enquanto me explicava às coisas. Acredito que depois de cinco anos acompanhando o seu estado clínico fora os dez que ele compartilhou toda a dor e angústia do seu melhor amigo ver que seu paciente finalmente acordou dá um alívio há ele muito grande.

Peguei em sua mão que estava em cima da mesa e a acariciei, sorrindo para ele.

— Fico muito feliz por você querido, pelo Sasuke, pelo Itachi, por todo mundo. Sei o quanto importante é a melhora dele para todos vocês, e agora você vai poder estudar o Itachi, ver como ele vai ficar, observar ele e isso vai te ajudar muito.

— Sim, Hina obrigada é muito bom ter você comigo nesse momento, eu vou contar para o meu tio ele vai surtar de felicidade.

— O Itachi era paciente dele antes não?

— Sim, antes dele ser transferido para o outro hospital para gerir tudo lá. Na época eu tinha acabado a faculdade e era residente aqui, ai ele me deixou cuidando do caso, mas ele sempre perguntava sobre o estado do Itachi, quando dava ele vinha aqui, agora não porque ele está bem ocupado, mas ele se importa bastante com as pessoas.

— Assim como você querido.

Nós trocamos um selinho e depois nos separamos, seguimos cada um para sua sala. Em minha sala, na área de espera já me aguardava uma paciente, pedi que entrasse para atender sua filhinha de dois anos, que por muita coincidência tem os mesmos olhos anises de Naruto, só que com menos paixão.

***

Nove horas depois...

Quando o avião pousou no aeroporto recebi uma notícia maravilhosa ao ligar meu celular de volta. O recado de Izuna dizia que Itachi havia acordado, que estava bem e que em breve poderia ir para casa. Peguei as minhas malas e de Sakura colocando-as num carrinho, Sakura voltava do banheiro e dei a ela a notícia.

— Madara isso é maravilhoso, não acredito que ele acordou, milagre. Você deve querer estar lá, com ele.

— Sim, mas eu estou bem aqui. Eu esperei quinze anos por esse dia, não vou morrer se esperar quatro meses, e também com a tecnologia de hoje eu posso falar com ele, por videoconferência.

— Está bem, assim eu também posso vê-lo.

— Ele vai amar você. Bom vamos para o hotel, vou ligar para o meu irmão assim a gente pode saber melhor sobre o Itachi.

Entramos no carro que aluguei onde o motorista já nos aguardava, disquei o número e esperei dois bips para Izuna atender.

— Esperava sua ligação.

— Você está com ele ainda?

— Sim estou, Sasuke está na lanchonete ele não quer sair daqui.

— Imagino. Posso falar com ele?

— Vou passar o telefone. – Tio Madara?

— Oi meu querido. – A voz dele estava rouca, diferente da vozinha de quando ele era só um menininho. – Itachi como é bom ouvir sua voz, mesmo que mais grossa.

— Já a sua é a mesma, acho que Sasuke está certo quando diz que o senhor não envelhece.

— Vou considerar um elogio. Como você está se sentindo?

— Bem Tio, soube que está viajando a trabalho, está lapidando outro talento?

— Sim, mas nenhum será igual a você. E falando no meu talento, ela quer falar com você.

— Quem?

— Sakura, ela ia muito ai com o seu irmão.

— Hum, é minha cunhada?

— Era, até seu irmão fazer besteira. Depois vocês conversam e ele te explica. Vou passar para ela. – Oi Itachi.

— Sakura né?

— Isso.

— Você tem uma voz doce e agradável, deve arrasar nos palcos.

— Nem tanto, estou começando. Mas e você? Está bem?

— Me sinto bem sim, é estranho saber que passei tanto tempo dormindo, só que é bom estar de volta, só preciso atualizar os dados de quinze anos. – Rimos um pouco. – Sakura seja lá o que houve entre você e meu irmão acredito que ele é um idiota por deixa-la ir, falar com você me trouxe uma paz sabe, você vai levar seu público ao auge da emoção, você não tem talento, você tem um dom.

— Assim como você. Preciso ir, acabamos de chegar em Malibu, vou me preparar.

— Tudo bem, teremos tempo demais não. Boa sorte Sakura, espero te conhecer logo.

— Desejo o mesmo a você. Se cuida Itachi.

Sakura sorriu para mim e devolveu o celular, e eu me despedi do meu sobrinho com um ar de saudade, seguimos para o hotel e fomos conversando no caminho, vimos às músicas que Sakura cantara na abertura de um show de um cantor famoso da região e na sua primeira apresentação fora do Japão, eu via sua empolgação e isso a distraia dos pensamentos sobre Sasuke.

— As coisas estão ficando bem não? – Perguntou ela a mim com um olhar sereno.

— Sim estão querida, e vão ficar melhores você vai ver.

— Assim espero.

Chegamos a nossa estadia e descarregamos a bagagem, fizemos o check-in, eu vi o brilho das esmeraldas explodirem ao pisar no hotel e perceber que aquilo realmente está acontecendo, espero fazer dela a estrela que ela merece ser.

***

À noite quando cheguei em casa estava cansado pelo trabalho do dia, hoje não pude ver Hana porque o dia foi corrido, na verdade essa semana está sendo corrida, acabamos marcando nosso jantar para outro dia, depois de um banho relaxante e um jantar maravilhoso subi para meu quarto e fiquei brincado com Chibi.

Enquanto jogava a bola e ele me trazia de volta ouvi batidas na minha porta, pedi que entra-se e era Naruto sorrindo. Ele entrou e sentou na beirada da cama ao meu lado, assim que o viu meu cachorro subiu em cima dele e ficou lambendo sua mão, ele sempre gostou do meu sobrinho.

— Você parece cansado tio.

— Essa semana está cheia, e você parece bem.

— E estou, tenho uma notícia que vai te deixar do mesmo jeito.

— Qual? – Ele fez um suspense que me deixou nervoso.

— Itachi acordou hoje, ele acordou tio e está bem, não tem nenhum trauma.

Fiquei surpreso e em choque, oh Deus como esperei por esse dia, que alívio finalmente receber essa excelente notícia. Abracei Naruto contente com que tinha ouvido.

— Quando ele vai para casa, quero ir visita-lo. Ele nem vai me reconhecer.

— Não mesmo, ele não me reconheceu, na verdade foi um susto né para ele saber que passou mais de uma década em coma, mas ele vai para a casa daqui a uns dias, quero observa-lo mais, ver se não sente dor, principalmente na cabeça.

— Ele sabe sobre os pais?

— Não, eu disse ao Sasuke para ser prudente, uma notícia dessas agora faria o estado dele ficar ruim, disse para esperar ele estar bem, em casa, entretanto não vai ser fácil saber o que aconteceu, espero que ele fique bem, por mais oneroso que seja o que ele vai ouvir. E a Hana está bem?

— Sim, não a vi esses dias por causa do trabalho, mas semana que vem eu vou sair com ela.

— Quando vai apresenta-la?

— Logo eu espero, mas por enquanto estamos indo devagar, para não nos machucarmos. E você e a Hinata?

— Estamos também levando as coisas devagar, fico feliz tio que você superou tudo e encontrou uma mulher que te faz bem que gosta de você.

— Roubou as palavras da minha boca, acho que nós dois merecíamos isso.

Decidimos assistir um filme enquanto colocávamos o papo em dia, e enquanto conversávamos eu pude ver que Naruto estava com uma expressão serena, leve, há muito tempo eu não o via assim, me perguntei se também carregava isso em mim, creio que sim porque ele me sorriu tranquilo enquanto me observava também. Não sei se é o fato de Itachi acordar ou de estarmos com mulheres tão incríveis que fez essa mudança, só sei que quando estamos bem com nós mesmo rejuvenescemos, mas não de idade e sim de espirito e não existe sensação igual a essa.

***

Alguns dias depois...

Finalmente o dia que pude trazer Itachi para casa chegou, eu mal podia acreditar nisso. Já contratei uma enfermeira para cuidar dele nesse período de recuperação, Cris arrumou todo o quarto de hóspede, não fizemos uma festa de boas vindas como de costume com balões, faixas porque assim como eu meu irmão detesta essas coisas. Só que ao mesmo tempo em que me sinto feliz, carrego tristeza junto comigo, tristeza porque vou contar a ele sobre a morte dos nossos pais e tristeza por Sakura não estar aqui comigo nesse momento.

Não sentir saudade dela é impossível, tentei falar com ela, deixei recado, mas ela não retornou, sei que deve estar extremamente magoada e sei que mereço o seu desprezo, afinal fui eu que causei nossa separação. Tio Izuna já me aguardava no carro, passaríamos no hospital para pegar Itachi e de lá seguiremos para o cemitério.

Quando chegamos ao hospital foi assim que se sucederam as coisas, Naruto nos deu uma lista de recomendações e disse que Itachi precisa vir ao hospital duas vezes no mês nesse período de melhora para realizar exames, claro que isso não o agradou, contudo ele sabe que é para o bem estar da sua saúde e também quatro meses passam rápido.

Quatro meses é o tempo que ela estará por aí cantando e dando as pessoas à alegria de ouvi-la, e fiquei feliz por ela, tio Madara mandou-me a gravação de sua performance em Malibu e ela arrasou, agora eles partirão para LA. Despedimo-nos de todos do hospital e seguimos para o cemitério.

Eu estava preocupado com a reação dele, de como ele vai ficar ao saber de tudo, e já na entrada do local ele ficou estranho, mas meu irmão sempre foi inteligente e sacou tudo.

— Eles morreram?

Izuna e eu nos entreolhamos.

— Não façam essas caras, eu já imaginei que algo do tipo tivesse acontecido e vocês me trazerem aqui, a demora em falar sobre eles ressalta a hipótese. Eu não acredito que perdi o enterro deles, que não pude me despedir, dizer adeus, não pude trazer flores, rezar por eles. O que mais eu perdi?

— Nii-san, eles nos amavam e sei que onde eles estão, estão felizes e bem, e mais ainda agora que você voltou.

— Leve-me até as lápides.

Para não fazer esforço Naruto recomendou o uso de uma cadeira de rodas para Itachi, até ele poder andar com as próprias pernas, ele disse que não precisa ser por muito tempo só essas primeiras semanas, o levamos até o local das lápides e quando chegamos ele chorou silenciosamente, e isso me doeu fundo.

— Okaa-sama, Tou-sama eu sinto muito, eu não estive presente para poder me despedir, eu sinto muito por vocês terem ido tão cedo, sinto muito por tudo.

— Não é sua culpa, e sim minha, eu pedi para sairmos, eu chorei, eu desviei a atenção do tou-chan da estrada.

— Sasuke o que aconteceu foi uma fatalidade e não sua culpa, eu imagino que você se torturou por todos esses anos não? Culpou-se pela morte deles, pelo meu coma, mas nada disso é sua culpa, ás coisas acontecem fora do nosso controle, não se pode controlar nada, nem as pessoas, nem o tempo, nem a vida, absolutamente nada então não faça mais isso, não diga mais isso. Como você disse eles nos amavam e principalmente okaa-san odiaria ver você se martirizando por algo que não foi você que fez.

“Olha seu irmão fez falta mesmo, ele sabe das coisas, se ele tivesse aqui você não teria feito tanta besteira.”

Eu queria gritar cale a boca, mas minha consciência está certa. Eu deixei tudo acontecer por culpa, por medo, deixei de viver por causa disso. Joguei-me nos braços de Itachi que me abraçou com força.

— Perdão Sasuke, você deixou de viver por carregar uma culpa tão grande. Vamos para a casa, você precisa me contar muita coisa, principalmente porque a Sakura é ex cunhada e não atual.

Afastei-me dele assustado, como ele sabe sobre isso?

— Eu falei com ela por telefone, e tio Madara me disse por alto que vocês terminaram.

— Uma revelação por vez. Vamos.

Tio Izuna nos levou de volta para casa e quando chegamos Cris já havia feito um almoço leve seguindo a recomendação da enfermeira.

— Senhor Itachi é um prazer finalmente poder vê-lo acordado. Eu sou a Cris, empregada do seu irmão.

— Cris você é muito mais que isso, ela faz parte da família também. Ela namora o nosso tio Izuna.

— Senhor Sasuke assim fico sem graça.

— Não há motivo para se sentir assim. Ela ia te visitar muitas vezes no hospital.

— Prazer Cris, meu tio tem sorte de ter uma namorada tão bonita. Você devia seguir o exemplo dele Sasuke.

— Mais tarde falamos sobre isso, Itachi.

Almoçamos todos juntos e Itachi disse que Cris tinha uma ótima mão para a cozinha, a enfermeira o levou para repousar no quarto, então recebemos uma chamada de vídeo do tio Madara e foi aí que eu a vi ao dele. Tão linda e espetacular. Não pensei que poucos dias longe dela me fariam sentir tanto sua ausência.

Ela foi cordial, me deu bom dia enquanto nós dávamos boa noite, mudanças de fuso.

— Itachi que bom que está em casa.

— Sakura você é linda, na verdade você parece muito com alguém que acho que vi.

— Impossível nii-san ela é única. – Percebi que Sakura ficou sem graça com meu comentário.

— Obrigada Itachi, deve ser impressão.

— Acho que sonhei com você sabia, antes de acordar eu lembro que vi um anjo de cabelo rosa me chamando para acordar.

— Que engraçado, eu fui até o hospital antes de viajar e pedi para você abrir os olhos.

— E concertar o que está quebrado.

Sakura parecia surpresa, o que será que ela e meu irmão se referiam? Sakura se despediu e desapareceu, tio Madara ficou conversando um tempão com nós dois até a chamada se encerrar. Itachi ficou me encarando sério, sei que vou ouvir um sermão daqueles que só irmãos mais velhos sabem dar.

— Ela é divina como você a perdeu?

— Por ser um idiota. Desde a morte dos nosso spais eu fiquei com um bloqueio, eu tinha medo de ficar sozinho, de perder as pessoas que amo. Sakura foi a única mulher que me amou pelo que sou e não pelo que tenho. Ela perdoou meu erro, me aceitou, me amou, me mudou e eu só soube magoa-la.

Contei ao meu irmão tudo o que fiz e ele ficou com uma expressão de decepcionado, tudo o que menos queria era isso, vê-lo desapontado comigo.

— Como pode! Eu fiz mais falta do que poderia imaginar, eu jamais teria deixado você trata-la assim, ao tio Madara, imagina como ele se sentiu. Você mereceu cada tapa, cada palavra que ouviu, estou pasmo Sasuke, mas também triste por você ter deixado o medo te controlar em vez de controla-lo, as pessoas não são fantoches que você pode manipular apenas puxando as cordinhas, essa mulher te ama ainda eu pude ver nos olhos dela isso, você tem que mostrar que a ama igualmente, que a merece de volta.

— Mas como vou fazer isso? Ela está longe e não posso esperar quatro meses para recuperar o amor dela.

— Você disse que ela era sua fã não? Você a conquistou pelas suas palavras nas músicas, não foi?

— Sim, mas o que isso tem haver?

— Simples, reconquiste através da música, suas ações e intenções podem ser transmitidas pela sua música, e sua música chega a qualquer lugar, mesmo ela estando longe.

— Acha que vai dar certo?

— Só tentando para saber.

Abracei meu irmão e agradeci por tudo. Vai ser muito bom tê-lo comigo. Quando nos separamos vimos que alguém havia entrado no quarto e era Nagato. Resolvi descer e deixa-los a sós.

— Obrigada nii-san.

— Só estou cumprindo o meu papel.

***

Ver Itachi bem e em casa foi muito bom, só não me preparei para ver Sasuke. Só confirmei o obvio eu ainda o amo, dói vê-lo, lembrar-me dos nossos momentos juntos, do seu carinho e saber que ele jogou tudo fora por egoísmo.

Madara chamou-me da porta do camarim, entraria em dois minutos, as meninas terminaram de me maquiar e me preparei para subir ao palco. Em Malibu toda a galera amou o show de abertura que fiz, só que o doeu foi ouvi-los chamarem SasuSaku sem saber que esse casal não existe mais. Ali decidi que no meu show em LA anunciaria o fim do nosso relacionamento e tenho a música perfeita para isso.

Estava em cima do elevador que me faria entrar triunfante no palco, as minhas mãos apertavam o microfone, ansiedade tomando conta. Quando entrei vi o local lotado, todos começaram a gritar, aquilo me emocionou.

Segui em frente à passarela que me aproximava mais deles, e fiz o anúncio.

— Antes de começar eu gostaria de agradecer o imenso carinho que vocês estão me dando. – Mais gritos de euforia. – Essa turnê é muito importante para mim, é a realização do meu sonho, eu sei que vocês amam o Sasusaku não é? – Eles gritaram siiimm. – Só que infelizmente Sasuke e eu não estamos mais juntos. – Ahhh eles falaram em uníssono decepcionados. – Mas espero que continuem comigo. – Sakura nós te amamos. Não pude conter a emoção. – E para começar essa noite linda, uma música muito especial, vocês cantem comigo.

Enquanto cantava eu lembrava-me dele, era inevitável não lembrar a música parecia ser feita para nós dois.

— Eu não quero viver para sempre porque eu sei que estaria vivendo em vão. E eu não quero me encaixar em nenhum outro lugar. Eu só quero continuar chamando o seu nome até você voltar pra casa. – Eu me esforçava para as lágrimas não caírem e eu estava sendo forte, porque elas não me deixaram ficar para abaixo, o coro do público era lindo. Como queria que ele visse isso, compartilha-se isso comigo, mas ele não quis isso e tenho que parar de querer. Na última frase eu cantei num falsete lindo que me deixou surpresa e o público delirou. – Até você voltar pra casa.

Eu estou brilhando Sasuke, e brilhando sem você.

***

Já havia se passado algumas horas, Nagato já tinha partido, Cris e tio Izuna foram ao cinema, na casa só restavam à enfermeira, Itachi e eu, só que mesmo assim eu me sentia sozinho, principalmente sentado em frente ao piano na sala de música eu compunha uma nova canção, para um novo álbum, e vou dedicar ele todo a Sakura porque ela vai ser minha inspiração.

— Prometi te amar para sempre e era verdade, não havia dúvidas em minha mente. Se o destino teve planos diferentes e te machuquei por acidente, perdão. Se me soltei de você, se não te defendi foi porque meu coração estava cego. Que estupidez te perder para ver, desculpa. Não espero amor nem ódio. Já tenho o bastante com minha dor. Maldito o episódio pior é que eu fui quem o escreveu. Esperam-me os demônios que deixa seu esquecimento, que brincam comigo. Já sei que é covarde te pedir em uma canção. Perdão, perdão

— Otouto que lindo.

Assustei-me, não percebi que meu irmão estava na sala.

— Não vi que estava ai.

— Percebi, você parece mergulhar, você canta tão lindamente.

— Você também.

— Estou enferrujado.

— Senta aqui, me ajuda a compor. Eu pensei no que disse e vou criar músicas para ela e fazer um novo álbum, faz um tempo que não faço um novo. Eu tenho um concerto daqui a dois meses e quero ter algumas músicas novas para apresentar.

— Sasuke eu...

— Não me negue isso, e sabe se você estiver bem podíamos cantar juntos. Por favor.

— Não te prometo nada

Ajudei-o a se sentar ao meu lado, meio receoso ele começou a dedilhar o piano e parecia automático ele tocando, parecia que sua mente não esqueceu como tocar o corpo das teclas, era suave, delicado e ele fazia igual a mim, mergulhava no som que elas produziam. Ele começou a cantar o pedaço que compus e foi lindo ouvi-lo, sua voz está mais rouca, mais adulta e seu grave parecia nuvens de algodão nos ouvidos. Ele não perdeu sua genialidade.

— Uma vez pianista, sempre pianista nii-san.

— Havia esquecido como é boa a sensação.

— Foi lindo. E sabe o público e você merece isso, uma chance de voltar.

— Uma coisa de cada vez Sasuke, não sei se estou pronto para isso. O mundo me esqueceu.

— Jamais.

— Vamos, você tem um Julieta para reconquistar, crie o soneto Romeu.

Voltei a tocar acompanhado de Itachi e sem dificuldade as palavras iam surgindo criando um novo verso. Parece que esse pedido de desculpas necessita ser ouvido.

Se pudesse voltar no tempo

Desta vez não esconderia o que sinto

O silêncio foi o engano mais violento

Meu terrível experimento falhou

Se te afastei de mim, se falhei e fui embora

Foi porque minhas mentiras me davam medo

Você acreditou em mim e me tornei tão bom

Fingindo

Não espero amor nem ódio

Já tenho o bastante com minha dor

Maldito o episódio

O pior é que eu fui quem o escreveu

Esperam-me os demônios

Que deixa seu esquecimento, que brincam comigo.

Já sei que é covarde te pedir em uma canção

Perdão, perdão.

— Sakura que se prepare, pois Uchiha Sasuke está disposto a tudo para emociona-la.

— Deixa de ser bobo.

Nós dois rimos e foi bom, muito bom esse momento, vou guarda-lo com carinho em minha memória, pois é o primeiro depois de quinze anos que Itachi está comigo e agora não vou deixar nada tira-lo de mim de novo.

— Eu te amo nii-san.

— Eu também amo você otouto, eu também.

***

Passar o dia conversando com o Ita foi muito bacana, ao contrário dos outros ele me reconheceu, primeiro pela cor inesquecível dos meus olhos e depois a do meu cabelo. Vê-lo se recuperando tão bem é extraordinário, ele contou como se sentiu quando descobriu sobre os seus pais, mas ele parecia bem mesmo com algo tão trágico, contei sobre a minha vida, nós rimos bastante nos lembrando de quando éramos crianças, pelo menos essas lembranças ele tem bem ativa na memória.

No fim da tarde o deixei descansando e vim para casa me arrumar para me encontrar com Hana. Vou leva-la a um chalé, essa noite é bem especial para nós dois. Combinei de pega-la as 20hs00 e como sempre ela é pontual, além de estar maravilhosa no vestido que a dei de presente.

— Boa Noite senhorita. Posso dizer o quão radiante está.

— Obrigada, você também está lindo.

Trajamos roupas de gala, meio contra gosto Hana aceitou minha ideia, só que ela nem imagina a noite que preparei para nós. O chalé fica num canto bem aconchegante da cidade, perto de um lago com vista para toda a cidade, além de ser rodeado por um jardim de rosas. Quando chegamos ao local ela ficou de boca aberta isso porque nem havia visto por dentro.

Tudo estava iluminado por velas e luminárias a vela, a mesa estava posta como pedi, pétalas de rosa espalhada por todo o local. Puxei a cadeira para ela senta-se servi o jantar para nós dois e tudo estava correndo muito bem. Depois de comermos, dançamos igual no nosso primeiro encontro, seus olhos brilhavam e seu sorriso era doce. Beijamo-nos enquanto dançávamos.

Peguei-a no colo sem parar de beija-la e fui a conduzindo até o quarto, a deitei com cuidado na cama e fechei a porta. A lua iluminava o ambiente, deitei sobre ela e fiquei a encarando, ela parecia nervosa, mas não tremia, suas mãos me puxaram pelo cabelo voltando a unir nossos lábios.

— Hana tem certeza disso?- Ela suspirou e me encarou. – Não quero pressiona-la a nada.

— Eu quero isso, eu quero ser sua Nagato, não tenho dúvida de nada.

— E se você se arrepender?

— Não vou, eu quero você.

Voltamos a nos beijar, minhas mãos acariciavam seu corpo ainda vestido e ela acariciava meus cabelos, arrepiando-me. Seu cheiro de flores do campo me enlouquecia, a pele macia. Eu a quero e não só por essa noite, eu também não tenho mais dúvida de nada, estou apaixonado por Hana e sei que ela é a mulher certa para mim, essa noite seremos um do outro sem culpa, sem medo.

Continua...

“Como uma brisa suave você veio e acabou se tornando o furacão que eu necessitava em minha vida, não a bagunçou, colocou em ordem o que estava fora do lugar, só que eu acabei me tornando um tornado na sua e ao contrário de você baguncei tudo. Mas eu vou acertar as, coisas, você merece brilhar e nada pode ficar no seu caminho.” (Black Swan- CDC)

Notas finais
Espero que tenham gostado. O próximo tem hentai ok. Beijos e até o próximo.