Notas iniciais
Quero deixar claro que a personagem Syrena não me pertence, mas na realidade é uma personagem dos Piratas do Caribe, eu apenas usei o mesmo nome e as mesmas características mas a história é diferente :) Alem do mais só volto a publicar com um ou dois comentários

– Bem... Vamos ver — Carlisle se aproximou da garota morena sentada sobre a maca que o médico usava para a examinar quando raramente adoecia.
– Mais exames de sangue? — a menina fez cara de nojo — Você realmente gosta de furar a sua filha preferida Dr.Cullen — O vampiro riu, vestindo as luvas e retirando a agulha da embalagem. Pegou um pedaço de borracha elástica que amarrou no braço da jovem. A mesma abriu e fechou a mão num punho firme destacando a veia. Carlisle higienizou a área e a espetou.
A garota olhou pela janela.
– Quantos mais exames serão precisos? — Bufou impaciente.
– É mais este, apenas por precaução — Ele sorriu mandando a agulha fora.
– Sei — Estreitou os olhos para o vampiro que riu com o seu ato — Cansaço e dores musculares é uma fase completamente normal na adolescência. Você mesmo apenas receita umas vitaminas para as mães chatas preocupadas com os filhos que entram na puberdade, e agora se comporta como uma delas mas muito pior.
– Quanto amor — Ele sorriu de canto.
A menina rolou os olhos percebendo que o seu discurso não havia servido de nada e saltou da maca andando em direção á porta em passos firmes.
– Ás vezes parece que sou eu o pai e mãe desta familia — Ela falou séria e bufou fechando a porta, ao ouvir a risada escandalosa de Carlisle.
Caminhou pelo longo corredor preguiçosamente, embora, mesmo não querendo demonstrar fraqueza perante seu pai ou qualquer outro membro da sua familia, não havia solução para a dor que lhe corrompia o corpo e alma.
Abriu a porta de seu quarto, e fechou sem fazer barulho. Andou uns passos caindo sobre a cama.
Julgava que a sua cabeça poderia explodir a qualquer momento apenas com o seu abrir e fechar de olhos, sentia sua pele formirgar de uma maneira que chegava a ser dolorosa.
Sentia a temperatura de seu corpo aumentar e descer conforme os batimentos de seu coração, como se o seu corpo estivese em duvida de qual temperatura escolher.
Puxou o ar para os seus pulmões fortemente.
Duas batidas na porta a fizeram levantar e meter um sorriso falso no rosto.

– Sim?
– Querida, o Edward está a chegar com Bella para conhecer você — Sua mãe sorriu lhe dando um beijo no topo da cabeça.
– Tudo bem, me carregue... — Pediu manhosa, levantando os braços com um sorriso brincalhão no rosto, e num segundo depois já estava sentada entre Jasper e Alice na sala de estar.
– Chegaram — Alice sussurrou risonha no ouvido da mais nova.
A morena olhou pela janela de vidro a tempo de ver Edward sussurrar algo no ouvido de uma garota pálida, e de cabelos cor-de-chocolate.
– Que se passa? — A menina de olhos azuis perguntou curiosa.
– Bella está nervosa por te conhecer.
– Porquê?
– Edward vem falando muito de você desde que voltou da visita aos Denali, portanto, Edward despertou em Bella uma grande curiosidade quando o assusto é você — Alice respondeu.
Ouviu-se a maçaneta da porta rodar e Edward e a garota pálida entraram.
– Syrena está é Bella minha namorada, Bella esta é Syrena minha irmã mais nova — E lançou um olhar esperançoso á mais nova.
– Olá-á — Bella se engasgou ao ver a beleza divina de Syrena, cabelo castanho escuro até dois dedos abaixo da cintura, olhos tempestuosos e corpo muito bem moldado de modo desejoso, sua beleza era tanta que daria inveja até a Rosalie.
Syrena riu docemente, e se levantou abraçando Bella.
– Olá Isabella — Sorriu com todos os dentes brancos e perfeitos.
– Só Bella.
A mais nova entristeceu.
– Oh! Me desculpe mas eu realmente gostava mais de Isabella.
– Tudo be-e-em. Me chame do que quiser. — Gaguejou novamente com a voz doce e aveluda que Syrena possuia — Você também é... ? — Sorriu envergonhada
– Vampira? — Riu perante todo o nervosismo de Bella para pronunciar a palavra — Oh não, não. Sou humana como você. Fui abandonada á porta dos Cullen's com apenas dias, desde então são a minha verdadeira família.
– Iremos transformar Syrena daqui a alguns anos se ela escolher assim — Esme disse.
Bella lançou a Edward um olhar do tipo: 'Porque ela pode e eu não?' ; mas a resposta que levou foi apenas um revirar de olhos.
– Quere-mos dar a Syrena a opção de escolha, — Ouviu-se a voz calma de Carlisle -Não a quere-mos obrigar a pertecer a este modo de vida se não o desejar realmente, porém, se esta for a sua escolha, só a transformaremos depois de terminar a faculdade, e então a levaremos aos Volturi para saberem da existência de um novo membro da família,
Bella acentiu e olhou de rabo de olho para Syrena que encarava o chão pensativa, não podia deixar de sentir inveja daquela menina morena, ela é tudo o que ela deseja ser. Mas mais importante será aquilo que Edward deseja evitar a todo custo que ela se torne: Vampira!
– Porque eu nunca a vi no colégio? — Perguntou curiosa e na sua mente veio a imagem de si mesma agindo como Jessica Stanley
– Syrena estudava em casa, no entanto, queremos lhe dar uma vida normal, irá começar as aulas esta segunda-feira.
Bella acentiu
– Isso não vai acontecer — Edward sussurou com sua voz aveluda no ouvido de Syrena, depois de ouvir seus pensamentos — ninguém nos vai separar — lhe beijou a testa — NUNCA
A mais nova suspirou pesadamente, imaginando as consequências que poderia trazer para a sua família caso Aro, Caius e Marcus soubessem de si.
– Você me está a mandar uma avalanche de sentimentos: Nervosismo; tristeza; aflição; e culpa. Me diga o que te aflige? — Jasper perguntou preocupado com a irmã.
– Somos a sua família não iremos deixar que os Volturi te façam mal — Edward continuou.
– Rosalie e Emmet onde estão? — Bella perguntou tentando que a atenção fosse direcionada a si mais uma vez.
– Eu sei disso — Syrena olhou nos olhos de Edward profundamente, reformulando a sua resposta mentalmente — e é exatamente por isso que sei que se maguariam ao me proteger — Olhou para Bella e sorriu docemente, — Me desculpe, foi um enorme prazer conhecer você mas estou um pouco cansada vou para o meu quarto se precissarem de mim é só chamar — E subiu as escadas, deixando todos a olhar para o vazio que ela havia deixado.
– Rosalie e Emmet? — Bella perguntou novamente satisfeita de atenção que voltaria a ser sua.
– Foram tratar do presente de aniversário de Sya — Alice deu de ombros olhando para o topo da escada.
Bella olhou para Edward o fulminando com o olhar por não a estar a abraçar ou apenas lhe dar a mão como sempre, mas este apenas olhava para Carlisle curioso e acenava com a cabeça.
– Me desculpe Bella, mas não a poderei levar a casa, mas Carlisle se encarregará disso. Irei ver como Syrena está.
– Espere, o verei hoje á noite?
– Talvez. — Lhe beijou a testa e em um segundo não se encontrava mais presente.
O olhar de Bella se preencheu de puro ódio ao perceber que agora a menina frágil precisando de cuidado e atenção não era mais ela. A inveja dominava cada cécula do seu corpo, havia se habituado a ser a única necessitando de atenção, e agora o seu lugar estava a ser tirado.
Syrena encarava o teto branco de seu quarto pensativa. Penteava os longos cabelos com os dedos lentamente, suspirando vez ou outra.
Sua mente estava confusa de tal maneira que até mesmo Edward ficaria com dor de cabeça ao tentar decifrá-la.
– Posso? — Foi interrompida pela voz linda de Edward junto á porta.
– Claro — Sussurrou sabendo que ele ouviria.
– O que vai nessa cabeça?
– Julguei que o leitor de mentes da família era você — Disse zombeteira deitando a cabeça no colo do irmão.
– E é verdade — Ele riu — Mas julguei que você gostasse da minha tentativa de não invadir a sua mente, e ser bem educado te perguntando o que há de errado. — Passou a mão gelada pelos cabelos da morena.
– Tem razão.
A menina olhou nos olhos cor de ambar de seu irmão e sorriu de leve, se havia alguém que a compreendia realmente, era Edward. Não só por poder ler seus pensamentos quando as palavras faltavam mas por ter a maior paciência do mundo para com ela e seus problemas.
– Não entendo Edward, não entendo porque se arriscam tanto por mim — Falou calma.
– Você é parte da família, pequena. Acredite você é mais importante para nós do que possa imaginar.
– Eu não sou igual a vocês, quer dizer olhe para mim — Se levantou o encarando — Não sou veloz como você; Não sou forte como Emmet, nem bela como Rosalie, não tenho a delicadeza de Alice nem a paciência de Jasper; Muito menos a sabedoria do pai ou até a ternora da mãe. Não tenho os olhos da cor do ouro, nem a pele pálida e linda que brilha como cristáis. Não posso prever o futuro nem ler pensamentos — Sua voz se embargou — Sou apenas um monte de ossos quebráveis ao minímo toque, e tenho um coração que falha uma batida cada vez que me tento comparar a vocês. — Fez uma pausa — Eu sou insignificante. Sou diferente.
– Ser diferente é bom — Ele sussurrou.
– Como é bom Edward!? — Soluçou — Como é bom se a perfeição nunca me corrueu o corpo como a cada um de vós? A cada palavra; a cada suspiro; a cada passo vocês são perfeitos, enquanto eu? — Riu amarga — Enquanto eu não. Cresci no seio da família perfeita sendo eu a estranha, a esquisita fora da vossa normalidade! NÃO ENTENDES? — Gritou -Eu vos invejo! Até que ponto a vossa perfeição vai para se arriscarem por alguém imperfeito? — Soluçou — Por alguém diferente? — Se atirou nos braços de Edward chorando, e soluçando. Aquela foi a primeira vez que Edward havia ficado sem palavras, apenas a abraçou olhando nos olhos da sua família que haviam assistido á cena imóveis.