Cold Hands

1 Cold Hands


Notas iniciais
Oieee! Então, não sei como a ideia dessa fic surgiu. Eu queria muito escrever uma one-shot, e nada melhor que o melhor casal para protagonizar ♥

A princípio, era uma coisa bem dramática, mas ai começou a safadeza e sabem como é né... hehe. Não dá pra resistir ao Draquito. Espero que gostem, de todo o coração, e não deixem de comentar okay? bjooo

Era inverno, e a neve caía forte do lado de fora. Uma semana antes do Natal, todos empacotavam suas coisas para voltarem a ver suas famílias. A maioria já havia partido, só alguns continuavam ali entre pensamentos indecifráveis. Ela gostava de imaginar o que se passava dentro de cada um, se estavam tristes ou felizes por ir embora. Pelo estudo que fizera, os felizes estavam ganhando a aposta.

Exceto um.

O loiro estava sentado na beira da janela que dava para o pátio, abraçando as próprias pernas. Sua feição era de tristeza? Seria possível Draco Malfoy baixar a guarda desse jeito? Ela não sabia, e dizia para si mesma que também não queria saber.

Ele sempre a desprezara, mas algo dentro de seu coração continuava insistindo que ela devia ir ajuda-lo. Algo nele a atraia, sempre atraíra. Ela só não queria acreditar nisso. Seria o espírito natalino afetando suas ideias?

O céu e os flocos de neve caindo constantemente deixavam tudo com um clima estranho. Esse ano, ela não iria para casa. Seus pais haviam planejado uma viagem para o feriado e estavam tão empolgados que ela decidiu não ir. Seria melhor que aproveitassem algum tempo a sós, ela não se importava mesmo. Era o que continuava repetindo vezes e vezes para ver se fazia algum sentido.

O frio deixava sua pele arrepiada, mesmo com todas as peças quentes de roupa, porém o sonserino parecia não sentir o tempo. Talvez já fosse tão gelado por dentro que não ligasse. Sua pele clara conseguia se destacar ainda mais no inverno, contrastando com as vestes escuras. Era uma beleza que ela nunca cansaria de admirar.

Hermione esbarrou sem querer em uma escultura no corredor, que balançou em seu pedestal e automaticamente chamou a atenção do garoto. Ele a encarou com um olhar de fúria.

- O que pensa que está fazendo aqui, sangue ruim?! – gritou. Olheiras escuras se encontravam abaixo de seus olhos inchados, da cor da chuva.

Ela prendeu a respiração e parou nervosa no lugar.

- Estava passando, seu babaca.

- Não ouvi seus passos. Por acaso estava me espionando, não é?

- Claro que não! Por que eu perderia meu tempo fazendo isso? Tenho coisas melhores a fazer.

- Não tem não, senão não estaria aqui nessa porcaria de escola durante a merda do Natal!

A garota se calou, sem saber o que dizer. Percebia que ele não falava com ela diretamente, mas consigo mesmo. A cabeça loira se virou para onde olhava primeiramente. Hermione foi até ele com pequenos passos e sentou-se ao seu lado.

- Granger, sai daqui! Qual o seu problema? – ele a fuzilou e tirou a varinha das vestes, apontando para ela.

- Para com isso, Malfoy. Até os idiotas dos seus “amigos” já te deixaram aqui sozinho. Não tem mais o que perder. – ela falou, mas se arrependeu na hora. O olhar que recebeu significava que estava certa.

- Prefiro ficar sozinho a ter sua companhia. Por que não volta de onde veio, para sua vidinha miserável? O que a fez ficar aqui? Seus pais não puderam pagar a comida extra? – Draco guardou a varinha.

- Realmente não sei o motivo para eu ainda desperdiçar maravilhosos minutos só para me estressar com você. – a morena levantou.

- Não! – ele disse, mas pareceu ter percebido que falou alto demais quando Hermione se virou sem entender.

- Não o que, Malfoy?

- Não... acabei de te importunar. Você acha que pode incomodar os outros e sair desse jeito?

Ela revirou os olhos. A habilidade do loiro em mentir não estava funcionando tão bem assim naquele momento. Algo em seu coração havia disparado ao ouvi-lo.

- Por que está aqui? – Hermione perguntou, voltando a se sentar.

O garoto demorou a responder. Ela ergueu o braço do lado de fora e um floco de neve caiu em sua mão, deixando-a dormente. Rapidamente a sacudiu para tentar se esquentar de novo.

- Não quis ir para casa.

- Por que não?

- Por que não cuida da sua vida, Granger?

A garota respirou fundo. Não sabia o que fazer. Podia ver nos olhos dele que ele precisava e queria ajuda, mas continuava erguendo muros em volta de si. É claro, ela não esperava que ele fosse se abrir facilmente. Na verdade, quem estava enganando? Ele não se abriria nunca. Pelo menos, não com ela.

Hermione desistiu de ficar ali e foi andando pelo corredor. Então sentiu uma mão gelada segurar seu braço, provocando mil pensamentos diferentes.

- Você não me deixou terminar.

- Você me mandou ir cuidar da minha vida. – ela disse, virando e estreitando os olhos para encarar o loiro. Nunca estivera perto o bastante para perceber o quanto ele era mais alto que ela.

- Eu só perguntei por que você não ia. Não te disse para ir.

- Malfoy, eu que te pergunto qual o seu problema. Será que dá para me soltar? – a garota reclamou. Apesar disso, queria continuar sentindo as mãos frias em contato com as suas. De algum modo elas pareciam um pouquinho mais quentes agora.

- Não quero ir para casa porque odeio meus pais. Satisfeita? Feliz?

Ela ficou em silêncio por um tempo, surpresa demais para pensar em algo inteligente a dizer.

- Está tudo bem.

Ele deu uma risada e soltou as mãos da garota.

- É isso o que tem a dizer?

- Sim. Quer dizer, não. Não é só isso. É só que...

- É só que você sempre me odiou por ter uma vida “perfeita”, não é mesmo? Está surpresa porque, talvez pela primeira vez, não sabe tudo sobre alguma coisa. As pessoas são assim, Granger. Você não entende nada.

- Você não entendeu o que eu quis dizer. – ela bufou. Ele não parava de tentar ataca-la de todos os jeitos possíveis. – Está tudo bem porque minha vida também não é perfeita. Ao contrário. Não é o único a ficar chateado por ter de ficar aqui.

- Achei que fosse voltar. O que ainda está fazendo aqui?

Ela ficou em dúvida se ele se referia a escola ou a perto dele. Escolheu a melhor opção.

- Quero dar um tempo aos meus pais, uma folga. Eles pararam de viver desde que eu nasci. Tudo que fizeram foi pensando em mim, todos esses anos, me sinto culpada por isso. – a morena falou meio sem graça. Ele provavelmente acharia um jeito de zombar dela.

- Não devia se sentir triste por causa disso. Na verdade, devia se sentir extremamente feliz. Apesar de serem trouxas, você tem gente que a ama irrevogavelmente. Muitos não têm essa chance.

- Você também tem. Não é como se não soubesse a sensação.

- Você não sabe de nada mesmo, Granger. – ele desviou o olhar. Ela achou que o loiro fosse fugir para algum outro canto onde se sentisse a vontade e poderoso, mas ele continuou ali encarando a neve.

- Então me conte.

- Será que não percebeu ainda? Isso é demais para você, sua burra. Não precisa perder seu tempinho precioso mesmo. Já pode voltar para a biblioteca ou seja lá o que nerds fazem quando estão desocupados. Eu ia falar para você ir para casa, mas também está presa nessa porra de castelo junto comigo. Por que não procura algum amiguinho abestado da Grifinória para te fazer companhia?

- CALA A BOCA, MALFOY! – ela gritou, sem conseguir se controlar. O garoto parou, assustado. Hermione também estava assustada. Consigo mesma, mas com ele também. Como podia manter aquela farsa idiota quando era claro que nada estava bem?

Uma lágrima desceu pela bochecha rosada da morena, seguida por outras. Ela não queria chorar, não na frente dele, não quando não havia um motivo aparente. Suas pernas estavam levando-a para longe sem que nem percebesse o que fazia. Sempre fora uma pessoa racional, mas nesse momento sentia algo se partir dentro dela.

Harry tinha ido para a casa de Sirius e Rony para a casa dos pais. Ele até a chamara para ir junto, mas ela preferia passar algum tempo sozinha para pensar. Agora, se arrependia dessa decisão. A solidão tinha provocado o efeito contrário ao que esperava.

A garota sentiu o vento gelado contra o corpo gelar seus ossos. Tinha saído correndo sem se preocupar com uma direção exata, mas agora se encontrava no alto de uma torre que ela não sabia a utilidade. Então ouviu passos abafados na escada e secou as lágrimas que escorriam.

- Você é retardada? – Malfoy gritou, chamando sua atenção. – Achei que fosse se matar.

Ele estava abaixado com as mãos nos joelhos, surpreso pelo esforço repentino. Tinha corrido atrás dela esse tempo todo.

- Você pode, por favor, se decidir? Ou diz tudo o que tem a dizer de uma vez ou para de me tratar mal e me deixa ir. – ela gritou de volta, com raiva.

Malfoy respirou fundo antes de responder.

- Por que está chorando?

- Me responde!

- Você não perguntou nada.

- Eu te odeio.

- Me diz! Não quero ficar vendo sua cara mais feia ainda quando chora.

- Vai se fuder! – ela andou até a beirada da torre, sem se importar com a neve.

- Ei, você vai cair!

- Você não liga.

- Não quero ficar com a culpa!

- Ah, desculpa! Deixa eu escrever uma carta avisando que Draco Malfoy não teve nada a ver com a minha morte. – ela olhou irônica.

- Estou falando sério!

Hermione subiu na beirada da torre e se equilibrou, em pé.

- Também estou falando sério. Seria uma pena, não é mesmo?

Ela balançou os braços, se divertindo. Normalmente não faria uma coisa tão imprudente, mas a vontade de provocar o loiro era mais forte que seu juízo. Um vento forte bateu e seus pés balançaram por um momento. Antes que ela pudesse se virar, sentiu braços a arrancaram do lugar em que estava, levando-a ao chão.

- Ai! – gritou, ao bater as costas.

- Não faça mais isso! — Draco gritou de volta.

Seu corpo estava em cima do dela e ambos podiam sentir a tensão no ar. A respiração da garota ficou mais forte. Os intensos olhos azuis estavam tão próximos que ela podia admirar os detalhes. Uma cicatriz perto da sobrancelha que ninguém nunca tinha reparado, os lábios entreabertos.

- Sai de cima de mim, Malfoy. – ela sussurrou, sem conseguir desviar o olhar.

- Acho que não é isso que realmente quer. Eu sempre soube que você tinha uma quedinha por mim, Granger. – ele fez questão de falar cada palavra pausadamente.

- Você que quase teve um troço quando me viu ali em cima, Malfoy. Pode até ser que engane seus amigos panacas, mas não a mim.

- Então diga que não está sentindo nada agora. Diga que realmente estava passando por aquele corredor ao acaso e não parou para me ver. – ele passou um dedo suavemente pelo rosto de Hermione, onde uma lágrima corria minutos antes, e desceu para o pescoço. Seus nervos estavam a flor da pele. Ela não sentia mais frio. O rosto do loiro se aproximou mais e percorreu um caminho do pescoço até a boca da garota, ficando a milímetros de distância. – Consegue dizer isso?

Ela sentia até mesmo o hálito de menta do sonserino. Ele a inebriava e impedia que colocasse os pensamentos em ordem. Maldito loiro. Sabia que logo ele abriria um sorriso e voltaria a zombar. Mas se era isso o que queria, ótimo.

- E você consegue, Malfoy? – ela rolou de baixo dele e ficou por cima, encarando-o nos olhos sem diminuir a distância. Seus dedos percorriam o cabelo fino.

- Não. – ele disse, e colou os lábios aos dela.

Suas mãos seguravam a nuca da morena com força, beijando-a intensamente. O corpo dela ficou mole por um momento, sem saber o que fazer, até que correspondeu ao beijo.

- Você está louco? – ela sussurrou, enquanto recuperavam o ar.

- Você sabe que eu sempre quis isso, Granger.

- Achei que me odiasse.

- Odeio. Odeio você por ser tão bonita. Odeio você por gostar do desgraçado do Weasley, odeio você por ter nascido nessa porra de família sangue ruim.

- Não diga isso.

- Você me disse para falar a verdade. – ele a calou com um segundo beijo, mas ela se afastou.

- Não podemos fazer isso!

- Por que não poderíamos?

- É errado.

- Foda-se. – ele levantou e a puxou para uma pequena sala que parecia um depósito no canto da torre, fechando a porta.

- Eu não posso! – Hermione falou, virando as costas para o garoto.

- Para de ser certinha uma vez na vida, caralho! – ele disse, sentando-se num sofá velho. –Será que me permite, Santa Granger?

- Grrr! Uma vez! E acabou. — ela se virou e ele riu ao vê-la tentando manter a expressão séria.

- Tudo bem.

- Não estou brincando.

- Tá.

Ela foi até ele a pequenos passos. Quando estava perto o bastante, os braços do loiro a puxaram para si, encaixando seus lábios em um beijo demorado. Hermione sentou-se ao lado dele, no sofá.

- É sério isso? – ele perguntou.

- O que?

- Se é só uma vez, dê um amasso decente, Granger. – as bochechas da grifinória ficaram vermelhas, mas ela permitiu que ele a puxasse para o seu colo.

Os dedos do garoto rapidamente se livraram da capa e do cachecol vermelho e dourado. Ele segurava os cabelos da morena, a desejando de todas as formas possíveis. Ela não estava muito diferente.

Suas mãos agarravam a nuca de Draco e ela soltou um gemido enquanto ele brincava com seus seios. Os lábios frios depositavam beijos em seu pescoço, dando leves mordidinhas. Logo, o garoto já estava sem a camisa, expondo um belo abdômen. Ele desabotoou botão por botão a blusa dela.

- Que merda, Malfoy!

- Está com frio ainda?

- Babaca. – ela respondeu, terminando de arrancar a blusa por si mesma.

A morena rebolou em cima do corpo do loiro, os dois testavam quem conseguia provocar melhor. Ela já podia sentir um volume a mais embaixo da calça dele. Ele a segurou com força e a mexia sobre si, as mãos embaixo da saia dela, prendendo os dedos no elástico da calcinha.

- Porra, Granger.

Ele deitou a garota enquanto acariciava sua intimidade. Ela sentiu ficar mais difícil respirar no espaço abafado.

- Não sabia que era tão safada assim.

- Vai se foder.

- Vou te foder, isso sim. – ele disse, com um sorriso de canto.

.

Ela não sabia quanto tempo já havia passado, mas quando saíram a luz do sol tinha ido embora. A neve não era mais um problema, nem o Natal, nem suas famílias. Era apenas uma diversão de fim de ano, ela disse para si mesma. A garota sorriu ao lembrar das carícias do sonserino e das sensações que experimentara.

- Vejo você por aí? – perguntou ele, ao entrarem no castelo.

- Para o meu azar.

- Acho que você não pensava em azar enquanto gemia o meu nome, não é Granger? – ele deu uma gargalhada.

- Cala a boca!

A morena xingou novamente quando ele lhe deu um tapa na bunda e seguiu pelo corredor oposto a ela. Secretamente, estampava um sorriso.

De qualquer forma, fora a primeira e a última vez. E tinha valido a pena.

Notas finais
comentemmmm!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!