Colapso

1 ROLEPLAY


Notas iniciais
Capítulo 1.
Tracer enfrenta problemas ao escoltar uma famosa figura pública, enquanto Ekko foge de uma possível ida a prisão.

ZAUN, TARDE DA NOITE

Zaun sofria de uma terrível tempestade fazia dias, e grande parte da cidade estava alagada. Os moradores já estavam acostumado com a falta de cuidado do governo, então todos estavam murmurando em casa, se preparando para outro infortúnio.

Mesmo com tantas coisas ruins acontecendo ali, ainda havia aqueles que se divertiam: os ladrões. Ekko é um deles.

Suas roupas azuis e bege meio rasgadas, cabelo branco combinando com sua tinta estranha espalhada em seu rosto negro. Um sorrisinho de malandro que sempre o seguia. Bem, não era a única coisa que o seguia. Cinco soldados enviados por Camille, responsável por comandar Zaun e Piltover, perseguiam o garoto que havia roubado inúmeras pessoas justamente no final do mês, onde a maioria ganhava seu dinheiro tão aguardado.

Ekko poderia simplesmente ter avançado e ter feito suas artilharias do tempo, acabando com aqueles soldados em simples minutos — segundos, em seu caso. Porém os soldados estavam equipados com armaduras anti-magia e hextec, que inibem qualquer tipo de feitiçaria ou tecnologia hextec, como o equipamento de Ekko. Do que adianta voltar no tempo se sua espada é inútil contra eles? Então restou somente uma saída: fugir. Parece que os ladrões também não estavam muito bem, afinal de contas.

Zaun, como todos sabem, é amaldiçoada com terríveis becos escuros e passagens que dão para sei-lá-onde. Ekko, junto com os malditos guardas, viravam beco em beco. Estavam correndo a mais de meia hora. Houve um momento em que eles encararam uma grande feira de sucatas, e enquanto Ekko usou seu aparelho hextec para avançar um raio de vinte metros e ultrapassar toda a multidão desesperada por metal raro, os guardas bateram e afastaram as pessoas da pior maneira possível.

O fugitivo, suspirando de dor, conseguiu correr mais um pouco e entrou em qualquer beco escuro que viu pela frente.

Parado! — uma voz muito grossa ecoou.

Um enorme e musculoso homem de armadura e surgiu do fundo do beco sem saída. Pele clara, olhos pretos, cabelo arrepiado e assustador.

Ekko olhou para trás, vendo o que parecia ser uma espécie de comandante da área em que ele estava.

— Você acha que pode se safar assim, rapazinho? — sua expressão era nojo misturada com arrogância. — Garotos como você não tem lugar na vida. Deixe que eu mate você agora, já que você vai morrer qualquer dia por aí, atrapalhando a vida de quem realmente merece viver.

Ekko recuava um passo a cada um que o inimigo dava. Ele carregava uma espada extremamente grossa e prateada. Eles estavam um centímetro um do outro.

Ele ia morrer. Estava deitado no chão e ia morrer!

No momento mais perigoso, em que o brutamonte empenhou sua espada, Ekko girou para o lado, e tentou ativar seu equipamento, mas este foi destruído pelo metal pesado que seu inimigo carregava.

No momento de teletransporte, tudo escureceu. Seu equipamento hextec havia sido quebrado, assim como seus sentidos.

Onde ele estava?

HOLLYWOOD, MANHÃ

Hollywood estava mais cheia que o comum hoje, principalmente o cinema principal da cidade. O maior diretor ômnico que já existiu, Hal-Fred Glitchbo, estava indo assistir a estréia de seu mais novo filme. Ou mais um drama chato como diria Tracer, que estava ali para levá-lo em segurança até o estúdio. Desde os últimos acontecimentos com sua “espécie” e até mesmo por sua fama, Glitchbo não se sente mais segura sozinho, por isso sempre anda acompanhado de seguranças. E, agora que irá estrear mais um sucesso da indústria cinemática, ele precisou dobrar sua segurança chamando um dos poderosos membros da Overwatch.

Tracer não gostou nenhum pouco daquilo, mesmo sendo religiosamente devota a religião que prega que devemos cultivar a paz tanto para humanos, tanto para ômnicos, ela ainda gostaria de estar em casa, descansando do último confronto que ocorreu em sua casa, em King’s Row.

Tracer andava em passos rápidos entre os corredores do enorme estúdio de Hollywood, seu movimento acompanhava o do carro. Uma limusine preta e bem polida.

Subitamente, a limusine parou na rua deserta. Todos os que trabalhavam ali estavam dentro da sala de cinema, somente os seguranças — homens grandes de terno — estavam lá fora.

Eram quatro. Não são quatro, eram quatro porque esses quatro morreram em questões de segundos. Cada um atingido por uma bala diferente.

Tracer deu um salto das sombras, e viu que uma bala muito rápida e mortal passou a centímetros de sua cabeça. Assustada, usou suas habilidades e rapidamente se teletransportou para o lugar onde estava, um corredor vazio. Não tão vazio!

Widowmaker saiu da escuridão deste beco, com um olhar de deboche e ironia.

— Ora, ora. — disse. — Ficou assustada?

O sotaque da aranha francesa arrepiou todo o corpo da velocista, que rapidamente avançou para trás, tentando escapar. Porém o gancho de Widowmaker foi mais rápido, puxando ela de volta. Seu gancho a envolveu, todo seu tórax, incluindo o aparelho temporal que a permitia permanecer no espaço-tempo atual. Ele perdeu um pouco de sua luz, parecia que o gancho foi feito para esse propósito. Tracer estava numa fria.

— Tem alguém aí? — gritou o famoso diretor do carro, com a janela aberta. — Meu Deus!

Quando viu seus seguranças mortos, logo especulou que a agente que contratara também havia o deixado na mão.

Ele correu, seu terno balançava e suas pegadas de ferro mostravam como ele estava desesperado.

A alguns metros dali, a humanoide roxa tinha seu pé em cima da cabeça de Tracer.

— Depois volto por você, garotinha.

Ela iria correr atrás do ômnico e matá-lo, é óbvio que algum radical que tem ódio de ômnicos havia contratado ela somente para isso.

Tracer ficou aliviada, pois pensou que logo que Widowmaker fosse atrás do diretor, ela iria segui-la e dessa vez ser mais eficiente.

— Esse seu olhar de heroína… — riu. — Você acha mesmo que deixarei você aqui, tranquilinha assim? O único motivo de eu não ter te matado foi o fato de outras pessoas quererem fazer isso, amorzinha.

Widowmaker, ainda com os pés na cabeça de Tracer, levantou sua arma exótica e atacou a velocista fortemente com o cano da arma.

O aparelho temporal de Tracer era muito resistente, muito! Mas não foi o suficiente, porque uma rachadura feia havia sido feita bem no meio.

Tracer perdeu os sentidos enquanto Widowmaker usava o gancho mais uma vez para sair dali e matar o diretor.

Estou morrendo. Ela pensou. Não era egoísmo da parte dela, Tracer sabia que algum outro agente da Overwatch entraria em cena e salvaria Glitchbo, mas quem a salvaria ? Winston? Como ele chegaria a tempo?

Pensou, pensou, pensou… Apagou.

Onde diabos ela estava?

Notas finais
Próximo capítulo talvez saia essa semana.
Obrigado por ler, comentem se puder! :)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.