Notas iniciais
Realmente, peço mil desculpas por demorar tanto para postar o capítulo, aconteceram muitas coisas que se fosse pra explicar iria ficar até amanhã aqui, prometo não demorar esse tanto assim de novo e postar mais, desculpem novamente e espero que gostem.

Acordei meio desnorteado com a testa doendo. Fui direto ao banheiro, escovei os dentes e depois liguei o chuveiro que fazia um barulho muito estranho e pior ainda é que era alto, mas a água caia normalmente. Após tomar o banho me sequei e coloquei as mesmas roupas de sempre. Sai do quarto e desci as escadas. A única ali era Lady, que estava pregando algumas missões no quadro que ela mesma tinha feito para manter a Devil May Cry mais organizada, o que não adiantava nada pois a maioria ali não colaborava. Cheguei perto e arranquei dali qualquer missão. Lendo-a fui até o sofá e me sentei. Não demorou muito e Dante veio bisbilhotar, puxou o papel da minha mão e começou a ler.

– E você continua com a ideia de fazer “missões” com ela? – Sorriu maliciosamente, sentou-se do meu lado e passou os braços por cima dos meus ombros. – Eu vou te dar umas dicas – Cochichou, eu rapidamente me levantei.

– Vá se ferrar Dante. – Eu disse, meus olhos desviaram-se para Mizuki que estava descendo a escada, foi para a frente do quadro logo em seguida e começou a conversar com Lady.

– É melhor você pegar, se não eu pego. –Olhei para ele e mostrei o dedo do meio. Andei até ela e logo depois cutuquei-a no ombro. Ela se virou para mim e sorriu logo em seguida.

– Bom dia. Dormiu bem? – Perguntou, eu abri a boca para respondê-la, mas ela me interrompeu. – O que é isso? – Ela passou a mão pela minha testa tirando o cabelo e encostando aonde estava doendo. Eu fiquei meio sem graça,mas tinha que respondê-la.

– Eu acho que você me chutou no meio da noite. – Falei com um sorriso sem graça no rosto e ela riu baixo.

– É eu acho que me mexo demais. – Ela chegou mais perto de mim e me deu um beijo na testa. – Me desculpe.

– Vamos fazer missões juntos? – Perguntei.

– Sim, qual você quer? – Entreguei o papel para ela e ela leu, sorriu em seguida. – Ok, vamos fazê-la juntos. – Ela passou por mim, indo em direção a porta e logo depois a segui, ao passar por Dante olhei para ele e vi que ele estava com um sorriso completamente malicioso no rosto, revirei os olhos e fui até a porta. Ao sair vi ela com o papel na mão. – Você sabe aonde fica não é? – Olhei no papel e vi o endereço.

– Sei, fica alguns quarteirões daqui. – Após dizer isso comecei a andar e ela foi me seguindo.

Ao chegarmos vi que era uma mansão enorme e ao bater na porta um mordomo nos recebeu e logo em seguida levando-nos para uma sala de estar extremamente grande e branca. Sentamos no sofá.

– Vou chamá-lo. – Disse o mordomo retirando-se da sala depois de alguns minutos um homem de cabelos castanhos apareceu. Sentou no sofá a nossa frente, Mizuki mordia uma bolacha enquanto ele tomava chá.

– Bem, eu tenho um rival nos negócios e esse rival é mais forte que eu, todos os empregados dele são demônios.No momento ele precisa de uma mulher e de um homem. – Ele disse desviando o olhar para Mizuki. – O que é perfeito para vocês dois, arruínem os negócios dele e logo depois virá a recompensa. – Ele pegou a caneta do bolso de seu terno e depois apoiou-se na mesa de vidro que nos separava escrevendo em um papel. – Essa aqui é a mansão dele, destruam-na se for necessário. – Disse entregando o papel, eu levantei e peguei. E logo em seguida saímos dali e fomos em direção a mansão do outro cara que era completamente diferente da outra. Ao bater na porta fomos atendidos por um mordomo de terno preto e olhos vermelhos que nos guiou até a sala do dono da mansão. Quando o vi segurei a risada o dono era apenas um adolescente que provavelmente era mimado.

– Vocês são...? – Perguntou.

– Meu nome é Mizuki e o dele é Nero. Estamos aqui pelas vagas. – Explicou.

– Minha Maid e meu mordomo precisam de férias e vocês vão ficar no lugar deles certo? – Eu e ela fizemos um sim com a cabeça. – Leve eles para o quarto para trocarem de roupa. – Disse olhando para o mordomo.

– Sim senhor! – Disse e assim nos guiou até o quarto. – É aqui, se troquem e depois vão falar com o mestre. – Ele disse abrindo a porta, entramos e ele fechou a porta logo em seguida. O quarto era meio abafado, havia uma cama de casal, um guarda-roupa e um banheiro. Quando Mizuki abriu o guarda-roupa ficou de boca aberta.

– Merda! – Ela disse tirando um dos vestidos de lá, colocou na frente do corpo. – Eu vou ficar horrível. – Ela se virou e foi em direção ao banheiro. Eu abri a outra parte do guarda-roupa e haviam só ternos pretos. – Então você já pensou em algum plano? – Ela perguntou enquanto eu tirava a roupa.

– Não, vamos conhecer tudo por aqui e daí bolamos um plano. – Eu disse.

– E vamos precisar de um plano bom, porque há bastante deles aqui. – Ela disse. Ao terminar de por abotoei os botões de qualquer jeito na frente do espelho, não tinha paciência para aquilo. Ela saiu do banheiro com um vestido vinho, era daqueles que apertava a cintura e se soltava em baixo. Saí da frente do espelho para ela terminar de se arrumar. Abri a boca para elogiá-la, mas ela foi mais rápida. – Eu pareço um balão. – Ela disse e eu em seguida comecei a rir. Ela veio para perto de mim, desabotoou os botões e abotoou-os novamente só que dessa vez certos. Depois voltou para o banheiro, sentei-me na cama esperando ela terminar de se arrumar e não demorou muito ela saiu do banheiro. Com o cabelo preso de lado com um elástico de uma rosa negra e com luvas pretas iam até o cotovelo. Ela me entregou o colar e jogou o cabelo para frente. Eu me levantei e coloquei o colar nela. – Obrigada. – Disse se virando e ajeitando o cabelo em seguida. Saímos do quarto, descemos as escadas e fomos para a sala de jantar que tinha uma mesa de madeira grande e ele estava lá almoçando junto com uma outra garota. Eu e ela ficamos ao lado dele enquanto comia.

– Esses são seus empregados? – A garota era loira com olhos azuis e havia malícia em sua voz e no olhar também.

– Sim. – Ele respondeu.

– Hum...Eles parecem ser bastante interessantes. – A garota olhou para mim e depois para Mizuki e um sorriso malicioso se formou nos lábios dela.

– São novos, não vou vendê-los.

– Ah que pena. Eu gostaria de tê-los para mim. –Olhei para Mizuki e percebi que ela olhava para mim. Quando eles terminaram levei os pratos para a cozinha e arrumei a mesa, eu realmente não acreditava que estava fazendo aquilo. Logo depois fui até o escritório dele para ver se ele queria mais alguma coisa.

– Mais alguma coisa? – Abri a porta perguntando.

– Não, apenas vão conhecer a mansão enquanto eu descanso um pouco. – Depois que ele disse isso, eu e ela saímos dali.

– Eu acho que ele é gay. – Ela disse e eu ri. Depois de andarmos pela mansão inteira fomos para o jardim dos fundos que era enorme.Nos sentamos em um dos bancos, mas logo ela se levantou. – Olha um coelho. – Disse apontando. Olhei para onde ela apontava, mas única coisa que vi foram orelhas brancas, quando ela chegou perto ele correu virando para a direita. – Nero. – Ela chamou e parecia meio assustada. Me levantei e fui até lá.Ao chegar perto vi a cabeleira loira, mas o rosto estava irreconhecível. Sem dúvidas era a garota que estava almoçando com o jovem mais cedo, mas porque estava morta? A garota tinha um buraco no peito e marcas de enforcamento no pescoço. – Devemos avisar o “mestre”? – Ela perguntou.

– Não. – Eu disse me virando para ela. – Ele é quem pode estar por trás disso.

– Certo. – Ela disse. Passei um braço em volta da cintura dela e comecei a andar.

– Agora vamos sair daqui antes que nos culpem de alguma coisa.

Passei o resto do dia em meu quarto enquanto Mizuki cuidava dele, só saí à noite quando ouvi sirenes de uma ambulância, ao sair Mizuki estava em uns dos degraus da escada. E logo fui até ela.

– O que aconteceu? – Perguntei. Notei que ela estava fazendo vento com um leque preto e ela parecia estar com falta de ar.

– Acharam o corpo da menina. – Apesar do salto que ela usava eu continuava mais alto que ela e naquele ângulo eu tinha uma visão agradável de seus seios. Droga,estou parecendo o Dante. Pensei. – Quem você acha que foi? – Ela perguntou e logo depois olhou para mim, não fui rápido o bastante para virar o rosto então ela percebeu. – Pare de olhar. – Logo em seguida ela colocou a mão em meu rosto fazendo-me virar para o outro lado. Voltei a olhar para ela, só que dessa vez nos olhos.

– Eu não faço a mínima ideia, tente tirar alguma coisa dele. – Logo depois ele subiu as escadas, passou por nós indo em direção ao quarto dele.

– Mizuki,venha, fique comigo até eu adormecer. – Ele disse entrando no quarto.

– Agente conversa depois, fique acordado. – Ela me pedira uma coisa realmente impossível, aquele lugar era super tedioso e ficar trancado no quarto era ainda mais tedioso ainda. – Sim mestre! – Ela disse indo em direção ao quarto dele também. Voltei para meu quarto, tirei o terno e joguei em algum canto, coloquei a calça e me deitei na cama com os braços atrás da cabeça.

Meu cochilo foi interrompido quando a porta do quarto se abriu,ela entrou no quarto e depois trancou a porta. Ela foi direto até o banheiro e depois voltou vestindo um short e um sutiã preto. Olhei erguendo uma de minhas sobrancelhas. Ela tirou o colar e o prendedor de cabelo e logo depois deitou na cama, apoiei a cabeça na mão e ela se virou para mim,ela olhava bastante pro meu corpo.

– E então...? – Perguntei.

– Amanhã o enterro da garota será aqui e teremos que vigiar os cantos da casa. Cada canto um funcionário irá ficar, podemos matá-los silenciosamente e depois sairmos daqui, mas não podemos chamar muito atenção. Ele não tem só um inimigo e também não tem só esse tanto de empregados aqui na mansão.

– Quer dizer que ele tem mais? – Ela fez que sim com a cabeça.

–Sim e foi ele quem matou a garota, não exatamente ele, mas mandou um de seus empregados fazerem isso. Ele fez isso para nossa segurança, ela nos queria e como é mimada não iria desistir então ele a matou.

– Hum...certo,vamos fazer o que você sugeriu. – Eu disse pondo a cabeça no travesseiro. Ela se cobriu com o cobertor e eu logo em seguida.

– Ele não precisará de nós amanhã de dia, então acho que vou sair mais cedo para ver as posições dos empregados para estarmos preparados de noite.

– Certo. – E ao dizer isso me virei para o outro lado, fechando os olhos logo em seguida...

Notas finais
Gostaram?