Colégio Interno - Brittana
16 Eu amo Você
Notas iniciais
O internato continuava sem luz. Santana correu o mais rápido que podia de volta para o quarto, ainda preocupada com Brittany. A loira não andava animada, não conversava tanto e nem sorria como antes. Santana temia que ela estivesse com depressão ou algo do gênero.
A morena adentrou no quarto e tateou até a cama. Brittany segurou a cintura da latina e a puxou para mais perto, deitando o rosto na curva do pescoço de Santana.
- Nós precisamos de uma vela – A morena resmungou – Ou uma lanterna. Eu quero ver o seu rosto, Britt-Britt.
- Eu também quero ver o seu, San. – A loira disse, abraçando-se à latina.
- Então vá colocar um casaco. – Santana disse, sentando na cama.
- O quê?
- Vá colocar um casaco. E sapatos. Está bem frio lá fora, B.
- O que exatamente você está planejando? – Brittany perguntou, levantando atrás da morena.
- Só se vista, você vai me entender depois. – A morena respondeu dando de ombros.
Brittany arrumou-se rapidamente e correu atrás de Santana. A morena procurou a mão da namorada e entrelaçou os dedos, sem se preocupar em esconder na escuridão dos corredores. Santana sorriu e parou no meio do corredor, empurrando Brittany contra a parede fria e colando seus lábios nos da loira. Brittany sentiu o corpo aquecer com os lábios da namorada e abraçou sua cintura, puxando-a para mais perto. Santana distribuiu vários selinhos nos lábios da loira e se afastou, puxando-a pela mão.
Brittany seguiu Santana até o pátio da escola. A neve formava uma profunda camada no chão, e a loira ficou com pena de quem tivesse que limpar aquilo. Santana puxou-a pela mão até o bosque, o espaço delas. A latina empurrou a loira para o chão e começou a jogar neve nela. Brittany riu e as duas iniciaram uma batalha de neve. A morena tentou fugir dos braços da loira, mas Brittany era mais rápida, então facilmente a alcançou e a derrubou de volta na neve.
As duas gargalhavam alto, sabiam que ninguém poderia ouvi-las. Brittany tinha os braços da latina presos acima dos cabelos morenos. Ela acariciou a bochecha da morena com a ponta do nariz e beijou seus lábios.
- Eu amo você. – Brittany sussurrou.
Santana abriu a boca, mas nenhum som saiu. A loira franziu a testa e baixou o rosto, visivelmente abatida. Santana sentou-se na neve e puxou Brittany para o seu colo, abraçando a cintura da loira.
- Britt...
- Não, está tudo bem. – a loira disse em um sussurro – Eu falei sem pensar, desculpe. N-n-não queria apressar as coisas.
- Britt, não é isso – Santana disse segurando o rosto da loira entre as suas mãos – É só que... Eu queria ter dito primeiro.
O rosto de Brittany iluminou-se e um sorriso brilhante formou-se em seus lábios.
- Eu amo você. – Santana disse, puxando a loira para seus lábios.
- Não tanto quanto eu.
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- Eu posso entrar? – A figura perguntou, ainda parada na porta.
- C-c-claro. – A professora respondeu indicando a porta.
Uma silhueta morena tomou lugar no quarto da professora. Holly Holiday engoliu em seco, esperava uma de suas alunas a essa hora da noite. A pessoa sentou-se em uma das cadeiras, passando a mão nos cabelos encaracolados.
- À que devo a honra da visita? – A Srta. Holiday perguntou.
- Bem, eu preciso tirar algumas dúvidas com a senhora. – respondeu com um sorriso tímido.
- De Espanhol?
- Sobre suas duas alunas. – disse calmamente. – E sobre as Troubletones.
Holly engoliu em seco.
- Como sabe?
- Aquela sala é perto dos meus aposentos. Posso ouvi-las cantar. E devo dizer que são extremamente talentosas, Srta. Holiday. Mas o meu ponto nem é este. Brittany Pierce e Santana Lopez. Elas são... Namoradas?
A professora sentiu o sangue subir a cabeça. Avançou alguns passos determinados na direção da silhueta borrada, sem importar-se com seu emprego, sua vida ou os problemas que criaria para si.
- Olhe aqui, não importa quem você é. Não ouse a dizer uma palavra sobre as minhas meninas, ou eu juro por deus que faço da sua vida um inferno. – a loira rosnou. – Ninguém mexe com as minhas meninas.
Holly conseguiu enxergar os olhos arregalados apesar do breu que estava no quarto. Sentiu-se satisfeita com o que provocara, recuando um passo.
- Não precisa se preocupar, Srta. Holiday. – respondeu – Não pretendo causar mal algum às meninas. Gosto muito de ambas, de verdade. Não quero mal a elas. Só quero ajudar.
- Temo que elas não precisem de ajuda. – a professora retrucou, ainda receosa.
- Brittany veio me procurar. – respondeu – Disse algo sobre ter cometido um pecado terrível. Duvido que ela esteja falando de Santana. Brittany ama aquela menina, sempre amou. Mas naquele dia, ela estava perturbada. Chorou horrores, me assustou. Disse algo sobre nunca mais poder se perdoar, chamou-se de monstro, aberração, disse que deus nunca a perdoaria.
A professora ouviu atentamente, fechando os olhos com força.
- Eu devia tê-la seguido. Sabia que não ia voltar para o quarto. – A loira murmurou. – O que disse a ela?
- Pedi para que me contasse o que aconteceu. Ela se recusou, chamou-se de coisas horríveis e voltou a chorar. Eu disse a ela que parasse, pois nada disso era verdade. Brittany é uma pessoa adorável, tenho muito carinho por ela. Mas nunca a vi tão... Destruída. Perturbada. Disse a ela que Deus nunca a negaria, que não havia pecado que não pudesse ser perdoado, mas ela não me deu ouvidos. Murmurou algo sobre voltar para o quarto, antes que você fosse atrás dela. E depois desapareceu.
A professora levou as mãos às têmporas, massageando-as. Brittany precisava de ajuda, urgentemente.
- O que aconteceu com aquela menina, Srta. Holiday?
- Não cabe a mim contar – A professora respondeu – Isso só ela pode resolver. Apenas saiba que ela precisa de Santana, principalmente agora. Ela não surtava há anos.
- Isso não ocorre com frequência?
- Não, é raro. Santana estava ajudando-a a controlar. Mas agora foi tudo por água a baixo.
- Eu sinceramente espero que ela melhore. Se precisar de ajuda, sabe onde me encontrar, certo?
A professora apenas assentiu, fechando os olhos.
- Pois bem, então vou deixa-la descansar. Boa noite, Srta. Holiday – A professora assistiu a silhueta levantar-se – E se precisar de ajuda com as Troubletones... Bem, eu canto um pouquinho.
O corpo moveu-se em direção a porta, girando a maçaneta.
- Espere! – a professora gritou – Eu não sei o seu nome. Digo, apenas o conheço por padre.
O homem sorriu e virou-se para a professora.
- Meu nome é Will. Will Schuester.
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