Colégio Grand Chase Cgc Fase 2
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Hora da leitura!
Elesis caminhava dentro da neblina, sem saber para onde ir.
– EII, TEM ALGUÉM AQUI? AMY? ONDE É QUE VOCÊ ESTÁ?
Ela percebeu um movimento próximo e girou a espada, de modo que a ponta da lâmina ficasse na direção do ruído.
– Calma aí, sou eu!! – Amy surgiu em meio a névoa, com as mãos para o alto – eu sou muito jovem e bonita para morrer!
– Ah, desculpa...
– E que fazer o favor de guardar essa coisa?
Elesis guardou a espada, mas não soltou a mão do punho.
– Então... onde é que a gente tá? – Amy andava cautelosa, juntamente com Elesis.
– A gente caiu em uma... – a neblina começou a se dissipar, revelando uma floresta e não muito longe, uma cidade–... isso aqui não é uma cidade?
– Tem razão, Elesis. Mas espera um pouco!
Amy parecia reconhecer cada canto, cada tijolo que constituía as casas. Era sua cidade natal. A garota começou a saltitar e a cantar, não conseguia conter a alegria de estar de volta ao lugar em que crescera.
– Não dá pra acreditar! A neblina deve ter trazido a gente pra cá! E deve ter reconstruído a cidade!
– Puxa, não dá pra acredi... – Elesis virou a cabeça em direção a um vulto que a observava de uma viela – Amy, tem mais gente aqui!
As duas correram na direção do vulto e Amy lembrou-se de algo.
– Vai por aí, que eu dou a volta. Ele não pode escapar.
Elesis continuou seguindo o vulto pela viela, enquanto Amy dava a volta. Porém, quando Amy ia em direção a uma rua que a faria dar de cara com Elesis e com o vulto, uma parede surgiu, impedindo sua passagem. Ela tentou pular e quebrar a parede, mas não conseguiu.
– Isso não devia estar aqui!
Enquanto isso, a ruiva continuava com a sua perseguição. Mas ela teve que parar quando viu que um muro a impedia de continuar seu caminho, assim como aconteceu com Amy.
– Elesis! – uma voz vinda do alto a chamou, fazendo a ruiva pensar em alguém muito importante para ela – quanto tempo!
E o vulto desceu de um telhado. Era um homem ruivo, portando uma espada. Elesis não conseguiu conter um grito.
– PAI?!!
– ELESIS!! ELESIS, RESPONDE! TEM QUE SAIR DAÍ! – Amy chutava a parede enquanto gritava, sem conseguir nenhuma resposta da espadachim – ESSA CIDADE NÃO É REAL! NÃO PODE SER REAL!
– Amy? – uma voz feminina vinda de trás da dançarina a assustou. Uma mulher de cabelos rosados como os dela sorria, carinhosamente.
– Ma... mamãe? Mas como...? – Amy começou a andar em direção a mulher, no entanto algo em sua cabeça a dizia para parar de andar e procurar por Elesis. Mas o coração de Amy não queria perder aquele momento, talvez sua única chance de abraçar a mãe novamente.
Elas se abraçaram; Amy chorava nos braços da mãe, como um bebê.
– Senti tanto, tanto a sua falta, mãe! Não quero ter que te perder de novo!
– Ah, minha menininha! Você não vai. Vamos ficar juntas, sempre!– e a mãe dela a abraçava cada vez mais e com mais força, até começar a sufocar a dançarina.
– Mãe... tá me sufocando... me solta...!
– Não, querida. Nada disso – Amy conseguiu levantar o rosto e viu que o rosto bondoso da mãe havia sumido. No lugar, estava um rosto morto e ensangüentado, como o que povoava os pesadelos da garota.
– ME SOLTA, ME SOLTA! – a garota começou a se desvencilhar da criatura, mas não conseguiu. Por fim, decidiu utilizar seu último recurso: agarrou os braços do ser e a jogou, de modo que Amy acabou ficando de costas para o chão, mas sem tocá-lo. A criatura levantou-se, e Amy a golpeou.
– CHUTE METEORO!! –o chute foi tão forte que fez a criatura explodir, causando o que parecia ser um terremoto e que rachou as paredes das casas.
– Preciso sair daqui... mas tenho que achar a Elesis antes!
– Muito bem, Elesis. Vejo que aperfeiçoou bem os seus golpes com a espada e sem ela – o pai de Elesis a elogiava, algo que a garota queria muito ouvir novamente desde que ele havia sido levado pelas forças das trevas – agora, vamos lutar.
Elesis empunhou a espada, segurando-a com força. Seu pai havia sido um excelente espadachim, e não parecia ter perdido o jeito. Ele começou lutando lentamente, mas a medida que Elesis não conseguia desviar dos golpes desferidos, seu pai lutava com a espada cada vez mais rápido.
– Ei pai, vai com calma!
– Tem que aprender a desviar dos golpes – e usava a espada com mais força e velocidade. Antes, ele não a acertava, recuava a espada antes que a atingisse, mas agora, ele não se importava mais se a espada a cortasse profundamente. Enquanto isso, ele começava a ficar com a aparência de um esqueleto guerreiro.
– Pai, isso doeu! – ele acertou a perna dela. A garota caiu, com a espada ainda fincada na carne. Ela tentava puxar, mas estava muito fundo. Quando ela levantou os olhos e viu a mudança, tentou se defender com a espada e berrava – FICA LONGE! O QUE FOI QUE VOCÊ FEZ COM O MEU PAI?!
– Ele não é o seu pai – Amy passou uma rasteira, derrubando o esqueleto. Com o impacto, os ossos se desprenderam e transformaram-se em pó – isso não existe. Eu me lembro muito bem de como era a cidade e isso aqui não está certo. Temos que ir – Amy estava soluçando e tentando segurar as lágrimas.
– Nada aqui é... real? Nem... o meu pai? – lágrimas começaram a rolar pelo rosto da ruiva. Ela tentou se levantar e viu que a espada também havia sumido, mas o ferimento continuava ali – mas isso... esse machucado. Se não é real, como eu estou sangrando?
– A ilusão pode ferir pessoas, Elesis e Amy– a cidade começava a se tornar neblina novamente, e a floresta ressurgiu – lembram-se de mim?
– MATRIZ! E quem é esse? – Amy gritou, feliz e assustada ao mesmo tempo.
– Este é Zero, ele está me ajudando a localizar Dio novamente.
Notas finais
BJS!!!
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