Colecionista De Canções

5 Capítulo V- sus ojos ardían en mí


Notas iniciais
Olá peoples, como vão vocês? Espero que bem. Bom primeiramente quero dizer que estou meio chateada com meus leitores fantasmas, eu tenho 63 leitores e apenas 24 comentaram, cadê os 39 leitores restantes? Gente se vocês clicam lá em acompanhar a fanfic, por quê não comentam? Vai cair os dedinhos de alguém? Não, pois o meu não cai quando escrevo os capítulos de colecionista então façam essa autora mais feliz do que ela já é e apareçam 39 leitores fantasmas.

Segundo eu deixei uma previa né no capítulo anterior só que sem prêmio, pois tenho que fazer as drabbles ainda.

Aqui vai os nomes de quem acertou

Vanessa-vvf

Nana Uchiha

Roxanne Malfoy- Nova leitora.

MiraChan

e Sakyharunouchiha

Parabéns meninas vocês acertaram gostei da lógica de cada uma.

Pessoal a partir dessa segunda-feira minhas aulas retornam com isso os capítulos provavelmente demorem, mas prometo tentar postar no sábado, mas peço que mesmo que eu demore em postar vocês não me abandonem, pois não pretendo abandonar a fanfic.

Agora falando de coisa boa estou super feliz, pois ganhei uma linda recomendação da Liiah-chan, muito obrigada fofa fiquei super emocionada com sua recomendação, capítulo de presente para você.

Vou dar as boas vinda as minhas novas leitoras que não ficaram no anonimato e comentaram capítulo passado.

Roxanne Malfoy

Liiah-chan

Áthyna chan

MiraChan

Elena

Dona

E Le Uchiha

Obrigada meninas fique super feliz que vocês tomaram a iniciativa de comentar. Leitores fantasmas sigam o exemplos delas.

Esse capítulo tem o primeiro pov's de alguns personagens.

Espero que gostem nos vemos nas notas finais.

Sem mais delongas deixo vocês com mais um capítulo de Colecionista.

Capítulo betado por minha beta Joyce.


A chuva aumentava cada vez mais, os trovões e relâmpagos eram bem visíveis no céu anunciando que uma grande tempestade viria. Os olhos estavam fixos na estrada, e a mesma já começava a ficar difícil de enxergar, por causa dos pingos grossos que se chocavam contra o para-brisa. Se fosse em outros tempos, Sasuke já teria gritado e corrido para os braços do irmão ou da mãe, entretanto agora estava sozinho e não poderia mostrar sua fraqueza logo naquele momento. Havia uma moça, uma linda moça no banco de trás do seu carro que precisava de ajuda, ela precisava de cuidados. Por isso, ignorando todas as leis de trânsito pisou fundo no acelerador, ignorando também seu subconsciente que gritava para ele ser cuidadoso ou acabaria capotando o carro.

Depois de meia hora Sasuke chega á sua casa. Estacionando o carro, o moreno desce do veículo e abre a porta do banco de trás pegando no colo com cuidado aquela linda jovem. Com certa dificuldade abriu a porta de sua casa, e mais que depressa subiu até os quartos e entrou no primeiro que viu, colocou a jovem na cama e foi em busca de um cobertor para aquecê-la.

Seu lindo rosto que parecia mais de uma boneca de porcelana continha algumas escoriações, ao lembrar-se do ocorrido de pouco tempo atrás seu sangue ferveu e Sasuke cerrou os punhos. Como alguém pode ter coragem de machucar um anjo como aquele? Perguntava-se internamente indignado com a tamanha covardia daquele monstro.

Dirigiu-se ao banheiro e pegou uma maleta branca com a cruz vermelha, um kit de primeiros socorros. Abriu a maleta e começou a cuidar dos machucados da rosada. Enquanto cuidava da linda mulher, Sasuke ficava admirado com sua beleza, seus traços e fisionomia. O nome tão belo quanto à dona fazia jus a tamanha beleza que ela possuía uma verdadeira beldade. Nunca tinha visto alguém tão bela quanto Sakura.

Depois de um tempo Sasuke terminou de cuidar dos machucados de Sakura, fez alguns curativos e guardou a maleta no banheiro de novo. Quando voltou, percebeu que o quarto a qual trouxe Sakura era o seu, mas não iria tirá-la dali. Pegou uma muda de roupa e se dirigindo ao banheiro, trocou-se para logo voltar ao quarto.

Sentou-se em uma poltrona que ficava de frente para a cama e relutando muito, acabou caindo no sono sem perceber e nem ao menos entender o porquê de querer ficar ali velando por ela. Poderia ter ido para outro quarto, na casa não faltava, porém quis ficar ali velando por ela.

Talvez só existisse uma explicação plausível, queria assegurar-se que mais ninguém colocaria as mãos em sua rosada. E assim Sasuke adormeceu sem ao menos notar que sua mente brincara consigo outra vez, tomando o pronome sua para descrever Sakura sendo que nem conhecia a garota direito, mas poderia conhecer. Quem sabe a vida não estaria lhe dando uma chance de encontrar a felicidade a partir dessa moça que ele salvara? Quem sabe...

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Sasuke Pov’s

Acordei com uma claridade que invadia o ambiente, e incomodava meus olhos. Espreguiçando-me, senti todo o meu corpo reclamar por dormir tão desconfortavelmente essa noite. Sakura... Sakura, esse nome rondou minha mente a noite toda. É estranho pensar tanto em alguém que conheci na noite passada. Ela ainda dormia tranquilamente, suspirando com os lábios entre abertos e a franja lhe cobria o rosto, levantei-me e fui em direção à cama, me abaixando até onde ela estava. Com as pontas dos dedos, afastei as mechas que caiam sobre a bela face alva e fiquei hipnotizado pela figura que dormia tão serenamente na cama de um desconhecido.

De repente, ela começou a despertar e afastei-me rapidamente me recompondo do meu comportamento anterior. Assustei-me quando vi dois lindos pares de olhos verdes me fitando com suavidade e ao mesmo tempo confusão. Estava inerte em pensamentos imaginando mil e uma razões para entender o que levaria alguém a machucar um anjo como aquele que estava deitada em minha cama.

Ela levantou-se e começou a bocejar, como ela era linda despertando logo pela manhã. Sakura olhou para mim e assustada, e se cobriu. Somente ai que me toquei que ela estava com a blusa rasgada e parte do seu corpo ficou a mostra, e devo admitir que corpo. Nós dois coramos.

– Ohayo- Disse frio como sempre.

– Ohayo Yusuke-sama.

Yusuke? Ainda me perguntava por qual razão eu ocultei meu nome, e para piorar minha consciência insistia em me atormentar com essa mentira tão pequena que inventei.

Sasuke conte a verdade sobre o nome, não tem porque mentir.

Claro que sim! Se ela souber que ele é quem é, vai se jogar e se oferecer de cara para dormir com ele.

Eu não acredito que ela seja assim, ela parece ser boa moça.

Discordo! Todas parecem ser boazinhas, ela deve ser mais uma dessas vadias oferecidas.

Calem-se vocês duas. Estão me deixando louco, eu resolvo essa situação e eu decido se conto ou não sobre o meu nome.

As duas consciências de Sasuke calaram-se no mesmo instante, até mesmo elas tinham medo do Uchiha, ou melhor, do Hamashi.

– Lindo seu nome, Yusuke.

– Obrigado, meu irmão escolheu. – Não mentiu sobre isso, realmente Itachi havia escolhido o seu verdadeiro nome Sasuke. E só de lembrar-se disso, lhe bateu uma nostalgia, mas precisava manter-se firme afinal não poderia demonstrar sua fraqueza a uma desconhecida.

– Onde estou?

– Blizzard.

– Blizzard? O bairro rico de Tóquio? Como vim parar aqui?

– Bom, depois que eu te salvei daquele nojento, te trouxe para cá. Você desmaiou e eu não sei onde mora.

– Obrigada por cuidar de mim e por me salvar daquele homem. Se não fosse o senhor, eu nem sei o que seria de mim.

– Por favor, sem formalidades me chame de Sas... Yusuke.

Yes, eu venci..

Prefiro não me manifestar.

Eu ainda não compreendia o porquê de estar mentindo sobre quem eu era de verdade, mas algo dentro de mim que ia além da minha consciência insistia em dizer, lutava, implorava para que eu mentisse. Sempre odiei mentiras e dessa vez estava mentindo. Eu sinto que ela é diferente, mas se minha consciência estiver certa, e ela for mais uma para a minha coleção? Por mais que dentro de mim esse algo que me força a mentir, insista em dizer que ela é diferente, que ela tem uma essência interior especial, tenho minhas dúvidas.

Desejo tanto encontrar alguém que me mostre o que é o amor. Depois de tanto tempo vivendo sozinho e nessa solidão amarga eu desconheço tal sentimento, todavia eu fui preenchido por ele, só que agora a única coisa que tenho em mim é um vazio. Quero alguém que me ame pelo que sou, não por meu dinheiro, e sinto que talvez seja essa garota que eu salvei que pode me tirar desse caminho tão escuro que me encontro.

– Yusuke-sama?

Num rompante sai de meus devaneios e fiquei a observar aquela jovem senhorita que estava ali diante de mim com uma expressão tão linda.

– Yusuke-sama, tudo bem?

– Sim. Desculpe o que disse?

– Perguntei se é o senhor... Se é você o dono dessa casa?

– Não. — Outra mentira. — É de um amigo que está viajando e pediu para eu tomar conta.

– Ah sim, é muito bonito aqui. Mas você deve viver bem para ir até o restaurante da Tsunade-sama.

O meu coração se apertou realmente, ela não passava de mais uma interesseira, as perguntas sobre minha vida financeira começaram. Mas então por que meu interior gritava para que eu não acreditasse nisso? O que está acontecendo comigo? Que misto de confusões são esses que essa garota está provocando em mim?

– Não exatamente, esse meu amigo que me banca. Ele manda dinheiro para as despesas da casa e para mim, já que estou desempregado no momento.

– Ah, que pena... Tomara que consiga um emprego logo. — Sakura tocou em minhas mãos e me olhando tão docemente disse. – Sabe, eu sempre digo a minha amiga que quando queremos muito uma coisa, basta acreditar que vai dar tudo certo. Tenho certeza que vai conseguir um ótimo emprego.

Meu coração se aqueceu, um calor tão bom me preencheu e aquele sorriso me pareceu tão sincero, que fez com que eu me sentisse mais confuso. Estou perdido, nem sei mais quem sou. Não sei, mas quero continuar com essa mentira e ver até onde a inocência de Sakura pode me levar.

– Yusuke-sama, poderia me emprestar uma blusa?

– Claro, espere aqui.

Fui até o meu nada pequeno closet, e peguei um moletom logo o jogando para Sakura. Ela pediu licença para se trocar, e eu resolvi ir até a cozinha preparar algo para comermos, pois ela deveria estar com fome.

Desci até a cozinha e vi pela janela que a paisagem foi coberta pela neve. Abri o armário e a geladeira, decidi fazer um chocolate quente com torradas, pães e algumas frutas para tomarmos café.

Ouvi passos na escada, e quando olhei para trás era Sakura descendo. Ela estava tão bonita com o meu moletom, mesmo ele tendo ficado um pouco grande nela. Os cabelos presos em um rabo de cavalo, e o rosto continha um semblante calmo. Ela se aproximou e sentou num dos bancos da bancada.

– Hum... Que cheiro bom, o que está fazendo?

– Chocolate quente. Gosta?

– Eu amo chocolate quente.

– Prefiro cappuccino.

O silêncio tomou conta do cômodo, até Sakura quebrá-lo de novo.

– Yusuke-sama, onde estão minhas coisas?

– Já disse, sem formalidades. Chame-me apenas de Yusuke.

– Tudo bem, Yusuke-kun.

– Suas coisas estão ali. – Apontei para a estante e ela se dirigiu até lá. Ela voltou, e assim servi o nosso café e ela me sorriu em agradecimento. Não conversamos muito, sempre fui fechado, e bom, ela não deveria conversar com estranhos. Logo o celular dela tocou.

– Oi amor. Não... Está tudo bem, eu já estou indo para casa, calma. Eu sei que tenho que cuidar da Hana. Desculpe, aconteceu um pequeno imprevisto já estou indo. Beijos.

Não sei por que, mas senti um aperto no meu peito por ouvir aquela conversa. Ela tinha alguém, alguém que estava preocupado, esperando ela em casa e pior ela deveria ter até uma filha. Minhas esperanças foram esmagadas a única pessoa que depois de minha família sorriu tão verdadeiramente para mim e aqueceu meu coração é comprometida. Ela levantou-se da bancada e se aproximou de mim, me deu um beijo na bochecha e agradeceu por tudo.

– Não quer que eu a leve?

– Não precisa você já fez muito por mim. Salvou-me, cuidou de mim e não vou abusar mais de sua boa vontade. Obrigada, espero que possamos nos encontrar de novo e eu vou dar um jeito de devolver seu moletom. Se cuide Yusuke.

– Fique com o moletom.

– Mas ele é seu.

– Fique, considere um presente.

– Bom... Obrigada.

Ela estava partindo quando a segurei pela mão a impedindo de prosseguir. Seu olhar sereno me encarou e me perdi dentro daquelas esmeraldinas, não soube o que se passou na minha cabeça nesse momento, só desejei que o tempo parasse e pudesse congelar dentro dos meus pensamentos e da minha mente o semblante tão angelical dessa garota. Soltei sua mão e com um aceno leve de cabeça deixei-a partir. A porta foi aberta e sem olhar para trás ela fechou-a me deixando mais uma vez inerte dentro da minha própria solidão.

Lavei a louça e depois subi para o meu quarto a fim de descansar um pouco mais. Joguei-me na cama e assim que afundei o rosto no travesseiro aquela fragrância invadiu meu olfato. Era doce e amadeirado o cheiro dela, me embriaguei no seu perfume e assim cai no sono desejando que fosse eu no lugar dele. No lugar do homem que espera ela voltar.

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Mal sabe Sasuke, que o único homem que espera o retorno de Sakura é ele mesmo. Mas será que essa troca de mal entendidos pode levar a união desses dois?

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Sakura Pov’s

Caminhava rapidamente pelas ruas daquele bairro, me sentia tão deslocada, tão longe de casa, tão sozinha. Quando estava com ele me senti quente, acolhida, mas longe daquele homem tudo ao meu redor pareceu ficar tão frio. Que isso Sakura, o que você está dizendo? Você conheceu o Yusuke a menos de 24 horas, e já está pensando besteiras. Mas uma coisa eu senti, ele parecia solitário, aquela casa era vazia, fria e até mesmo escura. Não sei se é somente uma impressão, só que ele parecia viver numa imensa solidão dentro daquela casa tão grande mesmo não sendo dele. Eu vi dentro do seu olhar toda uma angústia, transbordava culpa e arrependimento dentro daquelas pedras negras.

Estava chegando perto de uma estação, que graças à Kami passava perto do meu bairro, peguei o trem e me sentei na janela. Fiquei observando o lugar, era um bairro muito bonito, com casas enormes e muito bem decoradas, meu sonho sempre foi morar em um lugar assim e trazer minha querida mãe junto.

O trem partiu e logo a paisagem coberta pela neve começou a ser substituída pelos prédios, avenidas e pessoas do centro movimentado da cidade. Olhei no meu celular e eram 07hs15min, Ino estava um pouco atrasada por minha causa, espero que ela não perca o emprego por isso.

Cheguei a minha estação, desci e fui para o ponto pegar um ônibus, demorou uns 10 minutos, e o transporte parou, entrei e assim segui para o meu apartamento. Só que minha mente estava viajando e o lugar a qual ela insistia em me levar era até a casa dele. Encostei a cabeça no vidro da janela e vi alguns pingos de chuva deslizar por ele, pareciam lágrimas e mesmo sem querer lembrei-me de Yusuke. Seus olhos pareciam sempre chorar, e quando ele falou do irmão vi uma nostalgia, certa tristeza em seus olhos.

Sai de meus devaneios quando vi a última parada, desci e andei mais um pouco até chegar ao pequeno condomínio de prédios simples onde eu vivia com Ino e Hana. Subi a escadas correndo já que o condomínio é tão simples que não possui elevador, cheguei ao meu andar, e antes mesmo que eu abrisse a porta ela se abriu mostrando a figura brava e preocupada de Ino.

– Onde você esteve Sakura? Você sumiu a noite toda. Liguei no restaurante você já havia saído, seu celular desligado eu pensei que você estava...- Ino me abraçou com força e começou a chorar. Eu acariciei seus cabelos longos tentando acalmá-la.

– Calma Ino, eu sinto muito se te preocupei. Sabe, aconteceu algo ontem, mas graças à Kami eu estou bem.

Ino se separou de mim e ficou me olhando confusa com aqueles olhos marejados. Entramos e nos sentamos no sofá então comecei dizer a ela tudo o que aconteceu e quando falei de Yusuke seus olhos brilharam e um sorrisinho se formou nos seus lábios.

– Saky, qual o nome dele? É bonito? Mora onde?

– Calma, quantas perguntas! Ele se chama Yusuke, mora na casa de um amigo no Blizzard e Ino ele é lindo, o homem mais lindo que já vi em toda minha vida. O olhar tão intenso, mas ao mesmo tempo tinha tanta dor.

– Eu sei como é o Gaara também é assim.

– Bom, eu vou tomar um banho e trocar de roupa. Pode ir trabalhar, eu cuido da Hana, desculpe.

– Não se preocupe já tinha avisado ao Gaara-sama que iria me atrasar. E a propósito, esse moletom é dele?

– Ah sim, é dele. Eu vou devolver depois, um dia quando o encontrar. Ele disse que era para ficar, mas vou devolver.

– Por que não o procura?

– Ele não é para mim Ino, ele está muito longe do meu alcance.

– Sakura você não pode ser tão pessimista. Olha como ficou mexida só de lembrar-se dele. Não deixe que a sua felicidade escape. Vou trabalhar, tenha um bom dia.

– Você também Ino, tenha um ótimo dia.

Ino saiu e eu fui tomar banho. Quando tirei o moletom, um perfume me invadiu e era tão bom. Fiquei lembrando-me de seu dono e cheguei a corar quando me recordei que estava sem esse moletom quando acordei. Sakura pare de sonhar. Ele é demais para você!

Entrei no chuveiro, e fiquei mergulhada em pensamentos que só me levava a um lugar. Yusuke.

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Ambos os pensamentos se perdiam um no outro. Sasuke e Sakura nem imaginam que a partir desse encontro seus caminhos ficarão interligados pelo fio vermelho do destino.

Ino agora estava chegando ao seu trabalho, entrou na recepção e deu bom dia a Natishi. Subiu até o 15º andar já tão conhecido por si. Fazia uma semana que Ino entrara para a companhia, não poderia estar mais feliz. Gaara era um ótimo chefe, não muito exigente e o trabalho ainda tinha um ótimo horário das 07hs00min ás 17hs00min, o que permitia Ino passar à tarde com a sobrinha e dava tempo para Sakura descansar antes de ir para o restaurante. O salário era perfeito, ¥ 2.650 dava para ajudar Sakura com as despesas do apartamento, e ainda guardar um pouco para as economias que as duas juntavam.

O elevador se abriu e assim que entrou na sala viu Gaara com uma garota loira, olhos verdes, corpo perfeito e um sorriso encantador. Os dois riam e ele a abraçava. Sentiu um incômodo ao ver a cena, sentiu inveja da mulher e até mesmo raiva dela. Desejava ser ela a receber aquele sorriso e aquele abraço. Seriam isso ciúmes? De repente Gaara e a mulher se aproximaram dela e Ino esboçou seu melhor sorriso a loira, porém sua vontade era de matá-la.

– Ohayo Ino. – Disse Gaara.

– Ohayo Gaara-sama.

– Temari, deixa eu te apresentar a Ino. Ela é aquela moça que te falei.

– Ah claro. Temari prazer, eu sou irmã do Gaara. – Irmã? Irmã? A mente de Ino gargalhava. Só de imaginar que quis matar a própria futura cunhada

– Ino, está tudo bem?

– Claro Gaara-sama. É um prazer conhecê-la Temari-san.

– O prazer é meu, Gaara fala muito bem de você.

– Bom, não sei o que o Gaara-sama teria para falar de uma simples secretária. – Ino disse sincera, mas no fundo vibrava por saber que Gaara falava dela. Ficou imaginando que tipo de coisas ele dizia a seu respeito. Ainda viajando em seus pensamentos, Ino nem notou quando Gaara aproximou-se de si e olhando em seus olhos disse.

– Você não é uma simples secretária, garanto que para mim você é muito mais que isso.

Ino corou violentamente, e piorou ainda mais quando Temari gargalhou da situação e fez uma pequena insinuação, deixando à loira e o ruivo sem graça. A loira foi embora deixando ambos sozinhos.

– Ino, por favor, venha até a minha sala. Preciso que organize uma papelada para mim.

– Claro Gaara-sama. A propósito, desculpe o atraso.

– Não precisa se desculpar, entendi o motivo. Sua amiga está bem?

– Sim, mas ela passou um sufoco. Acredita que tentaram abusar dela? Se não fosse uma pessoa para ajudá-la, nem sei o que seria dela.

– O mundo está perdido mesmo, mas que bom que tudo acabou bem.

Ino seguiu Gaara até sua sala e assim que entrou viu sobre a mesa dele um porta- retrato com a foto do ruivo, de Temari e de mais um homem que Ino supôs ser o irmão mais velho dele.

– Meu irmão Kankuro.

– O senhor tem uma bela família.

– Obrigado, e eu já disse, me chame de você ou senão de Gaara. Sem formalidades.

– Como queira Gaara-sama.

– Gaara.

– Desculpe, mas o senhor é meu patrão e não devo ter tanta intimidade assim. Gaara-sama.

– Hunf. Mulheres.

Ino riu pelo nariz pela atitude tão boba de Gaara. No fundo sentiu-se aliviada por saber que Temari era irmã dele, não entendia bem, mas sentiu um leve aperto no peito só de imaginar que Gaara estivesse com alguém. Claro que isso não seria surpresa já que o ruivo era lindo, de bom porte, jovem, educado, e sem falar na fortuna que possuía. Não que para a loira o dinheiro importasse, ela vive sem muito luxo e nunca se importou com isso, mas para outras mulheres isso é um grande requisito para sair com Gaara.

Ino estava levantando para ir levar os papéis que Gaara pediu, quando sentiu sua mão ser puxada. Olhou para seu chefe e ele a encarava com aquele olhar enigmático que tanto prendia a sua atenção. Perdeu-se naquela imensidão e poderia passar o resto de sua vida assim presa aquele olhar, saiu de seus devaneios e perguntou a Gaara o que desejava.

– Sim Gaara-sama?

– Ino você tem algum compromisso para hoje? – Ino ficou alarmada, seu chefe estava lhe pedindo para sair só poderia ser um sonho.

“Acredite em mim, quando menos você esperar estará trabalhando para um chefe bonitão, boa pinta que ainda vai te chamar para sair.”

Chamar-me para sair? Pensou Ino nas palavras da amiga e nem acreditava que tudo estava acontecendo da maneira que ela disse.

– Então, você tem algum compromisso?

– Não senhor.

– Então se é assim, nada a impede de sair para jantar comigo essa noite. Não é?

– O senhor esta me chamando para sair? – Ino perguntou ainda confusa, não acreditava que isso estava acontecendo mesmo.

– Sim estou, então aceita? Garanto que não irá se arrepender. – Gaara beijou as costas da mão de Ino, o que a fez loira corar e sem mais hesitar aceitou.

– Eu aceito Gaara-sama.

– Ótimo passo na sua casa as 19hs30min, só me dê o endereço.

Essa noite promete muita coisa, pensou Ino.


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Enquanto isso, Sasuke ainda dormia embriagado pelo perfume da mulher que salvara. Nunca tinha encontrado pessoa tão maravilhosa como ela, e como o destino adora brincar consigo, tinha que por em suas mãos uma mulher comprometida, mas mal Sasuke sabe que tudo aquilo foi um mero engano de sua parte.

Espero que um dia alguém te faça ver o lado bom da vida que você está perdendo, só espero que não seja tarde demais.

As palavras de seu tio invadiram sua mente de novo, e ela já perturbada insistia em dizer que essa pessoa que lhe mostraria o lado bom da vida era Sakura. Mas como poderia ser ela, se ela já tem alguém que a corresponda? Pensava o pobre Sasuke. Saiu de seu transe quando ouvi o despertador tocar, levantou-se e separou uma roupa para ir ao hospital ver o irmão. Dirigiu-se ao banheiro e entrou embaixo do chuveiro e deixou sua mente viajar nos acontecimentos da noite anterior.

E a sensação de que algo bom iria acontecer? Não seria por causa de Sakura? Ah, já estava enlouquecendo com esses pensamentos e resolveu apagar a rosada deles. Desligou o chuveiro, pegou uma toalha e foi até o quarto se trocar. Vestiu-se rapidamente e como já havia comido mais cedo na companhia dela, saiu logo.

Entrou no carro e deu a partida. Durante o trajeto, Sasuke resolveu comprar umas flores, queria ir a um lugar antes de ir visitar Itachi. Parou em uma floricultura e comprou tulipas, eram as preferidas dela. Pagou à velhinha, e voltou ao carro colocando o cinto e dando partida rumo ao lugar que não ia há tanto tempo.

Não demorando muito Sasuke chegou ao cemitério, estacionou o carro e foi até o túmulo de seus pais. Abaixou-se e depositou as flores sobre a lápide da mãe. Sem perceber o moreno já estava chorando debruçado sobre a lápide. Sentiu alguém tocar seu ombro e ao olhar para cima viu seu tio.

– Já faz 14 anos e você ainda não consegue vir aqui sem se abalar?

– Não comece, por favor.

Madara nunca vira a fraqueza do sobrinho tão exposta, somente quando o mesmo ia visitar o irmão em coma ou o túmulo dos pais. Abraçou o sobrinho e não disse nada, se permitiu somente dessa vez ficar calado e deixar a dor do sobrinho ser levada pelas lágrimas.

– Por que tio? Por que isso foi acontecer? Por minha culpa né? Eu os matei.

– Foi um acidente! Quantas vezes vou ter que repetir? Você não teve culpa, pare com isso Sasuke, e entenda de uma vez que a culpa não é sua.

Sasuke não respondeu, se agarrou mais ao tio e deixou que sua fraqueza viesse átona mais uma vez.

– Um dia eu sei que vou me libertar dessas correntes, eu sei.

– Espero, pois não suporto mais ver você assim. Está indo ver o Itachi?

– Sim.

– Então vamos, eu vou com você.

Sem dizer mais nada ambos levantaram-se. Madara ainda depositou suas flores e deixou um beijo na foto da amada irmã tão sorridente que partiu de maneira tão repentina. Ao contrário do sobrinho, Madara superou a dor da perda. Teve que se manter forte por Sasuke, e com o passar dos anos entendeu que não adiantaria nada viver se lamentando, pois sua querida irmã não gostaria de ver os entes queridos assim.

Sasuke segurou na mão do tio, e se permitiu somente por uma vez demonstrar afeto de carinho. Ele é um Uchiha, mas até mesmo os Uchihas têm sentimentos e quem sabe não será uma certa rosada que os fará despertar outra vez?

A razão por que a despedida nos dói tanto, é que nossas almas estão ligadas. Talvez sempre tenham sido, e sempre serão. Talvez nós tenhamos vivido mil vidas antes desta, e em cada uma delas nós nos encontramos. E talvez a cada vez tenhamos sido forçados a nos separar pelos mesmos motivos. Isso significa que este adeus é ao mesmo tempo um adeus pelos últimos dez mil anos e um prelúdio do que virá.
(Diário de uma paixão).

Continua...



Notas finais
O que acharam desse capítulo? Quem diria era o GaaIno o casal que vai jantar e ai o que vocês acham que vai acontecer nesse jantar?

Infelizmente hoje não tem previa, pois ainda estou escrevendo o capítulo 6, mas garanto que ele promete surpresas, surgimento de novos personagens e muitos conflitos.

O máximo que posso fazer é deixar vocês me dizerem quem vocês acham que vai aparecer na fanfic agora? Dica esse personagem que vai aparecer faz parte da família do Sasuke. E ai pensaram quem é? Me digam nos seus comentários.

O Sasuke mais uma vez está depressivo não é, mas esse é o último capítulo dele assim, o próximo vocês entenderão porque dele ser assim tem um motivo.

Uma coisa muito importante que vou esclarecer para vocês.

Colecionista vai ter 3 fases. Como assim Black 3 fases? Simples vou explicar.

º A primeira fase é essa que vocês estão lendo, que é o começo de tudo, formação dos primeiros casais, alguns vão demorar ainda e só vão aparecer no final da primeira fase, essa fase mostra a rotina dos personagens resumindo a primeira fase é algo básico bem light.

º A segunda é mais complicada, ela vai começar os conflitos da fanfic, o climax da fanfic começa a partir dessa fase. Os últimos casais vão se formar nessa etapa da fic e muitos segredos, mistérios e surpresas vão ser revelados nessa fase.

º A terceira e última fase, é o fim da fanfic, é onde os conflitos da fase anterior se resolvem e tudo se estabelece, as surpresas finais aparecem na fanfic para deixar aquele quero mais. Enfim a terceira fase é o encerramento da fic. A segunda fase vamos assim dizer vai ser a mais importante e a que mais vai surpreender vocês.

Entenderam sobre as 3 fases? Não então dúvidas me perguntem que eu esclarecei tudo para vocês.

Não percam o próximo capítulo, pois ele promete muitas surpresas.

Mereço reviews ? recomendações? criticas? Deixem suas opiniões.

Super kissus para vocês minhas doces leitoras e ate o próximo capítulo de Colecionista.

Black Swan ❤