Notas iniciais
Converso com vocês na parte das Notas Finais!

Uma semana se passou desde a “visita” de Matriz e seus aliados. Ronan tentava convencer os amigos a confiarem pelo menos um pouco em Dio.

– Foi mal, Ronan, mas não dá! – Jin sempre se esquivava dos argumentos do amigo dessa forma.

Mas as desculpas não paravam por aí.

– EU JÁ DISSE QUE NÃO VOU CONFIAR NADA PRO NOVATO! – Elesis estava treinando na hora em que Ronan foi conversar com ela, por isso, levou algumas bordoadas na cabeça.

– NÃO! –gritaram Ryan, Sieghart e Lass, antes de fecharem a porta da cozinha na cara dele. As únicas pessoas que conseguiram acreditar nas palavras de Dio eram Lire, Amy e talvez, Mari. E assim Ronan e Dio seguiam com planos, muitas vezes frustrados, de tentar salvar Arme.

– Não sabemos para onde podem tê-la levado. O submundo é muito grande, e sua dimensão também. Levaríamos... – Dio começou a contar nos dedos e depois parou – ... muito tempo.

Ronan deu de ombros. Ouviram passos chegando na cozinha e logo Elesis abriu a porta com um chute.

– Já estou de saída... – Dio levantou-se da mesa, mas Lire, que chegou com o grupo, o segurou pelo braço.

– Não precisa sair daqui.

O Profano olhou para ela e deu um sorriso cínico. Soltou a mão dela delicadamente e subiu para o quarto.

Sieghart largou a espada no chão e sentou de frente para Ronan.

– Tá bom. Já entendemos que precisamos te ajudar a encontrar a Arme, mas você viu como as sombras são poderosas.

– Eu ainda acho que é melhor jogar o Dio pra elas quando reaparecerem por aqui novamente – Ryan jogou uma pedrinha para o alto e cortou com o machado várias vezes, até que se tornasse apenas pó.

– Ronan – Elesis empurrou Sieghart da cadeira e tomou o lugar dele. O imortal rolou até parar na parede – nós concordamos que é melhor começar as buscas pela Arme imediatamente. Eu já chamei a Comandante Lothos e vou pedir permissão para ela.

Lothos estava sentada de um lado da mesa da cozinha e a Grand Chase estava amontoada do outro lado. Ela fechou os olhos e falou:

– O pedido de vocês é... – todos prenderam a respiração, inclusive Dio –... impossível. Não só pelo fato de que há criaturas que ainda não conhecemos envolvidas no desaparecimento.

– Mas, Comandante! Se somos mesmo a Gr... – Ryan começou, mas foi interrompido por Lothos.

– Vocês são, sim. Mas não me deixou terminar de falar... – Ryan conteve um xingamento, pois Jin o socara no meio de suas costas – continuando... os alunos da sua escola já estão procurando pela Arme, em todos os continentes. Não pude enviá-los porque vocês são a Elite dos guerreiros. Esse grupo foi criado especialmente para entrar em combate quando as coisas se complicam.

– Desde quando...? – Sieghart engoliu em seco. O pensamento de que poderia se substituído por um aluno qualquer o deixou abalado.

– Desde que eu soube do desaparecimento, há mais ou menos uma semana.

Ronan suspirou, aliviado com a notícia. Porém, a calma durou pouco.

– Não importa, Comandante. Temos que ir pro submundo – Dio começava a se mostrar ligeiramente arrogante – devem estar tentando arrancar dela algum jeito de manter os portais abertos eternamente.

Lothos perdeu toda a cor do seu rosto ao ouvir a hipótese sombria de Dio.

– Continuamos sendo a “Elite dos guerreiros”, não é Comandante? – Amy deu um largo sorriso enquanto saltava da cadeira.

– E eu acho que isso é trabalho pra Elite... – Jin juntou os punhos, também sorrindo.

– Bem, vejo que não há outra maneira. Então, vão até o submundo e dêem um jeito nisso – Lothos levantou-se, séria. Ela não demonstrava, mas estava orgulhosa dos jovens que escolhera.

A Grand Chase estava em uma mata qualquer localizada no continente de Vermécia. Dio andava a frente do grupo, seguido de perto por Jin. O ruivo acelerou um pouco mais o passo e ficou ao lado do demônio.

– Lembra que no outro dia você me disse que era um guerreiro vindo de um outro lugar?

– Hm... não, não me lembro. Aliás, não tenho porque me lembrar – ele discordou de Jin, obviamente para deixá-lo irritado.

– Quando estávamos discutindo sobre os quartos! – Jin apertava os punhos com muita força, muito provavelmente para se impedir de socar o Profano – e se disser que não se lembra...!

Dio começou a rir. A raiva de Jin fazia com que Dio o achasse cada vez mais engraçado.

– Cara, você é muito cômico! Mas já me lembrei. E disse isso, sim.

– E você também disse que eu iria ter que confiar em você. Mas ainda não enxergo um motivo para confiar.

Dio ficou quieto. De repente, pareceu lembrar-se de algo muito importante e correu até Lire.Trocaram algumas palavras, enquanto Ryan ia ficando cada vez mais irritado com o demônio. Ele era um dos que não iam com a cara do rapaz.

– EI, VOCÊ! DÁ PRA DIZER LOGO ONDE FICA A PORCARIA DA ENTRADA PRO SUBMUNDO?! – Elesis o puxou pela camisa, levantando-o do chão e fechou os punhos, bem próximos do rosto dele– a vida da nossa amiga tá em risco, e ninguém aqui consegue acreditar que você seja um dos mocinhos!

– Mesmo depois do que a Imperatriz Matriz disse sobre mim?

– Mesmo depois disso – Lass ficou ao lado da namorada, com os braços cruzados.

– PAREM! – Lire foi tentar soltar Dio, mas não conseguiu. Elesis continuava sendo mais forte – se ele acabar morrendo, nunca vamos chegar a lugar nenhum!

Sieghart soltou a mão de Elesis da camisa de Dio e falou para ele, com o máximo de frieza que conseguiu demonstrar na voz:

– Ou você fala agora onde fica a entrada, ou eu não vou conseguir segurar a Elesis.

– Hê, já percebi que você vai mesmo conseguir segurá-la. Do jeito que essa daí consegue ser mais forte do que um inseto qualquer...

Com uma pancada, Dio caiu de barriga no chão. Mari dera uma livrada na cabeça dele. Apesar de não ter emitido nenhuma opinião a respeito dele, a garota parecia ter perdido a paciência com ele.

– Diz de uma vez.

– Tá legal, gatinha... – Sieghart já puxava a espada, mas Dio apontou para um buraco em uma árvore velha – a entrada é por ali.

Ryan caminhou até o buraco. Ele olhou para dentro e a única coisa que viu foi a parte interna da árvore.

– Tá bom, finge que tô acreditando. Isso é a entrada?

– É só uma ilusão – Ronan esticou o braço e Ryan ficou de queixo caído. O braço do rapaz havia sumido – vamos.

Notas finais
Hê, aqui estou eu, como falei ali em cima! Então, é o seguinte: decidi postar dois capítulos pra vocês, de uma vez só. E apesar da ainda estar no meio do caminho, eu já tive uma (ou duas) idéias pro final. Agora vocês devem estar se perguntando "MAS QUE QUE É ISSO?! DOIS FINAIS?!" Pois é. Dois. Mas isso fica pra conversarmos mais pro final.

Até logo!