Colapso

1 Capítulo 1 - O Início


Já estava amanhecendo, era hora de pessoas normais saírem para seus respectivos empregos, mas para Leandro o dia já tinha começado mais cedo, ele não tinha ido dormir planejando o pedido de casamento para sua namorada Pamela, eles já namoravam há cinco anos e para Leandro aquilo significava que eles podiam prosseguir para o próximo passo da relação. Quando Leandro tinha seus vinte anos (época em que conheceu Pamela) trabalhava na polícia de sua cidade, um emprego que naquela época até esse dia atual em específico Leandro pensava que tinha sido um desperdício de tempo, tanto que após cinco anos ele largou o emprego, mal sabia Leandro o que lhe aguardava e como esse trabalho o ajudaria nesta jornada. Leandro era um cara alto, tinha por volta de 1,85 de altura, tinha uma barba espessa e olhos castanhos claros, seu cabelo vinha até seus ombros e tinham sido pintados recentemente da cor branca, tinha uma pele clara, porém não muito.

Após notar que o sol já estava nascendo Leandro foi se arrumar para cumprir sua rotina, tomou um banho rápido, comeu seu café da manhã, desceu até o primeiro andar do prédio em que morava e atravessou a rua, quando chegou ao outro lado seu corpo parou na calçada em frente a sua loja de utensílios para a casa, Leandro começou a notar algumas coisas como, por exemplo, o fato de não ter passado carro algum ou pessoa alguma, nesse momento uma brisa um pouco mais forte de vento veio fazendo seus cabelos brancos se mover, Leandro olhou para o seu lado direito que era de onde a brisa vinha e notou um homem caminhando devagar em sua direção, Leandro logo suspeitou do homem então colocou sua mão direita em sua própria cintura se preparando para pegar sua pistola, ele tinha adquirida essa arma legalmente após completar seus vinte e cinco anos. O homem ia se aproximando e após outra brisa de vento Leandro teve a confirmação de sua suspeita, a brisa trouxe aos pés de Leandro um jornal de um mês atrás que na manchete dizia que pessoas mascaradas estavam matando cidadãos nas ruas, Leandro sacou sua arma e mirou no homem que estava mascarado, o homem também sacou uma arma e atirou em Leandro que atirou de volta, ambos trocaram uns tiros e se esconderam no beco mais próximo.

Leandro estava nervoso, dar tiros no meio de uma área residencial não era uma coisa esperta a se fazer, mas ele se acalmou e pensou em sua situação naquele momento. Leandro dividiu em perguntas e respostas as informações que tinha coletado de sua situação, tudo isso em sua cabeça: "Em primeiro lugar, eu estou bem localizado? Mais ou menos, eu só posso ter visão de um lado se quero ficar com as costas na parede fazendo com que uma das passagens do beco fique fora da minha visão, mas isso não será um problema se aquela pessoa também quiser ficar com as costas protegidas. Segundo lugar, ele tem alguma vantagem sobre mim? Sim, se ele vier pra cima de mim ele terá 50% de chance de me pegar de surpresa, porém, eu posso atacar e tomar essa vantagem para mim. Terceiro, o poder de fogo dele é igual o meu, mas eu acho que ele vestia uma máscara o que deixa minhas chances de acertá-lo, antes de ele me acertar, maior. Ok, minha situação não tá boa, mas também não está tão ruim. Bem, ele ainda não veio então essa deve ser minha chance de atacar.".

Leandro então saiu de seu esconderijo já com sua arma empunhada em sua mão direita, ao virar do beco para a calçada da rua, Leandro reparou que a máscara estava no chão, ela estava com um ferimento causado por um tiro no meio da testa e o chão onde estava a máscara estava sujo de sangue, Leandro estranhou aquilo já que ele não tinha acertado nenhum tiro no homem, Leandro voltou a olhar para frente e avistou uma pessoa que saia do beco correndo indo em direção a um prédio, Leandro resolveu seguir essa pessoa para perguntar se ela tinha feito algo com o homem da máscara, mas ele não conseguiu acompanhá-la, e a pessoa sumiu da visão de Leandro que desce do prédio confuso.

Leandro desce do prédio pensando no que tinha acabado de acontecer ali, mas nesse momento ele notou, não tinha pessoas, nem carros, nem a polícia, não tinha ninguém na rua para ver o ocorrido. E então um mau pressentimento, Leandro sentiu algo estranho, ele se lembrou de sua namorada Pamela, mas antes de dar qualquer passo ele se lembrou de seu celular em seu bolso, Leandro o pegou com sua mão direita após guardar sua arma e viu que tinha recebido uma mensagem de voz de seu irmão fazia um mês: “Cara... Vá atrás de Pamela... a proteja... o mundo está chegando... ao fim... Eu só queria te dizer... Eu te amo irmão... não me procure... você vai acabar se matando se... fizer... isso... Ade...”. Leandro escutou aquilo e ficou sem palavras, junto com a voz de seu irmão dava para escutar no fundo explosões, tiros, gritos e muito caos. Leandro tentou ligar diversas vezes para seu irmão, mas não conseguia até que uma hora seu celular perdeu o sinal, Leandro então se prepara para ir correndo até Pamela, mas então ele se lembra de se preparar para o pior, o fato de ter uma arma de fogo já ajudava muito, mas mesmo assim Leandro pega um facão, uma bainha para o facão, mais munição de sua arma (que ele já tinha guardada em sua loja), um isqueiro e uma mochila. Então Leandro começa a correr em direção à sua namorada após o suposto fim do mundo.