Notas iniciais
Desculpem a demora.

Mizuki não desviou o olhar, muito pelo ao contrário continuou com os olhos fixos no da Lady. Ela passou a mão pela testa e suspirou.

–Eu peço desculpas...Minha magia, eu deixei-a vacilar enquanto conversava com Nero na cozinha... – Trish arregalou levemente os olhos.

– Então... O motivo de não estarmos sendo atacados lá era por sua causa? – Ela perguntou quase que se inclinando para frente.

– Sim, fiz uma magia para que todos os demônios que passassem por ali avistassem um terreno abandonado e não a loja...

– Você devia ter avisado... – Falou Vergil e ela abaixou a cabeça e depois de um tempo a ergueu.

– Dante! – Ela chegou perto dele e colocou a mão no ombro dele. – Eu prometo que irei arranjar uma nova loja para você. – Disse confiante e Dante sorriu.

– Ah e se tiver algumas coisas à mais do que tinha na outra... – Mizuki riu.

– Ok. – Disse sorridente. – Vocês podem ficar aqui enquanto...

– Eu preciso de um banho. – Sussurrou Trish e então passou por Mizuki indo em direção à um dos quartos.

– E eu de pizza... Hehe... – Após dizer os gêmeos foram em direção à porta que havia atrás do balcão. Lady tirou do bolso um papel e entregou à mim.

– Essa missão é para vocês dois, iria fazer sozinha, mas é melhor que vocês façam, já que são uma boa dupla. – Ela piscou e passou por nós subindo as escadas também. Mizuki se aproximou de mim para ler o papel e ao ler, ela se afastou.

– Aquilo aconteceu porque eu...te beijei...? – Perguntei e ela olhou para mim.

– Quase isso, eu lhe explico. – Sendo assim ela me puxou pela Devil Bringer e me guiou até uma porta no fundo do corredor. Ao abrir vi que era uma biblioteca, havia várias prateleiras. Ela soltou e foi até uma delas. Voltou com um livro meio grande, colocou em cima da única mesa que havia ali e o abriu foleando as páginas. — Todas do meu tipo tem uma função, no meu caso sou multiuso. – Não entendi muito bem o que ela quis dizer e ela abriu em uma pagina que era um tipo de estrela. – A maioria são treinadas para serem fortes, algumas para hackear,para fazerem escudos e coisas do tipo e outras tem sentimentos e fazem o que querem. No meu caso eu sou todas juntas, entende? E no momento em que você me beijou eu... – Ela falhou um pouco a voz e corou abaixando a cabeça. – Me deixei levar o esquecendo da magia e do tempo em que não a ativei a Harpia me localizou. – Em seguida ficou em silêncio. – Foi minha culpa.

– Não, não foi. Por enquanto... Vamos esquecer esse assunto. – Falei fechando o livro. – Que tal uma missão para distrair? – Sorri e depois ela sorriu também.

– Podemos pegar a moto da Julieta. — Ao dizer Mizuki riu. Descemos as escadas e saímos do lugar. Mizuki abriu a garagem e vi que lá havia uma moto e um carro. Ela montou na moto me entregando um capacete, eu o coloquei e então ela ligou a moto. Sentei-me atrás dela, agarrando-a pela cintura e ela foi.

Quando chegamos lá, descemos, pondo os capacetes em cima do banco da moto. Olhei para cima e vi Loveless Club, escrito de neons rosa. Em seguida peguei o papel e vi.

– É aqui mesmo. Agora só precisamos encontrar a vampira.

– Então... Eu vou ter que fingir estar interessada em ser stripper?

– Sim. – Eu ri balançando a cabeça e ela revirou os olhos.

– Tudo bem... Vamos lá. – Após dizer isso, entramos no lugar. Era um lugar pequeno, mais estava lotado de gente, as luzes rosa, azuis e vermelhas piscavam por toda parte. Olhei para pista de dança e no meio dela vi um pole onde as garotas dançavam seminuas, mexendo com os caras que provavelmente já estavam todos bêbados. Babavam nas garotas, mas nenhum se atrevia a tocar, apenas tocavam para por colocar dinheiro em sua roupa íntima de baixo, já que não havia nada para cobrir em cima. Fomos empurrando a multidão até chegarmos ao bar, em seguida Mizuki pediu informação ao bartender que falou aonde era e então fomos até lá. Atravessamos uma cortina de enfeites rosas. Pelo que percebi ali era o lugar aonde ficava os quartos para os clientes terem um pouco mais de diversão. Havia luz rosa em todo lugar e o último quarto estava com a porta aberta com um gordo sentado em cima da cama e com duas garotas de lingerie preta ao lado dele. Mizuki entrou ao local e ele olhou para ela de sobrancelha levantada. Ela apenas estendeu o cartaz que estava pendurado na porta principal aonde havíamos entrado.

– Estou aqui pelo emprego de stripper. – Disse e em seguida o cara sorriu e olhou para mim.

– E ele? É seu namorado?

– Sim. – Ela veio para perto de mim, apertou minha mão e sorriu. – Me apoiou muito a fazer isso.

– Hum... Começa hoje, agora?

– Mas...

– Agora ou nada feito. – E então ela assentiu com a cabeça enquanto as duas meninas olhavam para mim, tentando me provocar. Ele se virou para uma delas e então falou para ela levar Mizuki a algum lugar. A garota assentiu e sorrindo veio até nós, pegou na mão de Mizuki e foi a puxando para outro lugar.

– Tem várias roupas pra você escolher, mas acho que todas ficarão bem em você – A garota disse com olhando-a e em seguida levou o dedo até a própria boca. As duas pararam, a garota entrou no camarim junto com ela e segundos depois a mulher saiu, me olhando de cima a baixo e sorrindo maliciosamente. Em seguida ela voltou para o quarto em que estava e depois de um tempo ela saiu com uma fantasia de policial. Usava uma boina preta, um short curto preto, meias listradas que ficavam um pouco acima do joelho e uma blusinha branca com um distintivo e haviam algemas presas no short.Ao fechar a porta Mizuki se virou para mim e eu olhei para ela.

– Você vestida desse jeito só me dá mais vontade de ser preso. – Falei olhando-a.

– Bobão! – Ela riu e deu um leve soco em meu ombro e depois começou a andar em direção ao bar e eu a segui.

– Uma bebida da mais forte que tiver. – Eu pedi e em seguida o bartender assentiu.

– Não vou conseguir fazer isso sóbria. – Comentou com uma das mãos na cintura e olhando para as outras garotas que dançavam no pole.

– Relaxe. Você vai se sair bem. – Falei e em seguida o bartender colocou a bebida perto de mim, estendi a mão para pegar, mas ela foi mais rápida. Pegou tomou um gole, fazendo uma careta logo em seguida e eu ri. Ela estendeu o copo para mim e eu o peguei, e então ela começou a andar em direção ao pole e ao chegar lá foi bem recebida pelas outras garotas que a agarraram e dançaram junto com ela. Aquilo era algo realmente bonito de se ver. Mizuki era a que estava mais chamando atenção agora, jogando os fios de cabelo preto para um lado e para o outro e rebolando bastante o quadril exibindo suas curvas. Já estava começando a ficar meio hipnotizado, mas logo alguém veio ao meu lado se aproximando de mim. Olhei e era uma mulher loira.

– Olá. – Ela disse chegando perto e sorrindo maliciosamente. Quando ela encostou em mim senti um cheiro forte de sangue, não sabia se ela estava menstruada ou se era a vampira mesmo. Retribui o sorriso malicioso e ela foi chegando cada vez mais perto.- Você é novo por aqui certo? Nunca te vi aqui antes. — Após ouvi-la apenas balancei a cabeça virei o resto da bebida em meu copo bebendo-a rapidamente, sentindo o gosto do álcool em minha garganta me virei para o lado observando a garota que agora acariciava meu ombro com a ponta das unhas. Passei o braço em volta da cintura dela me virando e em seguida a puxei para perto. Ela rapidamente passou os braços em volta de meu pescoço e me puxou pela nuca, selando os lábios dela ao meus. Senti um gosto horrível de sangue, mas ela não beijava mal e aliás teria que distraí-la com alguma outra coisa para matá-la. Logo ela levantou-se e em seguida passou as pernas em volta da minha cintura, mordiscou meu lábio inferior e depois sorriu maliciosamente. Com ela em meus braços fui até um dos quartos sem nenhuma gravata na porta, abri a porta em um chute e depois a fechei ainda com a loira agarrada em mim. Logo depois ela desceu e voltou-a me beijar, mas dessa vez passeando suas mãos pelo meu corpo. Levou a mão até o zíper de meu sobretudo, tirando-o junto com a Red Queen,logo depois ela levou a mão para dentro de minha camisa e começou a acariciar minha barriga com as unhas. Inverti as posições deixando-a prensada na porta, logo de pouco em pouco ela foi me empurrando, me colocou deitado na cama e logo subiu em cima de mim. Tirou minha camiseta com capuz e depois levou as mãos a minha barriga novamente, ela foi descendo até chegar em meu cinto, achei que ela fosse fazer outra coisa, mas não fez. Ela tirou a Blue Rose do meu cinto e em seguida apontou para mim, levantou-se rindo.- Tsc... Devil Hunters... São deploráveis. – A loira estava pronta para atirar, mas levantei minha perna chutando o braço dela, fazendo-a errar o tiro e jogar a arma para longe. Logo a porta se abriu violentamente e Mizuki apontava uma arma para a vampira que ergueu as mãos e se virou para ela. Surpreendeu-se provavelmente achara que era um homem. – Veio me matar? Com o quê? – Ela perguntou quase rindo novamente.Após dizer enfiou dois dedos de seu decote, de lá tirou uma bala de prata, colocou-a na arma e depois sorriu à loira em sua frente.

– Isso é o suficiente para você? – Não perdeu tempo e logo apertou o gatilho, acertando uma bala no coração e outra no meio da testa. – Vampiros... São deploráveis. – Após dizer isso ela se aproximou do corpo, tirou um isqueiro do bolso, acendeu e o soltou em cima do corpo que pegou fogo rapidamente. E então ela se virou para mim. – Você está bem? – Fiz que sim com a cabeça e ela logo olhou para baixo e depois para minhas roupas na cama.

– Não é isso que você está pensando... – Eu falei corado, mas logo fui interrompido por ela.

– Ela está aqui... Atrás de mim. – Logo ela pegou meu sobretudo na cama e o vestiu, fechando-o, logo coloquei a camisa e puxei o capuz para cima. – Vamos, rápido. – Ela disse e pela primeira vez senti que ela estava com medo. Saímos do quarto e logo fomos passando pelas pessoas dançando, mas na entrada um grupo se destacava. Eram vários caras trajando ternos brancos e no meio deles uma mulher loira usando um vestido branco e um casaco rosa de penas em volta do pescoço. Passamos por eles e Mizuki de cabeça abaixada junto comigo. Ao sairmos Mizuki correu até a moto me puxando junto , ela sentou-se e rapidamente ligou a moto, logo me sentei e agarrei na cintura dela.Demoramos bastante tempo para chegar, às vezes cochilava com a cabeça encostada no ombro dela, quando chegamos o sol já estava quase aparecendo e começou a chover, uma chuva fraca, mas atrapalhando quem estava de moto assim como nós. Ela colocou a moto na garagem e logo entramos. Ao entrarmos vi Dante sem camisa,sentado em cima do balcão devorando uma pizza e Vergil também. Mizuki estava abaixada tirando o excesso de água de suas pernas, logo ela se levantou, abriu o zíper do meu sobretudo revelando a fantasia de policial, os gêmeos se surpreenderam.

– Se estiver aqui porque explodimos a lanchonete foi tudo culpa dele. – Disse Dante apontando para Vergil que apenas revirou os olhos. Mizuki riu e devolveu meu sobretudo. – Que alívio! – Exclamou Dante. – Qual é a dessa fantasia? — Logo ela tirou o chapéu e balançou os cabelos, rindo. Em seguida abaixou-se e da meia começou a tirar dinheiro.

– Consegui isso enquanto o Nero brincava com uma vampira. – Disse e foi até o balcão, colocando o dinheiro ali, fui até ela e ela se afastou do balcão. E começou a tirar também do short de couro preto, como ela era a única mulher ali não deixamos de olhar. Logo puxei algum assunto para cortar aquele clima.

– Vocês explodiram uma lanchonete? – Perguntei e eles finalmente piscaram olhando para mim.

– Ele explodiu. – Dante disse e em seguida mordeu um pedaço da pizza.

– Uma mulher loira queria participar da loja, mas digamos que ela não era forte do tanto que parecia.

– Loira? – Mizuki disse se aproximando. – Cor dos olhos?

– Lilás. – Disse Vergil.

– Roxo. – Disse Dante.

– Era lilás. – Insistiu Vergil calmamente.

– Era roxo seu burro, deve estar tão velho que nem deve mais estar enxergando direito! – Mizuki ficou pensativa.

– Deve ser uma das seguidoras de Anny. – Sussurrou. – Merda – Sussurrou de novo, mas dessa vez entre os dentes. Ela passou pelo balcão e foi até a cozinha, sem aviso prévio. Apenas fui até o balcão e peguei uma pizza, mordi.

– Vocês estão se dando muito bem. – Comentou Vergil sem deixar de sorrir maliciosamente.

– Bem até demais. Nunca vi você emprestando suas roupas, nem mesmo para Kyrie... – Disse Dante e eu bufei mastigando a pizza. Fiquei quieto, Dante sabia muito bem que eu não gostava quando ele tocava nesse assunto.

– É passado. – Comentei e ele se surpreendeu.

– Finalmente, achei que você nunca diria isso. – Não que fosse passado, ainda me lembrava perfeitamente dela e principalmente do fora que havia me dado depois que tudo o que fiz por ela.

– Isso o quê..? – Perguntou Mizuki na porta da cozinha com um pote de sorvete de morango.

– Nada. – Respondi. – Não está com sono? – Perguntei dando uma última mordida no pedaço de pizza.

– Não. – Ela respondeu vindo para perto de mim. – Vou para a biblioteca, me distrair um pouco, sinta-se livre para ir dormir se quiser Nero. – Ela piscou para mim e eu sorri, mas logo ela fez uma careta. – Você está cheirando a vampiro. -Riu e em seguida subiu as escadas.

– Pegue ela de uma vez. – Disse Dante assim que a porta da biblioteca se fechou, revirei os olhos e cruzei os braços.

– Não quero forçá-la a fazer uma coisa que ela não quer.

– Ela quer... – Ele piscou levemente enquanto levava outro pedaço de pizza para a boca. Saí andando e ao chegar em meu quarto, tirei as roupas e as coloquei no cesto, ficando apenas de cueca, fui direto para a cama e em seguida caí no sono. Algum tempo depois acordei,lentamente fui andando até a biblioteca, mas então ouvi vozes.

– O que você achou deles? – Era a voz de Mizuki.

– Gostei dos gêmeos, são umas delícias e bem... A loira também é bonita. Os peitos dela parecem melões querendo saltar para fora daquele corset, se eles falassem iriam dizer “Me tirem daqui, por favor, estou ficando sufocado”. – Senti vontade de rir mais Mizuki fez isso por mim, rindo alto. – Sem falar naquela morena...

– E o outro?

– Ah... Ele é seu não é? – Não soube a resposta, pois não ela não respondeu, provavelmente respondeu balançando a cabeça. – Hum... Eu percebi desde que vi vocês juntos. – Julieta riu baixo e depois o silêncio dominou. – Você... Realmente não se lembra de como nos conhecemos? – Ela perguntou.

– Não... – Respondeu Mizuki com a voz triste.

– Pois bem... Vou lhe contar...

Notas finais
Não revisei, desculpe os erros... E o próximo capítulo será um Flashback, vou tentar resumir tudo em um capítulo... Espero que gostem, beijos...