Colecionista De Canções
34 CAPÍTULO XXXIV – LA MEJOR PARTE DE ESTA HISTORIA ES USTED
Notas iniciais
“Um homem de verdade não chora garoto” As palavras do meu pai ricocheteavam em minha mente, mas eu não consegui evitar, eu sentia as pequenas lágrimas descendo pelo meu rosto enquanto a mulher a minha frente às secava delicadamente com suas mãos. A emoção aflorava na minha pele e principalmente no meu coração, positivo essa palavra rodava na minha cabeça agora como uma simples palavra podia fazer tal efeito? Eu sou pai daquela garotinha, quando diziam que um novo homem nasce quando ele descobre que vai ser pai não é um mito, a sensação é impossível de descrever.
— Ino eu sou pai. – Eu ria nervoso e emocionado, segurei-a pela cintura e comecei a gira-la. – Hiromi é minha filha, eu sou pai.
— Fico feliz, você merece, vocês merecem isso. Agora temos que contar a notícia para os seus irmãos e para a própria Hiromi.
Minha felicidade foi sendo tomada pelo sentimento de raiva, raiva por Aimi ter me escondido uma filha, uma garotinha tão doce e amável, que entrou no meu coração logo de primeira. Coloquei Ino no chão e fiquei sério de repente.
— O que foi querido?
— Como ela pode fazer isso Ino? Como Aimi pode me esconder isso por quatro anos, eu não consigo entende-la, senão fosse esse câncer eu jamais saberia da existência dessa filha que eu já estou amando tanto, eu perdi quatro anos da vida dela, não vi ela dando os primeiros passos, dizendo as primeiras palavras, o seu primeiro dia na escola, que raiva eu sinto.
Ino se aproximou de mim e abraçou-me pelas costas, beijou carinhosamente minha cabeça antes de começar a falar.
— Gaara, não vou defender aquela mulher seria muita hipocrisia de minha parte, mas pense que Hiromi muito antes desse papel dizer isso ela já sabe que você é pai dela, você pode ter perdido os primeiros passos, as primeiras falas, o primeiro dia de aula, mas você ainda vai viver muita coisa. Você vai estar com ela quando a mãe partir, vai ensina-la a andar de bicicleta, vai ver o primeiro dente cair, vai vê-la levar nossas alianças no dia que nos casarmos porque sim querido quero construir uma família ao lado de vocês, vai defende-la quando um garoto partir seu coração, vai ajuda-la a escolher o vestido do baile de formatura, vai ficar chateado quando ela começar a ter crises de adolescente, mas também vai se emocionar quando leva-la até o altar, vai ver seus netos e vai envelhecer sabendo que teve uma filha linda e que ajudou a cria-la, educa-la e principalmente que a amou desde o instante que a viu. Não importa se você perdeu quatro anos, vocês ainda vão ter uma vida inteira para criar memórias e recordações. Não sinta raiva pelo que perdeu, mas sim felicidade pelo que ganhou e ainda vai ganhar.
Virei-me de frente para ela e encontrei seus olhos azuis marejados, eu a beijei e a trouxe para junto de mim.
— Você é o melhor capítulo do meu livro, a melhor peça do meu quebra cabeça, a melhor mulher que meu coração poderia ter escolhido para amar.
— Pare, assim vou chorar mais.
— E eu vou secar todas as lágrimas que caírem.
Começamos a rir de emoção, de nervoso. Peguei minha pasta e coloquei o resultado dentro dela, segurando na mão de Ino fomos indo embora da empresa, pegamos o elevador.
— Querida?
— Hum?
— Vai demorar muito ainda para Hiromi encontrar um garoto não é?
Ino riu.
— Sim querido, eu não demorei 28 anos para te encontrar.
— Fico feliz com isso.
— Por eu ter demorado tanto tempo para te encontrar?
— Não querida.
— Pelo que então?
— Por só precisar comprar uma arma daqui a vinte quatro anos.
— Ai Gaara.
Ela me deu um leve tapinha no peito e sorriu para mim. O sorriso mais lindo que eu já vi, só não tanto quanto o da minha filha, afinal agora sou um pai coruja.
***
Eu não queria ir embora, deixar aquele lugar tão lindo, contudo me contenta saber que posso voltar lá sempre que quiser, ao lado dele, ao lado de Nagato. Enquanto arrumava minhas coisas de volta nas gavetas eu não conseguia parar de lembrar o final de semana incrível que tivemos, tudo tão lindo, tão maravilhoso, eu não podia desejar namorado melhor que ele.
Tudo parece até mentira, uma estória tirada dos contos de fadas, com direito a príncipe encantado, passeios incríveis, só desejo que não tenha uma bruxa má para estragar o nosso romance. Pelo que conversei com Nagato ele não sente mais nada pela tal de Hinata e ela esta feliz com nossa relação, e o que me deixa tranquila é saber que ela nunca o amou mais do que como um irmão.
As coisas estão acontecendo tão rápido entre nós que tenho medo que tudo termine, para mim isso seria muito difícil de superar, o que sinto por ele é algo tão intenso e profundo que me magoaria muito se tudo terminasse, mas pelo menos eu terei vivido momentos lindos ao lado dele.
Não posso esquecer que vivemos em realidades muito diferentes e por mais que Nagato não se importe com isso não sei o que a família dele pode pensar, vão achar que estou interessada no dinheiro dele, sendo que quando o conheci não fazia ideia de que ele fosse herdeiro dos hospitais mais renomados do país, me apaixonei pela essência dele e não por seus bens, eu vi a pessoa maravilhosa que aquele ruivo é, a pessoa escondida por de trás de tanta tristeza e decepção e não para o milionário. Não me importa as cifras que seu nome carrega e sim os sentimentos que seu coração tem por mim.
Ouvi batidas na porta, era mamãe, abri para que ela pudesse entrar.
— Você chegou querida, e então como foi o seu final de semana?
Eu sabia bem o que ela queria saber e não me importava de dizer, claro ocultando os detalhes mais íntimos, minha mãe e eu sempre fomos amigas.
— Foi maravilhoso, Nagato foi carinhoso, paciente, amoroso, tratou-me como uma verdadeira princesa mãe.
Ela abraçou-me emocionada.
— Ai filha não sabe como fico feliz que esse rapaz seja tão bom para você. Você merece viver isso tudo e muito mais.
Segurar a sua mão e caminhar juntamente ao lado dele é o que eu desejo pelo tempo que tiver que perdurar, dar ao Nagato o melhor de mim e viver cada momento com ele como se fosse o último. Não quero pensar no que pode dar errado, mas sim agradecer por tudo que está dando certo.
— E ele também merece mãe, nós dois merecemos.
***
Aguardava com ansiedade para a secretária do Neji chamar-me, para quem estivesse presente no recinto era somente mais uma paciente esperando pela consulta com o seu nutricionista, mas ambos sabíamos que era muito mais que isso. Quando miss Johnson chamou meu nome e logo após saiu do consultório uma ruiva alta de corpo definido e lábios finos com olhos castanhos trajando um vestido colado e decotado, minha empolgação em vê-lo foi para o saco.
Entrei na sala bufando de ódio e ele percebeu isso quando tentou me beijar e eu o recusei.
— O que houve?
— Posso sabe quem é a sua nova paciente?
Neji olhou para mim e começou a rir. Seu gesto deixou-me ainda mais furiosa. Comecei a estapeá-lo até que ele segurou-me pelos pulsos e colou meu corpo ao dele.
— Amo saber que ainda consigo provocar ciúmes em você.
— Não estou para brincadeira!
— Tenten – A maneira sensual como ele chamava meu nome me deixou rendida. – Você melhor que ninguém sabe que aquele tipo de mulher não me chama a atenção. Eu gosto de desafios e já encontrei o meu. – Neji me deu um beijo na ponta do nariz que desceu para o meu queixo, depois subiu para os meus lábios e os mordiscou antes de toma-los em um ósculo. Seu beijo era calmo, mas nem por isso não me provocou ardor.
Quero que ele abra o zíper da minha saia e arranque minha blusa e me tome em cima da mesa mesmo, mas o que ele fez foi só me atiçar mais, me deixar com desejo.
— Neji
— Diga
— Não faz isso.
— Não fazer o que tenten?
— Me provocar assim.
— Te provocar assim? – Sua língua começou a lamber meu pescoço para depois chupa-lo com cuidado para não ficar marca, pegou-me em seu colo e me sentou em sua mesa, seus dedos adentraram minha saia e sem pudor nenhum ele foi retirando minha calcinha e posicionando um de seus dedos em minha entrada. Sua língua ainda trabalhava em meu pescoço.
— Ah Neji.
— Gema baixinho
— Seu libertino.
— Que você ama.
Mordi meus lábios quando senti seu dedo atingir um ponto em minha intimidade, minhas mãos se perdiam no meio dos seus cabelos e aquilo o excitava ver a maneira como consegue me dominar. Quando eu estava perto do meu ápice senti seus dedos saírem de dentro de mim e aquilo me frustrou. Segurei sua mão.
— Não ouse.
— Se não o que?
Ele estava me desafiando.
— Ou você vai me pagar.
Ele se desvencilhou de minhas mãos e sorriu sacana.
— Eu pago para ver isso.
— Neji não me teste, volte aqui e termine seu trabalho.
— Segundo o relógio ai atrás de você só te resta pouco tempo de consulta, então no que posso te ajudar como nutricionista?!
Meus olhos faiscaram em raiva. Coloquei minha calcinha, peguei minha bolsa e sai de lá. A senhor Neji você vai se arrepender por ter me provocado.
***
O tempo até que estava passando rápido e faltam apenas três meses para Sakura retornar, um já havia se passado. Meu irmão voltou para a fisio e foi bem melhor do que na primeira sessão, estou aqui agora olhando ele tentar ficar em pé sozinho com a ajuda apenas das barras, eu via nos seus olhos o quanto aquilo doía, mas ele é perseverante e insistente e não vai dar ponto ganho a sua dor, era isso que me inspirava todos os dias para lutar pela mulher que amo, a determinação dele em não desistir.
Foi no meio daquele cenário que depois desse período minhas consciências romperam em falar.
“É tão lindo tudo isso. Ver o Tachi assim lutando. A Sakura estaria muito feliz de compartilhar isso com você, pena que você não soube dividir com ela a felicidade que ela sentia.
“Como foram as palavras dela mesmo”? A é: Se eu tivesse no seu lugar eu ficaria feliz por ver que você está crescendo e chegando aonde quer chegar, eu teria te abraçado te beijado e dito a você que te esperaria o tempo que precisasse esperar, mas você não sou eu. Então adeus Sasuke. Está sendo exatamente como ela disse que ia ser.
“A vida é tão simples agora né Suke. Tudo voltou a ficar cinza.”
“No começo eu era envolvido por dúvidas, dúvidas essas que uma de vocês criou só que eu aprendi a conhece-la mais e enxerguei a mulher linda que ela é.”
“Mas não soube valorizar essa mulher”.
“Sei que errei e estou tentando mudar isso, nossa história continua, agora não posso deixar de ama-la e espera-la.”
“Nossa isso tá dando uma letra de música tão linda. Você não disse que ia conquista-la com música? Quem melhor que suas belas e companheiras consciências aqui para te ajudar nessa jornada.”
E de repente tudo parecia tão claro, se eu tivesse ouvido antes o que elas tanto insistiam em me dizer nada disso teria acontecido, enquanto meu irmão trabalhava seus músculos, eu trabalhava minha mente, sem papel ou caneta para escrever peguei o bloco de notas do celular e comecei a anotar as palavras que nós três íamos pensando.
“Eu não sou romântica, não sou!.”
“Ah pare de drama!”
“Não sei lutar, se você não está aqui”.
Se outra pessoa escuta-se da mesma forma o que escuto na minha cabeça agora enlouqueceria completamente, era um coral dentro da minha mente, criado para ela, para minha Sakura, a letra da música ia surgindo com facilidade e eu desejava agora estar perto do meu piano para sincroniza-la com uma bela melodia.
“O que fiz não pode ser remediado apenas com canções, só que eu quero que ela sinta o meu arrependimento, o meu amor e me dê uma chance de provar que posso fazer diferente dessa vez, tudo as claras.”
“E vamos torcer para que tudo fique bem. Campanha Sakura volte para nós”.
Eu não pude evitar dar risada o problema era que só estavam meu irmão, a fisioterapeuta, o assistente e eu na sala então para todos os efeitos eu estava rindo de algum deles não é?.
— Sasuke? Está tudo bem?
— Sim nii-san, desculpe.
Fico pensando se herdei isso de alguém, ou se por causa do acidente comecei a criar personagens dentro da minha cabeça para me fazer companhia. Quando a sessão de exercícios acabou eu levantei e fui em direção ao meu irmão, ele estava suado e parecia muito cansado, mas aquele sorriso de vitória estava ali presente em seu rosto. Eu sorri de volta para ele. Eu dirigia pensando na letra da música que estava criando, meus dedos ansiavam pelo contato com as teclas do órgão afinado. Itachi parecia bem mais contente o que me deixava feliz também, seus olhos descansavam agora e ele estava sereno, a respiração calma, os exercícios o deixaram cansado, contudo isso é bom, ele está melhorando, conseguindo dar alguns passos.
Não que meu irmão esteja paraplégico, mas seus músculos parecem ainda não entender que ele acordou e os exercícios os ajudam a entender isso. Sei que ao final do tempo da turnê de Sakura ele vai poder estar andando feliz, antes de ir para casa decidi passar na casa de Sakura, eu gostaria muito que Itachi conhecesse a mãe da minha rosada.
— Nii-san acorde.
— Já chegamos?
— Não. Mas quero que você conheça alguém.
Infelizmente onde Sakura mora não tem elevador então tive que carregar meu irmão no colo.
— Não me deixe cair.
— Confie em mim. Nunca imaginei carregar meu irmão mais velho no colo.
— Pois é, nem eu. Ainda mais porque troquei suas fraldas.
Nós dois rimos, chegamos ao apartamento, consegui apoiar meu irmão no chão e bater na porta. A senhora Samy atendeu com a pequena Hana no colo.
— Como prometi vim fazer uma visita, e dessa vez trouxe alguém que quero muito que conheça.
Ela deu passagem para entrarmos a pequena Hana se jogou nos meus braços assim que sentei.
— Oi princesa, estava com saudades.
— Abraço, abraço.
Ela rodeou seus pequenos bracinhos em volta do meu pescoço.
— Tio Suke.
— Samy, Hana. Esse é o meu irmão Itachi.
— Tachi, tachi
Do meu colo ela foi para o do meu irmão e ficou o encarando um tempo, pegou nos seus cabelos e com gentileza os afagou com suas pequenas mãozinhas gordinhas.
— Belo buito Tachi.
— Obrigado Hana. O seu também é lindo.
— bigada.
Aquela cena me emocionou e me fez pensar no futuro, num filho meu e de Sakura com o meu irmão assim, brincando com ele, o chamando de tio.
— É um prazer conhece-lo Itachi, fico muito feliz que esteja se recuperando.
— Obrigado. É um prazer conhece-la também.
Mesmo nós dizendo que não precisava ela fez um café e nos serviu bolinhos fresquinhos, ficamos conversando um tempo até que decidimos ir embora, devolvi Hana que ficou indo de colo em colo para Samy e assim nos despedimos. Peguei meu irmão no colo mais uma vez e assim descemos as escadas até chegar ao carro.
— A sua sogra é muito gentil, e Hana é uma graça.
Só para provoca-lo peguei seu cabelo e tentei imitar uma voz de criança.
— Belo buito Tachi.
— Bigado Suke. – Ele retrucou e começamos a rir enquanto eu afivelava seu cinto.
A amizade que existe entre nós dois era o que mais me fez falta nesses anos todos, o humor dele, seu sarcasmo não debochado, sua empatia, Itachi sempre foi a melodia e eu a música. Chegamos em casa depois de meia hora de viagem, descemos e eu ia deixar meu irmão no quarto, mas ele pediu para ficar na sala de música, queria me ouvir tocar, assenti com prazer e resolvi mostrar a ele a música nova que estava compondo.
— Está linda Sasuke, verdadeira, mas ainda sinto que falta algo.
Também sinto a mesma coisa, mas nem eu e nem minhas amiguinhas intimas, conseguimos pensar na peça que faltava acabei encontrando ela no meu irmão.
É o Itachi, um dueto seria maravilhoso.
Ele não vai topar.
Não faz mal perguntar
— Nii-san?
— Sim?
— Estava pensando, e se você cantasse comigo? Seria perfeito.
— Sasuke, claro que não essa música é para a Sakura, é seu pedido de desculpa, não posso me intrometer.
— Itachi ela gosta de você. E seria um jeito tão lindo do mundo te ouvir de novo, não precisa fazer show comigo sei que não se sente pronto, mas você pode ficar anônimo como eu por todos esses anos até você estar preparado para a volta aos palcos. Vamos tentar?
Com um suspiro ele aceitou, o coloquei sentado ao meu lado no piano e assim começamos a continuar a música que ainda não havia terminado.
Ela guiava sua vida Sasuke, seu norte, sul, o veleiro no seu mar.
E sigo assim um sonhador sem noites
Uma alma sem destino que paga por seus pecados
— Não posso deixar de amar, não posso deixar de esperar, não posso te perder no fim, e não consigo te esquecer não sei lutar se você não está. – Terminamos com um melisma perfeito e vi que irmão parecia revigorado.
— Ela vai gostar muito Sasuke.
Conseguimos!! Consciências 1, Sasuke 0.
Comecei a rir sozinho e meu irmão me olhou estranho, não ia poder explicar, ele não entenderia apenas disse que estava feliz só isso.
— Prometo que só usarei sua voz. Bate aqui
— Se eu fosse a Sakura eu voltava para você, mas só depois de ter um disco inteiro para mim.
— Nii-san é cd, não existem mais discos.
— Oh desculpe eu ainda sou da época da vitrola.
— Para você não é tão velho assim.
— Talvez eu seja e você não sabe, posso ser imortal não posso?
— Para mim sempre. Vamos tocar mais um pouco?
— Sempre.
***
Quando a noite caiu.
Tenten saiu do meu consultório muito furiosa, mas confesso que foi divertido deixa-la tão fora de si, tão rendida ao prazer que eu a proporcionava, marquei de ir a sua casa depois do trabalho, achei que ela nem fosse querer me ver mais só que para minha surpresa ela aceitou em deixar eu ir vê-la, porém sinto que isso vai ser uma boa armadilha para mim, para apaziguar a situação comprei seu doce favorito, trufas de maracujá, e só para garantir umas flores.
Cheguei na hora marcada, demorou alguns minutos para ela vir atender achei até que ela iria me dar um bolo ali na porta de sua casa, só que não Tenten atendeu a porta e nossa de um jeito único.
Seus cabelos estavam soltos, ela trajava uma lingerie preta rendada com cinta-liga, batom vermelho, aquilo me travou e deu um arrepio na espinha, mas não de medo e sim de excitação. Ela me puxou pelo colarinho da blusa e assim entrei em sua humilde residência.
— Tenten o que?...
Ela me jogou na poltrona, deu a volta e começou a me massagear nos ombros.
— Você vai ficar caladinho. – A massagem foi interrompida, e meus olhos mais uma vez foram vendados por ela, igual no nosso último encontro, ela sabe bem como isso me excita. – Vou fazer você pagar pelo seu atrevimento.
— Tenten eu... Ai – Ela me deu um tapinha com algum objeto, acho que um chicote, nem nas minhas fantasias mais libertinas eu poderia imagina-la tão ousada, tão atrevida. Eu estava gostando disso.
— Neji, neji relaxe. Vou te dar muito prazer querido.
Sua voz macia e sensual inebriavam meus sentidos, eu lambia os lábios ansioso. Ela ainda nem havia tirado minha roupa e eu ansiava pelo seu toque.
— Tá ficando animadinho não é garoto mau?! Eu permiti que você ficasse assim?
Seus dedos apertaram minha ereção sobre o jeans, o que fez eu soltar um suspiro de deleite, eu precisava daquele toque, precisava demais, a seguei na cintura, só que ela me deu um tapa na mão.
— Me dê suas mãos.
Obedeci, como disse essa brincadeira estava interessante, juntei as mãos e as ofereci a minha morena, ela as amarrou sem força para não me machucar, ela ainda conseguia ser delicada mesmo querendo me “castigar”.
— Sem toques Neji.
Suas mãos macias e ágeis adentraram minha calça, abrindo o zíper, o membro pulsante se sentiu feliz por estar liberto, senti seus dedos massagearem a área, a ponta do dedão na glande enquanto os outros dedos percorriam a base.
— Ah Tenten, não faça isso.
— Só estou te dando o que você me deu hoje mais cedo, meu amor.
Ela lambeu meu pescoço e mordiscou minha orelha, seus movimentos começaram a ficar mais rápido, eu sentia tudo formigar perto do meu abdômen, eu iria chegar ao ápice logo. Bom era o que eu pensava, meu membro foi apertado por algo em volta dele.
— Mas que raios é isso Tenten?
— Você só vai gozar agora quando eu deixar Neji.
Ela retirou minha venda, mas não soltou minhas mãos, então ela puxou uma cadeira na minha frente, ligou o som e tocava uma música antiga da sua banda favorita, buttons, das puts cat dolls.
— Você não vai fazer isso comigo né querida?
— Aproveite o show meu amor.
Tenten começou a rebolar na minha frente ao ritmo da música, a cada parte da música o ambiente ficava mais quente, mais abafado, em certo momento a cadeira era eu, e era de proposito que ela rebolava no meu colo, meu membro começou a doer por causa do anel que ela colocou em volta. Eu precisava gozar e ela sabia bem disso, seu castigo era demais.
— Você quer que eu perca o seu brinquedo aqui? Tenten solta isso, vamos nos divertir juntos.
Ela parecia pensar, até que ela mesma não aguentava mais ficar sem meus toques, ela soltou meu membro e minhas mãos, a peguei no colo e a deitei na poltrona.
— Vamos nos castigar juntos agora minha strip particular.
— Olha o respeito.
— Desculpe amor, prometo ser mais carinhoso.
— Acho bom mesmo senão já sabe que sei castigar.
Lambi seu pescoço e gemi no seu ouvido quando entrei nela.
— Sabe não estou sendo um bom menino ultimamente, preciso de mais lições.
Ela sorriu e me abraçou nos unindo mais, essa mulher não sabe como é incrível, como consegue ser perfeita nos menores detalhes. Entrelacei nossas mãos e colei nossas testas.
— Eu te amo Tenten.
***
Na mesma noite em outra parte do mundo.
— Sakura fico feliz em falar com você.
— Oi Itachi, que bom que está melhorando, fico feliz de falar com você também. E as novidades?
— Estou progredindo na fisioterapia isso é bom né, e também conheci sua mãe hoje e a Hana ela é uma graça.
— Ah que bom que vocês se conheceram. Como?
— Sasuke me levou lá, sabe Sakura você pode morar num lugar que tenha elevador, eu não gostei de ser levado no colo.
Começamos a rir.
— Sakura tenho uma coisa que quero que escute está bem.
— Tá, pode falar.
— Não vou te mostrar, só um minuto.
A tela ficou um pouco tremula, e depois vi Sasuke sentado ao piano, ele parecia concentrado e cantava uma música muito linda. Com certeza é nova porque nunca a ouvi antes.
— Sakura ele está compondo para você, você já ouvi algo assim antes?
Sua voz me emocionava como sempre, me deixava sem folego.
— Não Itachi.- Eu não podia continuar o vendo assim. – Itachi preciso ir depois te chamo está bem, eu estou feliz que você esteja ai.
— Você também pode estar aqui Sakura.
— Não mais Itachi. Até mais, se cuida.
Abaixei a tampa do computador e deite-me a cama, a letra da sua música entrou na minha mente e o ritmo era tão bom, tão único, tão Sasuke. Sua ultima música ainda preenchia meus pensamentos.
— Ah Sasuke se você fosse verdadeiro assim comigo como é nas suas músicas não estaríamos separados agora.
Mesmo aqui ainda não sendo noite eu resolvi descansar um pouco, e mesmo contra minha vontade sonhei com Sasuke, tocando para mim, sorrindo e pelo menos nesse mundo Sasuke e eu podíamos ser felizes juntos, pena que foi só um sonho.
***
Ino achou por bem ir conversar com Aimi e Hiromi no dia seguinte, quando minhas emoções estivessem mais alinhadas, meus irmãos gostaram da notícia, Temari já começou a imaginar Hiromi andando pela casa, fazendo bagunça, só a ideia da mãe dela não a agradava na verdade não agradava ninguém. Estávamos dirigindo para a casa de Aimi, Ino segurava minha mão.
Chegamos à residência delas, descemos do carro, eu estava nervoso, caminhamos até a entrada da casa e batemos na porta, alguns segundos depois ela atendeu. Estava surpresa claro acho que não esperava nos ver ali em frente a sua casa.
— Podemos entrar?
— Sim, entrem, por favor.
Entramos e encontrei minha filha deitada num cercadinho, dormindo. Ela é tão linda, tão inocente. Passei a mão no seu rostinho e ela se mexeu, mas continuou descansando. Sentei no sofá que Aimi apontava e Ino ao meu lado.
— Então?
— O resultado saiu.
— E?
— Você não mentiu. Pelo menos não dessa vez.
Ela me olhou torto.
— Eu não brincaria com esse assunto.
— Mas o ocultou, eu vou cuidar da minha filha.
— E você está de acordo com isso?
Aimi perguntou diretamente a Ino, ela me olhou nos olhos e depois sorrindo encarou Aimi.
— Eu amo o Gaara, e vou apoia-lo em tudo, e a Hiromi é inocente e não escolheu a mãe que tem.
Eu espero que essas duas não briguem, queria ficar mais com minha filha, só que ela estava dormindo e não acordaria tão cedo, não queria ficar mais perto de Aimi, decidi ir embora, só que de repente quando ela se levantou para nos levar a porta, caiu de joelhos no chão.
— Ai minha cabeça que dor horrível.
— Aimi está tudo bem?
— Me ajuda Gaara, me ajuda.
Ela não teve tempo de dizer mais nada, pois caiu desmaiada nos meus braços.
— Aimi? Aimi? Ino rápido me ajuda.
Hiromi acabou acordando com a agitação com cuidado pus Aimi deitada no sofá, peguei-a no colo.
— Mamãe?
— Calma filha o papai tá aqui, eu vou cuidar de você.
— Gaara leve Aimi para o hospital eu fico com a sua filha.
Eu deixei Hiromi com Ino e peguei Aimi e a levei para o carro, sua doença está avançando e sinto que em breve minha filha dirá adeus a mãe, mas agora ela tem a mim, Ino e minha família e não vou deixar que nada aconteça com ela.
— Vai ficar tudo bem Aimi.
“Quando tudo estava escuro eu vi você, o ponto de luz no meio da penumbra, eu segui a luz e ao fim você estava lá me esperando e é isso que me faz te amar, a maneira como você sempre consegue entrar e fazer parte da minha vida.” (Black Swan – CDC).
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