Colégio Interno - Brittana
63 A ideia de Brittany
Notas iniciais
Margaret Lewis voltou a sentar em seu escritório, mas desta vez acompanhada da família Lopez. Tinha certa curiosidade em saber o que o casal Pierce fazia ali, mas sabia que não deveria ser nada bom. A sua curiosidade ainda se estendia para a família Fabray. Queria saber onde estaria a senhora Fabray. Poderiam ter se separado, ou ela poderia ter ido viajar de última hora. Precisava descobrir.
Porém, agora não estava preocupada com eles. Em sua frente, a família Lopez aguardava que ela se pronunciasse. Forçando um sorriso, a mulher começou a falar.
- Então, Sr. e Sra. Lopez, a que devemos a visita? – A velha perguntou.
- Queremos saber sobre o comportamento de Santana. – a mulher respondeu. – Ela não é exatamente uma boa menina, certamente deve estar aprontando alguma coisa.
A velha sorriu forçadamente. A vontade que tinha era de expulsar o casal de sua frente no exato momento em que os viu e de esconder Santana e Annie em algum lugar em que eles nunca as encontrassem, mas precisava se controlar. Então, simplesmente respirou fundo e voltou a falar.
- Santana é uma menina excelente. – A velha disse. – Na verdade, nunca tivemos problemas com ela. É uma das nossas melhores alunas.
- E quanto àquela outra menina? – Jason perguntou. – Como é mesmo o nome dela? Britney, Bretanha?
- Brittany. – A Sra. Lewis corrigiu. – Sim, Brittany Pierce. Ela divide o quarto com Santana. O que há com ela?
- A relação dela com Santana… — A Sra. Lopez continuou. – Não é um pouco, digamos, pessoal demais?
- A senhora está questionando se existe algum tipo de relação homossexual entre elas? – A velha perguntou, e a Sra. Lopez assentiu. – Não. De maneira alguma. A escola tem uma política de tolerância zero sobre esses tipos de relacionamento. Santana e Brittany sabem e respeitam as regras.
- De qualquer forma, pedimos para que mantenham uma atenção especial nas duas. – Jason cortou. – Não confiamos em Santana plenamente. Ela é problemática, seria melhor se a senhora pudesse vigiá-la.
- Claro, Sr. Lopez. – A velha concordou. – Por mais que eu não ache que exista necessidade, mas tudo bem. Algo mais em que eu possa ser útil?
- Sim, de fato há. – A mulher respondeu. – Gostaríamos de saber se vocês oferecem vagas para meninas a partir de doze anos.
Xxxxxxxxxxxx
- E eu não quero saber de toques desnecessários, abraços longos demais, e beijo só na bochecha. E você nem pense em tocar onde não deve, senão eu juro que você vai conhecer o estilo Lima Heights rapidinho. Estamos entendidos?
Brittany sorria por trás das exigências de Santana. A loira passou a maior parte do tempo por trás da namorada, abraçada em sua cintura.
- Espere um pouquinho ai, quem foi que disse que eu concordei em participar disso? – O rapaz perguntou.
- Eu. – Brittany respondeu. – E nem pense em me dizer não. Eu demorei um tempão para convencer a San a fazer isso.
O rapaz sorriu ironicamente para Brittany, que devolveu com uma careta. Santana continuava olhando torto para o garoto, como se a qualquer momento pudesse muito bem saltar no pescoço dele e estrangulá-lo.
- Ok, eu topo. – Ele concordou, por fim. – Mas isso não vai te custar barato, Pierce!
- O que você quer?
- Alguns números de telefone. – ele respondeu. – E que você fale bem de mim para as suas amigas.
- Telefones eu até posso conseguir, Puckerman. – Ela retrucou. – Mas falar bem de você… Em outras palavras, você quer que eu minta, certo?
- Eu vou fingir ser o seu namorado por sei lá quanto tempo. É o mínimo que você pode fazer. – Puck devolveu. – Além, é claro, de pedir para a sua namorada parar de me encarar como se ela fosse arrancar meus órgãos para fora do meu corpo.
Santana resmungou alguma coisa em espanhol e desviou seus olhos para Brittany. A loira sorriu docemente e beijou a testa da namorada. Santana retribuiu o sorriso, aconchegando-se nos braços de Brittany. Puck fez uma careta.
- Pelo amor de deus, se vocês quiserem ficar se pegando, vão para o quarto de vocês! – o rapaz pediu, atirando uma almofada nas duas. – A não ser que vocês queiram fazer um ménage. Ai fiquem à vontade.
- Vá se ferrar, Puckerman! – Brittany gritou, levantando e puxando Santana pela mão.
As duas correram para o quarto, trocando alguns sorrisos. Santana entrelaçou as mãos nas de Brittany e a puxou para um canto do corredor, colando seus lábios.
- San, aqui não é exatamente um lugar discreto, lembra? – Brittany perguntou tentando parecer séria, mas com um sorriso maroto teimando em escapar dos seus lábios.
- Eu não consigo me segurar. – Santana respondeu, sem descolar as bocas. – É que você é tão… quente.
Brittany riu nervosamente e em um lapso de consciência, se afastou da boca de Santana.
- Eu amo você. – Ela sussurrou. – Mas é melhor nós continuarmos no quarto.
Santana sorriu maliciosamente e se afastou, entrelaçando o mindinho no de Brittany. As duas apertaram o passo no corredor, tentando chegar o mais depressa possível no quarto. Porém, uma pequena mão agarrou o pulso de Santana, fazendo-a parar.
- Annie? – A morena chamou, soltando-se de Brittany e pegando a irmã no colo. – O que está fazendo aqui?
- Eu posso ficar com vocês? – A pequena perguntou, abraçando o pescoço de Santana. – Eu fiquei com saudades, Sanny.
O apelido despertou uma pitada de ciúmes em Brittany. Apenas ela chamava Santana assim. E por mais bobo que parecesse, ela gostava de ter esse apelido só para ela. Mas ainda assim, Brittany se recusava aceitar que estava com ciúmes de uma criança. É a irmã de Santana, pelo amor de deus, ela pensou, sacudindo a cabeça.
- Britt, essa é Anna, minha irmã. Anna, esta é Brittany, minha melhor amiga e colega de quarto. – Santana apresentou rapidamente.
- Oi. – A pequena cumprimentou, arrancando um pequeno sorriso de Brittany.
- Prazer, Anna. – A loira respondeu.
Santana sorriu e voltou a andar pelo corredor. Não tinha engolido a história dos pais de Brittany terem vindo apenas para vê-la, sabia que estavam aprontando alguma coisa. Mas cuidaria disto depois. Agora, só queria ficar com as suas duas pessoas preferidas do mundo.
Fale com o autor