Colecionador De Cabeças
2 Capítulo 2
Notas iniciais
ass.: escritoras desanimadas
No dia seguinte a filha de Amadeu, Daniela, acordou pensando em visitar o pai...estava preocupada pois seu velho sempre ficava deprimido nos dias próximos ao aniversário de morte de sua mãe, ela não havia podido ir na data exata (ontem) por causa da chuva forte...foi juntamente com seu marido até a casa. Chamaram e chamaram, discaram para o fixo, nada e mais nada. Forçaram a maçaneta. A porta se abriu. Agora escancarada, deixava a amostra um terrível cenário...um risco de sangue escuro e coagulado na parede, descia em diagonal como se apontasse para o corpo decapitado já com algumas moscas. Daniela solta um grito estridente e quase desmaia, Leon no primeiro minuto tenta se manter forte mas não consegue, se vira para a direita, dobrando-se para a frente e então vomita convulsivamente. Daniela ainda em estado de choque ficou calada por algum tempo, seu marido Leon comunica a polícia e esperam a chegada dos policiais e do delegado, este último sendo Daniel, irmão de Daniela. Nesse meio tempo, Daniela e Leon são informados que aquele não havia sido o primeiro ataque. Estariam diante de um serial killer???
***
A estranha figura de capa plástica espreita o movimento das ruas do escuro de um beco sujo. Quando a lua está no alto e os sons são subitamente calados por um grito de silencio, ele sai do esconderijo. Rondando as ruas. Levando sua foice para passear. Escolhe a casa. Rosa e branca, quintal recheado de flores coloridas e bem cuidadas. Ele invade e atravessa com maestria o quintal. Dá três fortes batidas na porta. O som parece fazer eco. Uma voz feminina responde que está a caminho. Ele espera. As mãos formigando. O colecionador dentro dele quer sair...o colecionador sabe, ele consegue escutar...sua foice sedenta está implorando por mais. O som da fechadura sendo destrancada é ouvido com clareza. A anfitriã surge, fixa os olhos na visita sinistra, não fala nada...afinal, ela não tem cabeça. Um pequeno cachorrinho vem correndo e dá pulinhos os pés do assassino. Sem latidos. Sem cabeça. O homem da capa recolhe seus troféus para dentro de uma sacola negra e se retira com elegância. Some ao longe na rua vazia, calado e encoberto pela névoa da madrugada.
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