Colecionista De Canções
39 CAPÍTulo XXXIX - Resplandor DE Navidad
O festival se aproxima...
Os meses haviam passado depressa, minha primeira turnê estava se encerrando e sendo fechada com cortinas de ouro e brilhantes de tão maravilhosa que se acarretava, os fãs me receberam muito bem ao longo dos shows, a cada apresentação eu sentia meu peito inflar de orgulho e o carinho e acolhimento de cada pessoa ali na plateia me preenchia e fazia com que aquele vazio deixado por ele a alguns meses atrás fosse ficando menor. O festival se aproximava depressa agora faltando menos de duas semanas, não havia recebido nenhuma confirmação da presença de Sasuke e sendo sincera não sei dizer se sinto alívio ou decepção por ele não estar aqui, um lado meu desejava muito reencontra-lo, abraça-lo e conversar com ele, resolver nossa história o outro com o orgulho ferido não queria ceder, queria continuar afastado e distante dele mesmo que todo meu coração gritasse que o amava e não o tinha esquecido.
Suas músicas fizeram com que aquela dor e magoa ficassem amolecidas, a cada melodia escutada e letra lida eu captava sua mensagem, suas intenções e isso me ajudava a compor também, me ajudava a construir a figura que eu queria ser no mundo artístico. A ideia de encerrar essa viagem tão incrível no festival mais importante de música do mundo me deixava eu êxtase total. Era um frenesi que tomava conta de mim de maneira indescritível, contava regressivamente os dias que faltavam para chegar o grande dia, faltam apenas algumas semanas pouco mais quinze dias, okaa-san já via a passagem para vir e a saudade me apertava o peito
***
Já se passavam três meses desde que iniciei uma relação com Cris, nos dávamos muito bem e ela era uma boa moça, seu filhinho já se acostumara com minha presença constante na casa e com os passeios que dávamos nos dias de minhas folgas, para mim eu já me via fazendo parte de uma nova família, e essa sensação ficava maior com a proximidade do natal, as lojas já estavam repletas de enfeites, pinheiros, luzes, bolas, guirlandas, papais noeis, presépios e tudo mais que se associava a essa data tão familiar.
Cris e eu aproveitamos a minha folga e a dela para fazer algumas compras, esse ano seria o primeiro na qual passaria com meus entes queridos depois de mais de dez anos e ainda teria o privilégio dela estar ao meu lado como minha companheira e um filho postiço, andávamos de mãos dadas por entre as ruas do comércio, algumas sacolas nas que estavam livres e riamos de alguma situação cômica que eu lhe contava.
Eu pensava em Madara, em breve ele estaria de volta bem a tempo de comemorarmos todos juntos e eu poderia finalmente assumir minha relação com Cris para toda a família, eu me sentia um adolescente que em breve apresentaria a primeira namoradinha e isso soava até engraçado.
O prazer de cada momento ao seu lado era imensurável, agora andando de mãos dadas, o calor de sua pele emanando para a minha me fazia tremer, o sorriso doce e delicado que emoldura seu rosto faz o sol parecer uma pequena pintinha no céu, enquanto caminhávamos pelas calçadas das lojas um pequeno grupo de gente amontoados chamou nossa atenção, seguimos em direção a ele. No meio do circulo de pessoas havia uma bailarina dessas estilo estatua viva e ao seu lado alguém fantasiado como um soldado de chumbo, só a visão deles paralisados já era bela pelas cores metalizadas da tinta, porém quando uma garotinha pôs uma moedinha no vaso que estava ao chão os corpos inertes ganharam vida.
Os braços da bailarina pareciam asas de um cisne flutuando no ar, o soldado marchava, mas com certa graciosidade ao seu lado, suas mãos circulavam a cintura dela enquanto seus pés a fazia parecer levitar do chão, os dois giravam como bonecos que haviam recebido cordas, dois bonecos mecânicos mais belos, a bailarina abraçou o soldadinho para logo depois rodopiar em volta dele e assim seus braços voltavam a abraça-los e assim a coreografia havia se encerrado e eles pareciam querer receber corda de novo.
— Que lindo não? – Os olhos de Cris brilhavam de emoção e ela batia palmas freneticamente, seu sorriso discreto se alargava um pouco, eu gostava daquele frenesi que a pequena apresentação de natal havia dado a ela, aos seus olhos aquilo era como um espetáculo particular.
— Não mais que você.
Beijei sua bochecha e depois aproximei-me do casal, depositei duas moedas no vasinho e voltei para o lado de Cris, ficamos assistindo os dois por mais um tempo, ao final da apresentação dessa vez um pouco mais demorada pela outra moedinha Cris ganhou uma rosa do soldado e eu uma da bailarina. Agradecemos e assim deixamos o local que parecia cada vez mais cheio.
— O Amor deles é muito bonito de se ver.
— Assim como o meu por você.
Ela virou-se para mim carregando certa surpresa e algumas lágrimas formavam-se no cantinho dos seus olhos, as limpei antes que caíssem, e depois eu pude vir a entender a razão para isso, eu nunca havia dito que a amava desde que começamos a sair. Talvez porque acreditava estar com o coração preso a outra pessoa, ou, porque simplesmente era cedo demais, todavia ali vendo aquele casal de artista demonstrando todo o seu sentimento um pelo outro de forma tão tocante atingiu-me. Segurei em seu rosto e acariciei seu nariz com o meu, meus lábios se aproximaram do dela e os beijaram sem pressa e sem volúpia, queria apenas sentir seus doces lábios sobre os meus. Sussurrei para ela entre o beijo.
— Cris eu não sei exatamente como vão ser as coisas, mas tenho certeza de que meu coração tem sim uma dona, e é você. Então se você o quiser ele é todo seu.
Suas mãos me abraçaram pelo pescoço e eu sentia as lágrimas dela molharem meu rosto, porém juntamente com elas sentimos algo um pouco mais frio cair sobre nós, ao olharmos para cima vimos neve. Cris encarou-me e segurando em meu rosto sorriu para mim.
— Eu o aceito sim de todo meu coração.
***
A última bola vermelha era pendurada no galho seco do pinheiro, a decoração dourada, prata e vermelho se misturavam a tons escuros da casa e aquilo era tão pragmático, a essência de Itachi se espalhava pelo ambiente o deixando com um ar mais acolhedor, quente, com mais cara de lar. A cada dia a ansiedade presente em mim aumentava, eu treinava a nova composição todos os dias, gostava de ouvir como ela soava bem aos ouvidos, desde os mais aguçados ao menos ela alcançava a tonalidade que eu desejava, clara, rosada, nítida e penetrante, chegava aos ouvidos como uma nota de um instrumento bem afinado e fixava-se nas paredes da mente como uma cola e soava engraçado ao compara-la a isso, mas no momento eu simplesmente não conseguia parar de toca-la, ouvi-la, canta-la e claro pensar na pessoa para qual ela estava sendo direcionada. Quando terminamos de decorar o pinheiro, pendurar guirlandas nas paredes e as meias do papai noel, montar o presépio e ligar as luzes de led pela primeira vez em anos eu sentia-me em casa novamente, sentia vontade de reunir a família e comemorar o natal, eu finalmente havia voltado a sentir vida de novo. Sei que soa ridículo alguém passar a detestar uma data tão linda por causa de uma tragédia, porém quando se perde a razão pela qual você comemorava-a tudo perde a graça, cor, sabor e sentido, para mim não tinha importância se papai noel não descesse pela chaminé para trazer presentes, ou o chocolate quente com marshmallow já não me parecia mais tão doce, ou os biscoitos de gengibre em forma de casinha não possuíam mais sabor, eu só queria meus pais e irmão comigo e já que não o podia todo resto não me tinha valor.
Itachi arrumava-se para ir a mais uma sessão de fisioterapia, seu progresso atual o dava mais vontade de continuar o tratamento mesmo que isso doesse e fosse sôfrego ele sabe que é para o seu próprio bem e posso ver em seus negrumes olhos que me ter por perto o ajuda a passar por tudo isso melhor. Sua cadeira já estava no carro, descíamos as escadas com cuidado, ele no meu colo, abri a porta da casa e o coloquei no banco do carona. As poucas casas do bairro também entravam no clima natalino, todas enfeitadas discretamente com guirlandas de azevinho na porta e alguns piscas de leds coloridos que davam um ar de sofisticação as varandas e sacadas, Itachi achava tudo muito belo, eu via no seu olhar aquele garoto de doze anos, o irmão da minha infância, para ele é como se tudo fosse novo depois de tanto tempo longe.
Ele não sabe disso, mas meus natais passavam-se com ele no hospital, eu me negava deixa-lo sozinho, tio Madara me acompanhava e ficava comigo algum tempo, eu passava toda a noite ao seu lado, segurando sua mão e lhe cantando as músicas que okaa-sama costumava cantar para a família em frente ao seu intimo amigo longa cauda, amávamos passar o tempo assim, sentados perto da lareira com canecas de chocolate quente na mão (o meu amargo claro) ouvindo-a aquilo virara nossa tradição até toda a tragédia arrancar isso de nós.
Ao chegarmos o hospital não muito diferente das ruas a sombra do natal estava presente, na recepção dessa vez não era Fuugi que nos atendia e sim uma moça mais velha que ela uns três anos e portava uma bela aliança no dedo, pela primeira vez fomos recepcionados sem receber aqueles olhares carregados de segundas e terceiras intenções. Na sala a fisio já nos aguardava, ela sorria toda vez que via meu irmão entrar, eu sentia que ela possui algum interesse nele, mas por ética não daria em cima dele tão abertamente, sentei-me em um dos pufs e fiquei observando os dois, formariam um belo casal eu diria. Os toques dela eram precisos, mas delicados ao mesmo tempo, sua voz suave e neutra acaba deixando qualquer um tranquilo, sereno e ela emana uma confiança que contagia quem está a sua volta.
Com certeza ela faria um bem muito grande a Itachi e para ele seria bom perceber que pode ter uma vida normal, sabemos que ele não voltará cem por cento depois de tantos anos em coma, ainda precisará de uma bengala como apoio, mas para ele não depender de duas rodas para se locomover já é uma grande vitória, cada passo que ele consegue dar sozinho com a ajuda somente das barras lhe dá e me passa a sensação de ganho, de conquista. Vendo-a ajudando meu irmão me fez lembrar de como Sakura mesmo sem querer acabou me ajudando, no momento em que ela cruzou meu caminho, entrou na minha vida ela me transformou, me deu razões de acreditar que ainda podia ser feliz. Esse sentimento é o que move para conseguir reconquista-la.
De repente meu celular tocou, era o tio Madara.
— Espero que esteja com tudo pronto para sua viagem.
— Minhas malas e as de Itachi já estão arrumadas sim tio.
— E tem algo a mais para trazer consigo?
Fiquei pensando em sua pergunta e percebi que ele se referia a canção, eu não havia lhe dito que compus a música.
— O senhor vai ter que estar com a agenda bem disponível porque esse algo a mais vai fazer ela lotar.
— Isso me cheira a sucesso, estou ansioso o que o novo eu lírico do Sasuke criou.
— Em breve o senhor e todo mundo verá.
— Principalmente a Sakura não?! – Fiquei em silêncio e apenas dei uma risada fraca, eu me perguntava se ela havia composto algo também e eu sentia que sim, esse festival me deixa cada vez mais ansioso. – Vocês dois vão me dar férias longas depois desse festival.
— Para onde quiser ir. Preciso ir tio Itachi está terminando a fisio.
— E ele como está?
— Muito bem o senhor verá como ele progrediu. Até breve tio.
O olhar de cansaço do meu irmão indicava que ele havia chegado no seu limite, a fisio encerrou a sessão e assim o coloquei de volta a cadeira, pedi que ele fosse indo na frente que eu precisava conversar algo com a sua médica, meio desconfiado ele saiu da sala.
— No que posso ajuda-lo senhor Uchiha?
— Deixando meu irmão feliz.
— Desculpe-me, como?
— Senhorita Alaska eu vejo que entre vocês existe um sentimento, a senhorita se importa com ele muito mais do que como paciente, e eu sei que meu irmão ficaria imensamente feliz se aceitasse sair com ele qualquer dia desses. Eu sei que a senhorita como médica dele não pode se envolver assim, mas o tratamento dele acabará em breve e sua relação com ele fora do hospital não diz respeito a ninguém.
— Eu gosto do seu irmão, ele é um bom homem e vem se superando a cada vez que vem aqui, eu fico feliz em ver que ele está progredindo, a história dele é muito difícil e triste, a de vocês não é. Mas não sei se seu irmão me vê como algo além de sua fisioterapeuta e não quero me magoar e muito menos a ele.
Coloquei minha mão em seu ombro e a encarei.
— A senhorita pode ter certeza que meu irmão sente algo sim ele só não é bom em demonstrar. Coisas de Uchihas. Mas conheço ele para saber quando está gostando de alguém. Não precisa dizer nada agora, só pense na ideia.
Ela acenou com a cabeça e assim sai do consultório, o que eu não saberia é que meu irmão escutaria tudo atrás da porta, ele não me disse nada e nem eu a ele, mas seu sorriso largo e os olhos brilhando já falavam por si só.
***
Os dias que passaram sucinto a morte de Aimi, parecia que se fossemos a casa e entrássemos no seu quarto porta a dentro encontraríamos seu corpo despojado pela cama e o bip do aparelho que respirava por ela ecoando pelo ambiente, contudo essa rotina se dissipou e hoje encontro-me numa outra. A rotina de ser pai.
Meus irmãos ajudavam sendo tios muito atenciosos e pacientes, Aimi não tinha irmãos então Temari e Kankurou são os únicos tios que ela possui, Ino se equilibrava entre o trabalho na empresa, cuidar de sua casa e ajudar-me com Hiromi. Que mulher incrível.
O quarto de hospede ao lado do meu estava quase pronto para virar o lugar de uma princesa, contratei decoradores para deixarem tudo o mais confortável e acolhedor possível, sentado sobre o tapete da sala eu brincava com os legos espalhados, Hiromi sorria fracamente enquanto montava um Castelo, os olhos iguais aos meus viviam marejados, chorosos então era bom ver um leve esboço nos seus lábios pequenos que conseguiam dar um ânimo nas suas expressões. Para um pai é doloroso ver um filho sofrer e não saber o que exatamente pode fazer para conseguir melhorar isso, totalmente fora de órbita e sem segurança é como me sinto, preciso achar a confiança em mim, o potencial para ser capaz de cumprir o último desejo de Aimi, preciso dar cor de novo a vida da minha filha.
O Castelo estava ficando bonito e todo colorido, as peças iam se encaixando e formando uma das torres.
— Está ficando lindo, filha.
—Obrigada
Sua voz era fraca e baixa preciso ficar perto para compreender.
— O que você acha de um sorvete cheio de confeitos coloridos? — um sorriso mais largo de emoldurada em sua face. Sorvete de chocolate?
Um aceno positivo com a cabeça foi sua resposta. A deixei brincando sobre o tapete e fui a cozinha buscar a sobremesa. Pus sobre o balcão as taças, duas bolas em cada uma com muita cobertura e vários confeitos de chocolate ao leite e branco, junto coloquei biscoitos porque eu gostava. Voltei a sala e a cabeleirinha ruiva aguardava com os olhinhos colados a entrada da sala, seus olhos brilharam quando dei em sua mão a taça com o sorvete.
Começamos a comer e de vez em quando se ouvia um suspiro de prazer no ambiente, hiromi comia tudo sem se sujar quando comecei a mergulhar os biscoitos de mel no sorvete ela me observou curiosa.
— Quer experimentar? Fica uma delícia
Dei um em sua mão e meio receosa ela quebrou-o em pedaços menores e pos em cima do sorvete já meio derretido como uma farofa, sua colherada cheia da mistura doce foi a boca e ela fechou os olhos suspirando em deleite.
— Gostou?
— Muito gostoso.
Comecei a rir do seu ar inocente e logo depois sua risadinha baixa ecoou junto a minha. Acho que estou começando a encontrar o caminho para conquistar minha filha.
***
O avião nos aguardava no horário programado, as malas já despachadas e a cadeira devidamente comportada dentro do mesmo, a enfermeira sentava-se na fileira depois da nossa, meu irmão dormia recostado a janela a noite no Japão era realmente linda, as luzes da cidade transformavam tudo em um mapa ponteado iluminado no meio da penumbra e eu gostava de observar durante o voo enquanto todos dormiam, admirar a beleza noturna.
Cantarolava uma melodia qualquer levando meus pensamentos aos horizontes londrinos, segurava a caixa de canções de Sakura e passava na tela do celular as fotos de nós dois juntos relembrando os momentos de cada uma, os sorrisos arrancados através de cócegas secretas, os beijos carinhosos na bochecha, os suspiros deleitosos depois de horas de amor, o perfume doce de baunilha que emana da sua pele, cada pequeno detalhe da nossa história que nos completava, depois de algum tempo encarando o pequeno vidro da aeronave fechei meus olhos e me permiti descansar um pouco.
Algumas horas depois…
O solo londrino cheirava a renovação para mim, o ar inglês sempre me surpreendeu nas minhas viagens, o Royal Palace Hotel esbanjava todo seu requinte e elegância, sua imponente fachada rústica a luz do dia não chamava tanta atenção, porém seu interior coberto por tapeçarias de tafetá do séc. anterior, os lustres de cristais e algumas pinturas renascentistas davam o charme do lugar, era como entrar dentro de um pequeno pedaço da realeza. Ao chegarmos a recepção o jovem rapaz de nome Petter nos atendia.
— Bom dia dama e cavalheiros, bem vindos ao Royal Palace Hotel, no que posso ajudá-los
— Bom dia, viemos para o festival 23th temos uma reserva em nome de Uchiha Sasuke.
Os olhos do rapaz brilharam de exaltação ao ouvir o sobrenome, quando era jovem o peso de ser um Uchiha me incomodava, gostava de ser apenas Sasuke, até certo tempo isso era o que me apetecia hoje não ligo mais e usufruo dos privilégios que ele me dá claro com moderação.
— Eu preciso dos documentos dos senhores e da senhorita para realizar o check-in.
Demos os nossos documentos e em poucos minutos nossas bagagens já estavam sendo levadas e a chave dos quartos entregue, pegamos o elevador e subimos para o nosso andar. Meu corpo estava um pouco cansado, a mente flutuava entre muitas coisas, meu irmão, o festival, a apresentação e Sakura, suspirei ao pensar no seu nome, as apresentações do festival começariam no dia seguinte, a ansiedade começava a fazer parte de mim bem infundida juntamente com o nervosismo, olhei para o meu irmão e fiquei observando seu rosto sereno, o corpo um pouco curvado sobre a cadeira, sua enfermeira ao lado digitava algo no c4elular, Itachi já se acostumara com sua presença comportada, e de postura seria, bem diferente da personalidade divertida e alegre de sua fisioterapeuta. As portas do elevador se abriram porém meu corpo estancou no mesmo lugar, as pernas não se mexiam sentia como se elas tivessem perdido a habilidade de se mover, seus olhos encaravam-me surpresos e os meus com certeza uma mistura disso com alegria, vergonha e medo. A cena durou alguns segundos, mas para mim pelo menos foi como se a terra tivesse parado de girar. Saímos do elevador e ela passou por mim ao entrar.
— Senhorita Haruno
— Senhor Uchiha.
“Os acasos da vida acontecem quando menos esperamos, nos pegam muitas vezes de surpresa, e desprevenidos, mas sempre tem um porque deles acontecerem afinal até os acasos não acontecem por motivo nenhum. Não é apenas uma eventualidade qualquer, é uma parte da nossa história que pode ser passageira ou prolongada, tudo vai depender da importância que isso causará em nossa vida.” (Black Swan – CDC).
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